MIMADA PELOS MEUS TRÊS IRMÃOS: O RETORNO DA HERDEIRA ESQUECIDA - Capítulo 1403
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Capítulo 1403: Minha mão escorregou
“Sai de cima de mim!” Patricia gritou enquanto era mais uma vez jogada na mesa, suas mãos torcidas para trás. “Pare! Isso é ilegal!”
O policial, algemando-a mais uma vez, olhou para ela friamente. “Senhorita Miller, se você não estivesse sendo agressiva, isso não estaria acontecendo.” Ele pressionou seu pulso com mais força contra suas costas, arrancando um grito dela.
“Você está me machucando!” ela gritou, quase mordendo a língua pela dor no pulso. “Ai! Está doendo!”
O detetive na sala simplesmente observava enquanto o policial continha Patricia mais uma vez. “Senhorita Miller, se eu fosse você, me acalmaria. Por enquanto, estamos te detendo. Espero que da próxima vez que nos encontrarmos, você seja mais cooperativa em responder às nossas perguntas.”
Apesar da dor ardente em seu pulso e ombro devido ao tratamento rude do policial, Patricia olhou com raiva para o detetive, os dentes cerrados. Lágrimas encheram seus olhos, ameaçando escorrer por suas bochechas. Não era apenas raiva ou frustração apertando seu peito—era o peso esmagador da impotência.
Por quê?
Por que isso estava acontecendo quando ela finalmente estava tentando fazer a coisa certa?
Por que, justamente quando ela finalmente escolheu o caminho certo, o universo estava a testando?
Por quê… ela era tão impotente?
Acima de tudo, por que hoje? Quando ela tinha sua entrevista final?!
Sua visão ficou turva, e ela mordeu o lábio para conter as lágrimas. Uma sensação de aperto tomou conta de seu estômago—isso era apenas o começo de um pesadelo. Ela vinha pedindo por uma ligação, mas esses policiais a ignoraram. E ela duvidava que eles tivessem sequer contatado um advogado, apesar de seus pedidos.
Assim que Patricia fechou os olhos, uma única lágrima escorrendo por sua bochecha, um alto PÁ! ecoou pela sala.
Ela se sobressaltou, os olhos se abrindo. Lá, uma figura estava na porta.
Sua visão ainda estava embaçada pelas lágrimas, mas ela podia sentir a queda repentina na temperatura. Quando piscou forte e clareou a visão, suas sobrancelhas se ergueram.
“Pe…nny?” ela sussurrou, fazendo tanto o policial quanto o detetive se voltarem para a porta.
“Eh, com licença. Você não tem permissão—” O detetive deu um passo em direção à porta, apenas para parar quando notou um colega em pé ao lado de Penny, segurando a porta aberta. O segundo detetive balançou a cabeça em desaprovação, avisando-o silenciosamente.
Penny mal lançou um olhar ao detetive antes de desviar o olhar para a mesa. Patricia estava presa contra ela, um pulso já algemado, enquanto o policial se preparava para algemar o outro.
Uma expressão fria e indescritível tomou conta do rosto de Penny enquanto olhava para Patricia. Então, sem hesitação, ela entrou na sala, parando a poucos passos da mesa.
“Vamos,” ela disse simplesmente antes de levantar o olhar afiado para o policial. “Estou levando ela de volta.”
O policial franziu a testa. “Senhorita—quer dizer, Detetive Lander, por que essa mulher está aqui?” ele exigiu, sem perceber o policial em pé atrás de Penny. “Esta é uma área restrita—”
Antes que pudesse terminar, uma mão pousou na parte de trás de sua cabeça.
SMACK!
Uma mão forte deu um tapa na parte de trás de sua cabeça, forte o suficiente para fazê-lo cambalear ligeiramente, afrouxando sua mão na algema de Patricia. Olhos arregalados, ele se virou em choque.
“Você—você acabou de agredir um policial—”
“Minha mão escorregou,” Penny respondeu friamente, puxando Patricia para perto dela. “Não é agressão se foi puramente acidental, certo?”
“Aciden—”
SMACK!
O policial engasgou quando Penny o acertou novamente. Mesmo Patricia, ainda tremendo com o turbilhão emocional dos últimos minutos, ficou congelada de choque. Seus lábios pálidos se abriram, olhos arregalados.
Patricia foi presa por “agredir” um policial, mas foi puramente acidental. Nem foi uma agressão, mas lá estava Penny, fazendo exatamente a mesma coisa pela qual Patricia estava sendo presa bem na delegacia.
“Ops,” Penny comentou secamente, olhando para sua mão antes de encarar o policial. “Minha mão escorregou. Desculpe.”
“É isso. Você está presa—”
“Você não vai prender ninguém.” Uma nova voz ecoou, seu tom afiado e furioso.
Graça irrompeu na sala, seu tom colérico. Alguns outros a seguiram.
Parada ao lado de Penny, Graça a examinou da cabeça aos pés antes de lançar seu olhar ardente para o policial.
“Você terá sorte se o pior que acontecer for entregar seu distintivo pelo que fez,” ela disse, enfiando o dedo no peito dele. Sua voz tremia com uma fúria contida. “Eu poderia facilmente começar a listar as infrações que você cometeu, além de violar os direitos constitucionais da minha cliente. Agora tire essas algemas. Eu as levarei comigo, já que não deveriam estar aqui para começo de conversa.”
O rosto do policial ficou vermelho enquanto ele encarava Graça, claramente a reconhecendo. Mas antes que ele pudesse argumentar, seus olhos se voltaram para o detetive.
E foi quando ele viu o comandante da delegacia entrando na sala. No segundo em que reconheceu o comandante da delegacia enrolando uma revista na mão, o medo subiu por sua espinha.
“O que diabos você pensa que está fazendo, hein?!” o comandante da delegacia gritou antes de bater na cabeça do policial com a revista enrolada. “Tire essas algemas dela agora, e depois leve seu traseiro para o meu escritório!”
PÁ.
PÁ.
PÁ.
O comandante continuou batendo na cabeça dele até que outro policial se apressou para soltar Patricia das algemas.
Patricia olhou para o segundo policial—ela o reconheceu. Ele era o mesmo que havia levado Shawn sob custódia antes. Mas agora, ao contrário de antes, ele evitou completamente seu olhar.
Enquanto isso, Penny e Graça apenas assistiam ao espetáculo se desenrolar.
Quando o comandante da delegacia finalmente se virou para elas, ele forçou um sorriso desconcertante.
“Senhorita Bennet, peço desculpas profundamente por essa… confusão infeliz.”
“Mas seu policial acabou de me acusar de agredi-lo,” Penny interveio, inclinando a cabeça. “Então, eu não deveria ser detida?”
“Claro que não!” O comandante soltou uma risada forçada e bateu novamente na cabeça do policial. “Sua mão escorregou! Como poderia ser agressão se não foi intencional?!”
Penny olhou para o comandante com clara irritação antes de olhar para o policial, sua expressão indecifrável. “Espero que esse tipo de ‘mal-entendido’ não aconteça novamente.”
Então, ela se virou para Patricia, seu olhar passando brevemente pelas marcas vermelhas no pulso de Patricia.
“Vamos,” disse Penny, sua voz tão firme como sempre.
Patricia engoliu em seco e assentiu, ainda segurando seu pulso dolorido.
No entanto, Graça lançou aos policiais e detetives um olhar gelado. “Eu voltarei. E não vou deixar isso passar.”