Meu Ex-Marido Implorou Para Eu Levá-lo de Volta - Capítulo 229
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- Capítulo 229 - 229 Comida apimentada 229 Comida apimentada Os olhos de Dylan
229: Comida apimentada 229: Comida apimentada Os olhos de Dylan se voltaram para o vendedor, que jogava punhados de pimentas vermelhas brilhantes na wok fumegante. Seu coração se apertou ainda mais de medo.
Quando os pratos chegaram, a comida praticamente brilhava com calor, vermelha vibrante e reluzente com óleo ardente. Ava pegou os hashis, deu uma mordida e suspirou em contentamento exagerado. “Mm, está tão bom.”
Dylan encarou o prato como se fosse um desafio lançado por um dragão cuspidor de fogo. ‘Você é malvada’, ele murmurou interiormente. Talvez essa fosse mais uma forma dela se vingar dele.
“Vamos lá, valentão,” ela provocou. “Não deixe um pouco de picância te derrotar.”
Ele hesitou, depois deu uma mordida cautelosa. A queimação atingiu instantaneamente, um calor abrasador que viajou da língua até a garganta. Seu rosto ficou rubro, e ele procurou seu copo de água, apenas para encontrá-lo vazio.
Ava quase se dobrou de rir.
Dylan engoliu. Ele não sabia se tinha mastigado a comida ou não. “Não está mal,” ele disse rouco, com os olhos lacrimejando.
Apesar do inferno em sua boca, ele não podia deixar de sorrir com a alegria dela. Ele deu outra mordida, desta vez se preparando para o calor.
“Você está indo muito bem,” Ava provocou, fingindo oferecer a ele outra mordida de seu prato. “Quer um pouco do meu? É ainda mais picante.”
Dylan gemeu, balançando a cabeça, mas seu sorriso não vacilou. “Você está se divertindo demais com isso.”
Ava se inclinou, sua voz suavizando. “Você é um bom esportista. Esta vai ser uma noite inesquecível.”
Seu coração bateu forte, o calor diminuindo só um pouco diante das palavras dela. “Tudo para te ver assim feliz,” ele admitiu.
Seus olhos estavam com as bordas vermelhas, e gotas de suor pontilhavam suas têmporas enquanto ele abanava a boca com um guardanapo. Apesar de seu desconforto, ele continuou, determinado a acompanhar o ritmo dela.
O sorriso provocante de Ava desvaneceu, substituído por um sorriso terno. Ela estendeu a mão, tocando levemente a dele. “Ok, ok, acho que você já provou o quão duro você é. Vamos comer algo doce.”
Dylan sorriu através de seus olhos lacrimejantes, pondo os hashis de lado. “Sobremesa? Você está salvando minha vida.”
Ela se virou para o vendedor e pediu rapidamente, “Uma porção de arroz doce de coco com manga, por favor.”
Momentos depois, um pequeno prato chegou, adornado com fatias douradas de manga madura ao lado de um monte de arroz grudento regado com molho cremoso de coco.
Ava empurrou o prato em direção a ele. “Aqui, isso vai te esfriar.”
Ele pegou um pedaço de manga e deu uma mordida, suspirando enquanto a fruta doce e sedosa derretia em sua boca.
Ava riu, pegando um pouco de arroz, e estendeu a colher para Dylan. “Você sobreviveu ao desafio das especiarias. Eu acho que você merece isso.”
Dylan se inclinou para a frente e comeu. “Para alguém que acabou de me torturar com pimentas, você é surpreendentemente doce.”
Eles compartilharam a sobremesa lentamente, saboreando cada mordida. No final, Dylan estava exausto, mas estranhamente animado. O sorriso de Ava estava mais brilhante do que nunca, e Dylan não podia deixar de pensar que nenhum restaurante cinco estrelas jamais superaria uma noite como aquela.
Ava e Dylan caminhavam lado a lado, com as costas das mãos se roçando levemente uma na outra. Pela primeira vez em muito tempo, Ava sentiu uma sensação de facilidade. A amargura em seu coração em relação a ele parecia desaparecer. Ela achava empolgante passar tempo com ele. Ela olhou para Dylan, seu rosto agora relaxado.
Esta noite, suas risadas construíram uma ponte sobre as rachaduras que ameaçavam separá-los. Ava não queria que a noite terminasse; queria saborear aquela paz preciosa pelo tempo que pudesse.
Ao dobrar a esquina, os olhos de Ava avistaram um pequeno carrinho na calçada, iluminado por uma única lâmpada piscando. O carrinho estava cheio de brinquedos de pelúcia, cujas cores vibrantes brilhavam suavemente sob a luz. A vendedora, uma mulher de meia-idade, estava cuidadosamente embrulhando suas mercadorias para a noite.
Ava puxou a manga de Dylan. “Espera, olha!” ela disse, apontando para o carrinho. “Um carrinho de bichinhos de pelúcia! Vamos lá!”
Antes que Dylan pudesse responder, ela já estava o puxando em direção ao carrinho. Ava cumprimentou a mulher calorosamente. “Ainda está aberto?” ela perguntou alegremente.
A mulher sorriu. “Para você, claro. O que gostariam de ver?”
Ava examinou o carrinho, seus olhos brilhando enquanto ela apontava para um par de pequenas raposas de pelúcia com pelo laranja macio e uma cauda com ponta branca. “Aquele,” ela disse, estendendo a mão para tocar sua orelha fofa. “É adorável.”
Dylan ficou atrás, observando enquanto os dedos de Ava dançavam sobre os brinquedos, seu sorriso mais brilhante do que ele jamais tinha visto. Ela estava como uma menina de novo, completamente encantada com a simples alegria de escolher um brinquedo de pelúcia. Ele não pôde deixar de sorrir também, ao ver sua natureza despreocupada.
“Você realmente gosta destes, né?” ele provocou.
Ava se virou para ele, seu sorriso brincalhão. “O que? Nunca se é velho demais para um bicho de pelúcia.” Ela lhe entregou uma das raposas. “Esta é para você.” Ela levantou a que tinha em sua mão. “E esta é minha. Iguais.”
Dylan sorriu enquanto olhava para a raposa de pelúcia. “Muito engraçado.”
Ava riu, se virando para a vendedora. “Vamos levar esses.”
Dylan pagou a conta.
Enquanto retomavam sua caminhada, Ava apertava a raposa contra o peito. “Obrigada pela noite, Dylan. Eu gostei muito.”
Dylan não conseguia desviar os olhos de Ava—o jeito como o cabelo dela captava a luz, a curva de seus lábios enquanto ela abraçava a raposa de pelúcia, seu sorriso tão genuíno que fazia seu peito apertar.
O peso de tudo o que ele havia guardado dentro de si tornou-se insuportável. A dor de sentir sua falta, o arrependimento pela distância que havia crescido entre eles e a necessidade avassaladora de encurtar esse espaço surgiram dentro dele. Sua mão disparou, tocando a bochecha dela gentilmente.
O sorriso de Ava vacilou, seus olhos se arregalaram um pouco com o toque dele. Seu coração batia no peito como um tambor. Ela não se afastou. Em vez disso, ficou parada, apanhada na intensidade do olhar de Dylan.
“Ava,” ele murmurou, sua voz áspera.
Os lábios dela se entreabriram como se fossem falar, mas nenhuma palavra saiu. Ela estava perdida em seus olhos, no calor de sua mão contra sua pele. Por um momento, pareceu como se as paredes que ela havia construído em torno de seu coração tivessem rachado, permitindo a entrada da enxurrada de emoções que ela havia tentado tanto reprimir.
O olhar de Dylan caiu em seus lábios, sua determinação escapando completamente. Lentamente, ele se inclinou, dando a ela toda a chance de se afastar. Mas ela não o fez. Ela não conseguia. Ela estava presa ao momento, incapaz de se libertar mesmo que quisesse.
E então, seus lábios tocaram os dela suavemente como se ele temesse que ela pudesse desaparecer. O beijo foi gentil no início, como um sussurro de uma promessa, mas se aprofundou à medida que suas emoções transbordavam. Os olhos de Ava se fecharam, sua mão encontrando caminho até o peito dele.
O beijo carregava o peso de tudo que eles não podiam dizer em voz alta, uma mistura de saudade, arrependimento e uma centelha de esperança. Feridas não curadas começaram a cicatrizar.
“Eu senti sua falta,” ele sussurrou contra os lábios dela.