Meu Marido Acidental é Meu Parceiro de Vingança - Capítulo 98
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98: Corte os dedos dele 98: Corte os dedos dele “Agora não, você terá que assinar todos esses papéis primeiro. Sei que a empresa está te dando trabalho por causa do escândalo, então você precisa se apressar e assinar todos eles. Depois a gente trata dos negócios,” ela respondeu, instigando-o a assinar.
Robert olhou para Selene, extremamente feliz por ter acertado na loteria. Com a conexão dela com Xavier, ele poderia pedir qualquer coisa. Rapidamente, Robert assinou os papéis, incluindo os documentos de propriedade, sem sequer olhá-los.
Quando Selene viu a tinta dele manchar os novos documentos azuis com sua assinatura, seu coração acelerou de alegria. Ela finalmente tinha conseguido o que queria. Seus olhos quase saltaram das órbitas, e num piscar de olhos, Robert estava assinando os papéis que estavam à sua frente.
Selene começou a se preocupar levemente ao pensar que Robert estava conduzindo a empresa à ruína, assinando tantos papéis sem sequer conferi-los. A empresa finalmente era dela de novo, e ela não ficaria feliz se Robert tivesse assinado algum negócio ruim com outra empresa por engano.
“São muitos, vou revisá-los depois,” disse Robert, com os olhos cheios de desejo prontos para devorá-la.
Selene engoliu em seco. Seu plano finalmente tinha dado certo e Robert tinha assinado os papéis. Agora, ela precisava escapar dele antes que ele a tocasse.
“Eu não quero fazer isso no seu escritório. Quero fazer no seu quarto. Vai lá arrumar e deixar confortável para mim,” ela implorou, esperando que Robert saísse para que ela pudesse colocar os documentos na bolsa e ir embora antes dele chegar.
Assim que essas palavras saíram da boca dela, Robert correu para o quarto para arrumar.
“Já volto,” ele disse enquanto desaparecia no quarto.
Selene não pôde deixar de ficar chocada com a ação dele.
‘Porco tarado.’
Rapidamente, ela procurou pelos documentos. Quando os encontrou, rapidamente os colocou na bolsa. Ela tinha trazido uma bolsa grande, então não precisava apertá-los lá dentro.
Segurando a bolsa, ela estava prestes a sair quando ouviu Robert perguntar, “Você quer fazer com proteção ou sem—” Suas palavras ficaram suspensas no ar quando ele a viu com intenção de deixar o escritório. “Para onde você está indo?” Ele perguntou, como se voltasse a si.
Selene hesitou. Ela se virou para ele com um sorriso nos lábios. “Minha barriga começou a doer de repente, deve ter sido o café da manhã ruim,” ela respondeu. “Vamos conversar em outro dia,” ela acrescentou, prestes a pegar a maçaneta da porta, mas Robert a puxou de volta.
“Você disse que íamos nos divertir, e você não vai sair daqui até fazermos isso,” ele disse, sério.
Selene suspirou, prevendo que esta seria a desvantagem do seu plano.
“Mas eu estou com dor de estômago,” ela disse.
“Você não vai a lugar algum até eu conseguir o que você queria me dar antes,” ele repreendeu, puxando-a para si.
Selene entrou em pânico. Robert estava exigindo algo que ela não poderia dar a ele, nem em sua próxima vida.
“Me solta,” ela exigiu, querendo ser libertada dele. Mas ele agarrou seu pulso com tanta força.
“Eu estava no meu escritório quando você veio aqui e se ofereceu para mim. E agora que conseguiu me deixar no clima, quer me deixar na mão? De jeito nenhum!” Ele xingou, prestes a puxá-la para o quarto.
“Não vou fazer nada com você, seu velho repugnante,” ela disse antes de desferir um chute inesperado entre as pernas dele, bem onde estavam suas bolas, e imediatamente, ele gritou de dor.
“Sua cadela!” Ele xingou, soltando seu pulso para cuidar das bolas que pareciam ter estourado devido à força que ela usou ao chutá-lo ali.
“Você nunca mais vai me tocar assim, Robert Harrison. Se você encostar suas mãos em mim de novo, eu vou cortar seus dedos,” ela ameaçou. Ela o chutou na barriga mais uma vez, cuspindo nele antes de pegar sua bolsa que tinha caído de suas mãos antes e sair do escritório.
Graças a Deus o escritório de Robert era à prova de som, então nenhuma das secretárias ouviu alguma coisa.
Rapidamente, ela se dirigiu ao elevador. Ela viu Jack saindo de um escritório. Os dois fizeram contato visual. Ela puxou um sorriso nos lábios, acenando adeus para ele antes do elevador fechar completamente.
Saindo, Selene deu de cara com Xavier. Ela arqueou as sobrancelhas em um questionamento.
“Eu não conseguia ficar no carro te esperando pacientemente. Já faz mais de uma hora que você entrou,” ele disse. “Tentei te ligar, mas você não atendeu,” ele acrescentou.
“Me desculpe,” ela se desculpou. “Não percebi que você tinha ligado.” Ela engoliu em seco, aliviada por ter conseguido escapar de Robert.
Xavier a olhou com atenção. Ele pegou sua mão e a puxou com ele em direção ao seu carro estacionado do outro lado do prédio com Ito seguindo-os atrás.
“O que aconteceu? Ele machucou você?” Ele perguntou assim que entraram no carro.
Ito, que estava sentado atrás, de repente sentiu vontade de sair do carro para dar espaço aos dois. Sem pensar duas vezes, ele fez isso.
“Ele não—”
“Não minta para mim, Ana,” ele advertiu.
Selene tinha notado que ele só a chamava pelo nome quando queria que ela lhe contasse algo que a estava incomodando. E cada vez que ele a chamava, ela se sentia compelida a dizer tudo. Mas não desta vez.
Isso era algo fora do tópico e ela não ousaria contar para ele que seu pai e irmão costumavam assediá-la quando ela era apenas uma adolescente até ela atingir a maioridade.
“Não é nada. Consegui que ele assinasse os papéis e estamos prontos para partir. As propriedades são todas minhas de novo,” ela comemorou, esperando que Xavier largasse o assunto.