MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1521
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Capítulo 1521: Fixe esse problema
“Vamos lá… não morra assim. Você pode matá-lo agora. Eu não estou mais no carro.”
Penny, sentada preguiçosamente no banco traseiro aberto de um carro, murmurou para o corpo imóvel no chão.
Era o motociclista — aquele que tentou atirar em Jonathan — apenas para acabar atropelado pelos guarda-costas de Penny. Se Mark tivesse atrasado mesmo um segundo, Jonathan estaria morto. E dado o movimento do carro deles, sua morte poderia ter levado Penny junto com ele em uma colisão inevitável.
“Vamos lá…” ela ponderou novamente, oferecendo um sorriso para os socorristas enquanto eles limpavam seus ferimentos leves. “Obrigada.”
Um deles sorriu de volta e assentiu. “Você ainda precisará ser examinada no hospital, só para garantir.”
“Mhm.” Penny murmurou, observando o socorrista sair com seu kit. Seu olhar passou por ela, pousando em Jonathan, que estava sendo atendido a alguns metros de distância.
Ao contrário de seus pequenos arranhões e das contusões em sua perna, Jonathan havia levado a pior. A janela tinha estilhaçado do seu lado, cortando-o com o vidro. A maioria dos cortes eram superficiais, mas um ferimento feio em seus nós dos dedos precisava de pontos — provavelmente de algo que ele bateu durante o curto, mas intenso incidente na estrada.
Jonathan já estava olhando de volta para ela, com expressão azeda.
“Aquela maldita bruxa…” ele murmurou para si mesmo — apenas para perceber que alguém ainda estava limpando seus ferimentos. O médico lhe deu um sorriso constrangedor, mas não disse nada.
Afinal, o comentário sarcástico de Penny tinha sido alto o suficiente para todos ouvirem, como se suas palavras pudessem milagrosamente ressuscitar o motociclista para terminar o trabalho. Jonathan, enquanto isso, apenas aproveitou o momento para lançar olhares fatais em sua direção.
Para qualquer um que não os conhecesse, uma pergunta naturalmente vinha à mente:
Por que eles estavam juntos, afinal?
“Senhorita Penny.” Mark se aproximou, parando ao lado da porta aberta do carro. “Já informei o mestre. Vou levá-la ao hospital agora.”
Penny olhou para cima e piscou. Depois de um segundo, levantou o dedo e apontou.
“Certifique-se de arrastar aquele cara com a gente.”
Lentamente, Mark virou seu olhar na direção que ela apontou, pousando em Jonathan.
“Sim,” ele disse com uma leve reverência. “Vou voltar depois de terminar o relatório policial.”
“Mhm.”
Com isso, Mark se afastou. A polícia já havia bloqueado esse trecho da rodovia, e os médicos inundavam a cena. Felizmente, além dos ferimentos relativamente leves de Penny e Jonathan, apenas o motociclista havia morrido… e um dos carros escolta de Penny agora tinha um para-choque destruído.
Enquanto Mark tratava com os oficiais, Penny e Jonathan — agora separados — encontraram-se olhando na mesma direção.
O corpo no chão.
Nem um dos dois disse uma palavra. O sangue se espalhando sob o cadáver, os membros retorcidos, o capacete quebrado e os pedaços de carne espalhados não pareciam perturbá-los.
Penny pressionou os lábios numa linha fina, abraçando-se no cobertor que alguém havia envolvido ao seu redor.
“Agora há pouco…” ela sussurrou, “… ele realmente ia colocar um buraco na cabeça dele.”
Seus olhos voltaram para Jonathan. Ele não se moveu, ainda olhando para o corpo, com o olhar desfocado.
Acho que ele também não viu isso chegando.
A mente de Jonathan correu.
Ele quase morreu — não havia dúvida.
Se as pessoas de Penny não tivessem intervindo, ele não estaria aqui agora. Mas por quê? Quem queria ele morto?
Por mais irônico que fosse, havia muitas pessoas que poderiam querer se livrar dele, dado tudo que ele estava envolvido. Mas isso? Isso foi muito cedo. Muito repentino. Muito ousado.
Quem foi?
Qual delas?
Seus pensamentos giravam como um disco quebrado, tentando identificar quem poderia estar por trás do ataque. Assim como Penny, ele tinha certeza de que o cavaleiro viera por ele, não por ela.
Então, um pensamento assustador cruzou sua mente:
Foi… ela?
A mulher com quem ele havia feito um acordo?
Mas por quê? Suas sobrancelhas franziram. Somos aliados agora—mas isso não significa para sempre. Ainda assim… não acho que ela me cortaria tão cedo.
Um franzir tomou conta de seu rosto. A identidade da pessoa por trás do ataque permanecia em branco.
“Senhor, estamos levando você para o hospital agora.” Um dos paramédicos interrompeu seus pensamentos. “Deixe-me ajudá-lo.”
Jonathan deixou o paramédico assisti-lo enquanto continuava tentando desvendar o mistério em sua mente.
—
Algum tempo depois…
Zoren correu para a sala de emergência, pálido e apavorado. Apesar de Mark tê-lo informado com um relatório detalhado, isso não impediu o aperto em seu peito.
Seus olhos vasculharam a sala. No momento em que pousaram na figura familiar recostada preguiçosamente no canto, seu fôlego parou, e ele correu em direção a ela.
“Penny.”
Os olhos de Penny brilharam. “Marido~!”
“Penny, o que…” Zoren interrompeu-se ao ver os pequenos curativos na pele dela. Seu coração apertou. Parado ao lado da cama, ele estendeu a mão e tocou gentilmente sua testa, o polegar roçando a ponta do curativo.
“Estou bem,” Penny disse com um sorriso, oferecendo-lhe o sorriso mais doce que conseguiu. “Apenas alguns arranhões.”
Ela apontou para o outro lado da sala. “Ele, por outro lado, precisou de pontos.”
Zoren virou a cabeça lentamente. Seus olhos rapidamente encontraram Jonathan. No momento em que seus olhos se encontraram, algo mudou nele. Tudo que ele viu foi vermelho.
“Jonathan…” ele suspirou, maxilar cerrado. Em três longos passos, ele estava na outra cama. Sem hesitar, ele agarrou Jonathan pela gola e o ergueu, seu corpo tremendo de fúria.
“Ei, isso não é culpa minha!” Jonathan levantou as mãos. “Se alguma coisa, aquela mulher é quem invadiu meu carro—”
Antes que pudesse terminar, um soco esmagou seu rosto.
O soco foi tão repentino que a dor só registrou quando Jonathan atingiu o chão, aterrissando com força no traseiro.
Ofegos e gritos irromperam na sala de emergência. Enfermeiras próximas viraram-se de imediato.
“Ei! Nada de brigas aqui!”
“Ugh…” Jonathan gemeu, tocando o canto da boca. Sangue manchava seus dedos. “Você—”
“Aquela mulher,” Zoren rosnou, sua voz como gelo, “é minha esposa. E ela é quem te salvou de morrer esta noite.”
Seu punho permaneceu cerrado, ainda tremendo. “Se ela não estivesse lá, eu mesmo teria te matado. Não ouse colocar isso na conta dela.”
Ele apontou para Jonathan. “Resolva esse problema… ou eu resolvo.”
Com isso, Zoren virou-se e voltou para Penny para tirá-la de lá.