MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1407
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Capítulo 1407: Só até aqui
“O que você disse?” Cassandra franziu a testa, ouvindo atentamente a pessoa do outro lado da linha. “Eles não querem nada com isso? Você está brincando comigo agora? Eles já foram pagos para fazer esse trabalho, e até receberam pagamento adiantado por todas as outras coisas.”
Um suspiro pesado veio pelo receptor. “Senhorita Smith, eu já sei disso, mas eu te avisei sobre isso! É perigoso, e se seu avô souber disso, as coisas ficarão ruins para nós!”
“Foi por isso que eu te contratei, para que ele não soubesse,” ela argumentou, insatisfeita com as notícias. “Eu quero Patricia Miller atrás das grades. Faça isso acontecer. Não vou me repetir. Entendeu?”
“Senhorita Smith—”
Clack.
Cassandra desligou, desinteressada no que seu advogado tinha a dizer. Ela já tinha ouvido o suficiente, e isso só alimentou sua raiva. Os oficiais que ela subornou para prender Patricia foram suspensos porque Penny foi à delegacia ela mesma. Pior, até o Chefe de Polícia se envolveu. Então agora, não só os oficiais foram suspensos, mas estavam sob investigação. Se fossem provados culpados de qualquer crime, não poderiam trabalhar em nenhuma agência governamental ou estação.
Cassandra não precisava de detalhes para saber que Hugo provavelmente havia interferido — provavelmente para manter sua irmã fora de problemas. Hugo tinha esse tipo de conexão, mesmo que esse departamento não fosse de sua jurisdição e ele não tivesse poder sobre ele.
“Aquela vadia sortuda,” ela sibilou, rangendo os dentes. Ela não estava acompanhando Patricia ultimamente, mas se soubesse que Patricia estava trabalhando para o Grupo Prime, teria avisado os oficiais antes. Eles nunca teriam tentado a prisão nos terrenos do Grupo Prime. Contudo, os oficiais deveriam saber que causar uma cena bem na frente do Grupo Prime não seria bom. Se ao menos tivessem usado a cabeça.
Eles esperavam que Cassandra lhes contasse tudo?
“Eu a subestimei,” Cassandra sussurrou. “Quem diria que ela usaria Penny como escudo?”
Amargura cintilou em seus olhos enquanto pensava na sempre imprevisível Patricia Miller. Ela não esperava que Patricia procurasse refúgio dentro do Grupo Prime. Afinal, só porque Penny tinha comprado a Empresa dos Millers não significava que o relacionamento delas tinha se consertado.
Isso era negócio, e nos negócios, aquisições como essa não eram incomuns. Dado o que aconteceu com a Global Prime Logistics, era claro por que os Bennets fizeram seu movimento.
‘Grupo Prime… Patricia…’ Cassandra ponderou. ‘Eu só preciso forçar o Grupo Prime a soltar Patricia. Então, ela não terá para onde correr.’
“…” Ela arqueou uma sobrancelha enquanto um pensamento atravessava sua mente. Mas antes que pudesse aprofundar-se nisso, ruídos fora do quarto chamaram sua atenção.
“O que está acontecendo lá fora?”
Suas sobrancelhas se franziram enquanto ela encarava a porta. Um segundo depois, quase pulou da cama quando esta se abriu com força. Seus olhos se arregalaram, seu coração parou ao reconhecer a pessoa parada na entrada.
Penelope Bennet.
Um arrepio percorreu a espinha de Cassandra. Por algum motivo, a visão de Penny a fazia lembrar da pequena garotinha gordinha que um dia invadiu a estufa e lançou um vaso de flores em Ray, com a intenção de machucá-lo.
Mas desta vez, em vez de um vaso de flores, Penny segurava um suporte de soro, chutando sua base com o pé.
O olhar de Cassandra se voltou para baixo e seu estômago revirou.
Seus guarda-costas estavam inconscientes aos pés de Penny.
“Pe—Penny—” Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, a voz fria e baixa de Penny cortou o ar.
“Estique a barriga,” Penny entrou, girando o suporte de soro na mão. “Eu não tenho um taco de beisebol, mas garanto que isso vai doer tanto quanto.”
“O quê?” Os lábios de Cassandra tremiam, seu corpo tremendo incontrolavelmente. O pânico se espalhou por ela enquanto seus olhos se voltavam para a porta.
“Socorro!”
Mas não havia ninguém para ajudá-la. Os únicos que estavam lá fora eram Patricia, Yugi Cortez e alguns outros que ela nunca tinha visto antes.
“Não…” ela sussurrou.
Os passos de Penny ecoavam em seus ouvidos, cada um mais pesado que o anterior.
Levantando-se atrapalhada, Cassandra rastejou pela cama, depois rolou pela borda em uma tentativa desesperada de fugir. A dor em seu membro engessado foi subitamente esquecida enquanto ela se esforçava para se mover.
Mas Penny simplesmente pulou sobre a cama.
A próxima coisa que Cassandra viu foi o brilho do suporte de soro balançando acima dela.
“Não!!” Um grito atravessou o quarto enquanto Cassandra se enrolava em uma bola, braços protegendo a cabeça, joelhos junto ao peito. Ela se preparou para a dor, convencida de que estava prestes a ser espancada até perder os sentidos.
Mas em vez disso—
TUM!
O som alto do metal batendo no chão ressoou ao lado dela. Uma leve lufada de ar roçou sua perna.
Por um longo segundo, ela não se moveu. Então, depois de um momento, ela cautelosamente abriu um olho—quase engasgando com a visão à sua frente.
Penny estava agachada a poucos centímetros, seu olhar penetrante fixado em Cassandra. Uma mão segurava o suporte de soro, a ponta firmemente plantada ao lado da figura de Cassandra.
“Eu deixei passar quando você se aproximou da minha irmã, só para ver até onde chegaria,” Penny respirou, inclinando-se ligeiramente. “Mas parece que você está ansiosa para cruzar a linha que vinha pisando só para ver até onde chegaria antes que alguém reagisse.”
Ela arqueou a sobrancelha. “Até aqui, Cassandra. Só mais um passo além dessa linha… e eu vou aleijá-la.”
Sua voz ficou mais baixa, cada palavra afiada como uma faca. “Fique no seu lugar, Cassandra. Nunca cometa o erro de invadir o meu novamente. Vou atropelar você.”
Penny se levantou, imponente sobre ela, enquanto Cassandra permanecia congelada no lugar, sua tez lívida. Os ombros de Cassandra tremiam enquanto ela olhava para cima, olhos arregalados, lábios entreabertos, mas sem palavras.
Um sorriso surgiu no canto da boca de Penny. Ela girou o suporte de soro horizontalmente, batendo sua ponta contra a cabeça de Cassandra.
“Guarde isso bem na sua mente,” ela murmurou, a batida lenta e deliberada, quase como se estivesse zombando dela. “Não toque nas minhas pessoas novamente. Da próxima vez, vou mostrar a você o que é abuso de poder de verdade.”
Seu sorriso se aprofundou.
“E seu avô?” Ela inclinou a cabeça. “Ele não será capaz de salvá-la. Na verdade, você o conhece, não é? Ele próprio a mataria antes de deixar você arruinar a reputação que ele passou décadas construindo.”