MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1455
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Capítulo 1455: Último Suspiro
“Tio Haines?” Atlas parou, olhos na porta da frente onde Haines estava. “Você está saindo?”
No momento em que essas palavras escaparam dos lábios de Atlas, Penny e Slater apareceram atrás dele. Eles viraram a cabeça na direção de Haines, inclinando-a ligeiramente.
“Só… vou dar uma caminhada,” Haines ofereceu-lhes um breve sorriso. “Estou feliz que vocês se reconciliaram.”
Com isso, Haines se virou e arrastou os pés para fora da porta. Ele mancava, embora não tão gravemente como quando voltou com Penny há muitos meses atrás.
“Vai dar uma caminhada?” Slater murmurou. “A essa hora?”
Não estava tão tarde, mas alguns poderiam considerar que sim. Penny e Atlas, por outro lado, ficaram olhando para a porta da frente antes de trocarem olhares.
O canto da boca de Penny se curvou ligeiramente, formando uma teoria sobre aonde Haines estava indo. Ao contrário dela, Atlas não sorriu. No entanto, ele também tinha uma boa ideia — Haines estava indo encontrar a Graça.
Atlas descobriu sobre isso na noite em que Penny misturou bebidas para todos, e eles acabaram levando Haines direto para a porta de Graça. Mesmo assim, Atlas não se importou muito — era a vida de Haines, e seu tio era velho o suficiente para fazer suas próprias escolhas. A diferença de idade também não o incomodava; afinal, não era ele quem estava prestes a namorar uma mulher mais jovem.
“Pare de perguntar, Terceiro Irmão.” Penny agarrou o braço de Slater e o puxou. “Vamos embora.”
Atlas hesitou por um momento, mantendo os olhos na porta antes de o canto de sua boca se curvar para cima. Ele seguiu lentamente seus irmãos mais novos até o jardim. Seus pais tinham insistido que eles assistissem a um filme até que realmente se reconciliassem, mas como já haviam se reconciliado, decidiram assistir à chuva de meteoros juntos.
Fazia tempo que não tinham tempo para relaxar assim, e a medicação estava fazendo maravilhas. Foi uma boa ideia Zoren ter planejado comprar estrelas a granel — ele sabia sobre a chuva de meteoros com antecedência.
Depois de organizarem seu pequeno encontro no jardim, sentaram-se com petiscos e bebidas. Obviamente, Penny, Zoren e Slater estavam apenas bebendo leite. Atlas tinha seu vinho, enquanto Hugo tinha sua cerveja.
“A que horas é a chuva de meteoros?” Hugo perguntou, olhando para o céu.
“Em alguns minutos. Max é meia hora.” Zoren verificou seu relógio de pulso.
“Segundo Irmão, pare de entornar sua cerveja. Você pode cochilar antes de vê-los!” Slater exclamou antes de se virar ansiosamente para Penny. “Diga, Penny, você gosta de estrelas?”
Penny franziu o rosto para seu terceiro irmão. Até agora, ela não havia percebido que Zoren ainda estava de olho no espaço sideral para comprar mais estrelas — ou seja lá o que estivesse por lá. Se ela respondesse sim, estava certa de que Slater começaria a folhear catálogos de estrelas também. Mas se dissesse não, Zoren ficaria devastado.
Que pergunta complicada!
“O ar está agradável,” Atlas murmurou, deixando o vento soprar em seu rosto. Sentado ao lado dele, Zoren concordou com a cabeça.
Eles esperaram em silêncio amistoso, passando o tempo enquanto Penny e Slater discutiam sobre algo sem sentido. Hugo, por outro lado, virou sua bebida como se fosse água, pensando sobre como quase havia morrido na noite passada. Felizmente, Renny não tentou realmente matá-lo. Em vez disso, a pantera negra rasgou seu jeans e depois pulou sobre ele, prendendo-o com todo seu peso. Não matou Hugo, mas quase o sufocou.
Atlas e Zoren simplesmente aproveitaram o silêncio e os pequenos ruídos ao redor deles.
“Penny, você está sendo egoísta agora!” Slater gritou, franzindo a testa. “Só estou dizendo—”
Antes que ele pudesse terminar, notou algo no céu. Instintivamente, ele olhou para cima e viu um rastro de luz atravessando a noite. Penny seguiu seu olhar, capturando o segundo, depois o terceiro, antes que o céu explodisse em uma deslumbrante chuva de meteoros.
Eles olhavam em admiração, suas bocas levemente abertas. Seus olhos brilhavam, refletindo o espetáculo celestial acima. Era deslumbrante, impondo silêncio sobre eles.
—
“Viu?” Charles virou-se para sua esposa, passando um braço ao redor dos ombros dela. “Eles vão ficar bem.”
Allison sorriu para ele antes de desviar o olhar para seus filhos. Eles tinham apenas descido para verificar, querendo ver se eles estavam seguindo suas instruções. Mas o Mordomo Jen os informou que as crianças estavam no jardim, então o casal veio ver por si mesmos.
Parado não muito longe deles, o Mordomo Jen sorriu ao observar Charles e Allison repousarem suas cabeças um contra o outro. Ele também assistia à chuva de meteoros de seu ponto de vista, um calor se espalhando por ele ao ver a cena.
“Que aconchegante,” murmurou, voltando seu olhar para as crianças. Seus olhos suavizaram, lembranças dos anos mais jovens deles surgindo. Para ele, Atlas, Penny, Hugo e Slater ainda eram apenas crianças pequenas, maravilhando-se com algo incrível pela primeira vez.
Lentamente, o Mordomo Jen olhou para o céu, seu sorriso se alargando. “Que lindo, de fato.”
—
Hugo assistia à chuva em admiração. “Tão bonito,” ele sussurrou, sorrindo. “Embora… de alguma forma, parece familiar.”
Ele nunca tinha visto uma chuva de meteoros antes, ainda assim uma emoção avassaladora surgia em seu coração. Ele não podia identificar o que era, mas era forte—tão forte que o fez se perguntar por quê.
Seus olhos refletiam os meteoros riscando o céu, brilhando com admiração. O canto de sua boca se curvou levemente. Por algum motivo, ele se sentiu… aliviado.
—
[FLASHBACK CURTO]
“Hah…” As respirações profundas sacudiam o peito de Hugo, sua força lentamente o abandonando. Cada inalação queimava seus pulmões, enviando uma dor aguda através dele, fazendo-o tossir.
Fazendo uma careta, ele tentou se levantar—mas não conseguiu. Sua força escoava como água pelo ralo. Não importava quão forte fosse sua vontade, seu corpo se recusava a ouvir. Como poderia, quando já estava crivado de balas?
Sangue escorria de várias feridas, formando uma poça embaixo dele enquanto ele jazia ali, sangrando até morrer. Mas justo quando começou a aceitar seu fim, algo chamou sua atenção.
Seu olhar desviou para cima, onde um rastro de luz cortou o céu, seguido por outro. Então, uma chuva deles.
“…” Uma respiração superficial escapou de seus lábios, seu corpo relaxando com a visão. Por algum motivo, isso lhe trouxe conforto. Como se o universo tivesse orquestrado este momento apenas para ele—para consolá-lo.
Um fraco, amargo sorriso formou-se em seu rosto enquanto usava suas últimas forças para alcançar o céu.
“Penny,” ele sussurrou, a voz mal audível. “Eu estou… desculpe.”
E quando aquelas palavras deixaram seus lábios, sua mão caiu inerte ao seu lado.
Seu último suspiro escapou enquanto seus olhos permaneciam abertos, olhando para a chuva de meteoros acima.