MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1419
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Capítulo 1419: Almas Gêmeas
Enquanto isso, em um bar e restaurante na cidade…
Graça deu uma risada, com o queixo apoiado na palma da mão. Ela estava sozinha na mesa comprida, todos os seus convidados – que foram convidados para seu aniversário falso – já tinham ido embora. Ainda assim, ela não tinha planos de sair tão cedo.
“Tão bobo,” ela sussurrou para si mesma, balançando a cabeça enquanto levava a margarita aos lábios.
Ao tomar um gole, suas sobrancelhas se ergueram ao captar uma figura familiar pelo canto do olho. O radar em sua cabeça disparou, fazendo-a desviar o olhar para a figura que estava por perto.
Haines.
Um pequeno sorriso formou-se em seus lábios ao vê-lo se aproximar. Quando ele estava a apenas alguns passos de distância, ela levantou o olhar para encontrar seus olhos.
“Eu te disse,” ela falou, com uma leve risada na voz, “você não precisava vir hoje.”
Haines não respondeu. Ele apenas suspirou enquanto olhava para ela. Suas bochechas estavam mais rosadas do que o normal, seus olhos levemente apertados – sinais claros de que ela já havia tomado alguns drinques. E pelo que parecia, ela havia aproveitado a noite mais do que sua última celebração de aniversário.
“Você quer um drinque?” ela perguntou, inclinando a cabeça. “Já que você está aqui, eu não me importaria de ter companhia.”
“Você já teve o suficiente,” ele apontou. “Levante-se. Eu te levo para casa.”
Graça fez beicinho. “Mas eu ainda quero beber.”
“Então beba em casa.”
“Mas se eu fizer isso, você não estará mais lá.” Ela franziu o rosto ainda mais, beliscando a barra do terno dele enquanto mostrava olhos de cachorrinho. “Se eu continuar bebendo em casa, você vai ficar e me fazer companhia?”
“Não.”
“Então vou beber aqui.” Graça revirou os olhos e desviou o olhar, apoiando a bochecha na palma da mão. “É muito mais divertido beber fora – boa música, pessoas se divertindo e alguém me trazendo bebidas sem parar.”
Haines suspirou profundamente, observando enquanto ela agarrava sua margarita novamente. Ao tomar mais um gole, ele descansou as mãos nos quadris e inclinou a cabeça para trás.
“Tudo bem,” ele concedeu – apenas para recuar levemente quando ela de repente se virou para ele.
Sem hesitar, Graça levantou-se e endireitou os ombros. “Eu não bebo cerveja ou algo assim. Mas eu tenho vinho – a Penny me deu uma garrafa de um leilão que ela foi da última vez.”
“…” Haines piscou. Então piscou novamente.
Apesar de estar um pouco alegre, ela não parecia tão bêbada que não pudesse chegar em casa sozinha.
“Eu vou ficar um pouco,” ele disse. “Mas—”
“Eu não vou te corromper,” ela interveio, batendo no peito dele de forma brincalhona com o dedo indicador. “Embora, eu possa deixar você dar uma espiadinha.”
Haines ficou sério. “Eu gosto de cerveja.”
“Hihi.” Ela deu uma risadinha, observando-o se afastar antes de saltar atrás dele.
Graça não esperava que Haines aparecesse esta noite. A única coisa que ela havia antecipado dele era um simples texto de boa noite – que, pelo que sabia, ele poderia ter enviado, mas ela simplesmente não viu. Mas tê-lo vindo buscá-la pessoalmente? Isso tornou sua noite muito melhor.
—
Dentro do Carro…
Sentada no banco do passageiro da frente, Graça olhou para ele, sorrindo.
“Só me deixe dirigir em paz,” Haines disse antes que ela pudesse abrir a boca, com os olhos fixos na estrada. “Você terá bastante tempo para dizer o que estiver pensando depois.”
“Ohh…” Graça estreitou os olhos, sorrindo. “Isso significa que eu tenho permissão para flertar com você?”
“Não, significa que eu quero dirigir sem distrações.” Haines lançou um olhar de lado para ela e acrescentou friamente, “Eu já tenho uma perna ruim, o que reduz nossas chances de sobrevivência para noventa por cento.”
Graça riu, dando de ombros. “Certo, então.”
Ela ficou em silêncio, simplesmente apreciando a vista de ele dirigindo. Haines, por outro lado, permanecia tenso apesar do silêncio.
Ele sabia pela experiência que o silêncio não duraria.
O momento em que baixasse a guarda, Graça diria algo – algo ridículo o suficiente para fazê-lo parar o carro.
Não esta noite.
“Diga…”
Haines sentiu seus ombros contraírem imediatamente.
Graça riu. “Deixe pra lá. Eu vou te perguntar quando estivermos na minha casa.”
“Pergunte agora.”
“Não.” Ela balançou a cabeça. “É melhor perguntar quando você está olhando para mim.”
“Seja o que for, minha resposta não vai mudar se eu estiver olhando ou não.”
“Eu sei.” Ela sorriu. “Mas assim, eu teria um quebra-gelo quando chegássemos.”
“…”
“Diga…”
“…”
“Haines…”
“…”
“Querido?”
“…”
“Docinho?” Graça ergueu uma sobrancelha, mas Haines continuou impassível no banco do motorista.
“Querida? Amor? Bebê?”
Depois de um segundo, Haines suspirou em derrota. “O que foi agora?”
“Só estava pensando como essas palavras soariam vindo de você.” Ela deu de ombros, recebendo um olhar rápido dele. “Somos amantes, então é justo termos apelidos carinhosos, não é?”
“Nós não somos amantes de verdade.”
“Você está me machucando, Docinho.” Ela colocou dramaticamente uma mão no peito. “Hmm… Isso não soa bem. Meu amor? Meu único e verdadeiro?”
Haines revirou os olhos, inclinando-se ligeiramente contra o banco. Ele olhou para o semáforo, observando a contagem regressiva. Só mais um e eles chegariam à casa dela.
Graça comemorou seu aniversário falso perto da sua casa, afinal.
“Alma Gêmea?” ela adivinhou novamente, sorrindo quando os olhos dele se voltaram para ela.
Seu sorriso se ampliou. “Olá, alma gêmea.”
“Caramba,” ele respirou. “Você definitivamente bebeu demais esta noite.”
“Eu bebi,” ela admitiu com uma risada. “Mas isso não significa que eu não estou falando sério. De agora em diante, me cumprimente como Alma Gêmea. Ou, se for muito longo, me chame de Love.”
“…” Haines balançou a cabeça. Ela tinha que saber que isso nunca iria acontecer.
“Vamos tentar,” ela incentivou. “Me chame de Love ou Alma Gêmea.”
“Por que eu faria isso?” ele retrucou. “Não acho que somos almas gêmeas de jeito nenhum.”
“Haha!” Graça riu, levantando um dedo como se estivesse apresentando um fato inegável. “Meu querido Haines, você nunca se perguntou por que estava solteiro durante seus anos de auge?”
“Porque eu não estava interessado—”
“Porque eu ainda não tinha nascido.” Ela o interrompeu arrogantemente. “Mas olha o lado bom! Pelo menos eu não nasci quando você estava nos seus cinquenta. Você não teve que esperar tanto tempo.”
“De onde você tirou essa ideia?”
“Do Hugo.” Graça deu risada. “Ele não disse exatamente isso, mas me deu a ideia antes. E sabe de uma coisa? Faz sentido.”
“Hugo nem entende o conceito de namorar,” Haines respondeu sem expressão. “Você está tendo ideias da pessoa errada.”
“Mas eu vejo você corar~” Graça estendeu a mão e cutucou sua bochecha.
Haines soltou um suspiro pesado, voltando a focar na estrada enquanto o semáforo vermelho ficava verde.
Apesar disso, enquanto eles dirigiam, ele podia sentir algo se desgastando — pequenos pedaços de esperança escapando pelas rachaduras.
Por que ele tinha aparecido esta noite, afinal?