Meu Ex-Marido Implorou Para Eu Levá-lo de Volta - Capítulo 226
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- Capítulo 226 - 226 Veneno Intraçável 226 Veneno Intraçável A testa de Dylan
226: Veneno Intraçável 226: Veneno Intraçável A testa de Dylan franzia mais conforme a descrença tomava conta dele. Ele releu a mensagem, sua mente se recusava a aceitar. “Sem vestígios? Como isso é possível?”
Memórias de sua vida passada surgiam — fragmentos de dor, traição e uma morte lenta e agonizante. Aquele veneno havia sido letal, matando tanto ele quanto Thomas. Era para ser inconfundível.
“Isso não faz sentido,” Dylan murmurou. Sua mente parecia uma tempestade caótica. “Estou esquecendo de algo… mas o quê? Por que não consigo lembrar?”
Seus dedos tocaram seu queixo distraidamente enquanto ele tentava cavar mais fundo nos recessos de sua mente. Com a testa franzida, Dylan fechou os olhos. Ele tentou recordar seu pesadelo com o máximo de detalhes possível. A primeira coisa que ele se lembrou foi da mulher sem rosto, que frequentemente o assombrava em seus sonhos.
À medida que sua forma sombria emergia em sua memória, o fôlego de Dylan falhou. Seus olhos se abriram, o pânico fluindo por ele. Suor frio pinicava em sua espinha.
“Droga,” ele xingou, desanimado. Seu pulso batia forte em seus ouvidos. “Eu tenho que enfrentar isso,” ele murmurou apesar de seu medo. “Não posso deixar o medo me controlar.”
Fechando os olhos mais uma vez, mergulhou no labirinto escuro de seu subconsciente, forçando-se a percorrer os flashes caóticos de memória.
As imagens desconexas giravam — um momento, a mulher sem rosto; no seguinte, sua mão delicada segurando um frasco de líquido transparente. O sorriso cruel dela o atormentava. Ele até conseguia ouvir algumas vozes fracas – quebradas, mas claras.
‘Você sabe o que é? É o mesmo veneno que matou Thomas. E agora é a sua vez.’
O peito de Dylan apertou enquanto um surto de terror percorria-o. Seu corpo se tensionou, cada instinto gritando para ele abandonar essa tortura mental e abrir os olhos. Mas ele apertou os punhos, forçando-se a permanecer no abismo. Ele sabia que as respostas que procurava estavam enterradas nesses fragmentos assustadores.
‘A beleza é que é indetectável. Nenhum teste pode detectá-lo.’
Com um suspiro agudo, os olhos de Dylan se abriram. “Indetectável,” ele sussurrou, tremendo com a revelação. “É por isso que não apareceu nos testes.”
Com urgência, Dylan ligou para Henry.
“Dylan?” a voz de Henry veio. “Você viu o relatório?”
“Me escuta, Henry,” Dylan falou rapidamente. “O veneno é indetectável. Você precisa investigar mais. Descubra que tipo de toxina estamos lidando.”
“Como você tem tanta certeza?” Henry perguntou, perplexo.
“Não me pergunte nada agora. “Não posso explicar tudo, mas você tem que confiar em mim. Apenas faça como eu digo. É urgente. Há alguém tentando machucar Thomas. Não temos tempo a perder.”
A seriedade em sua voz fez Henry reconsiderar. “Tudo bem – vou te ajudar. Não tenho conhecimento de tal veneno, mas conheço alguém que possa. Vou entrar em contato com ele e te aviso assim que tiver qualquer atualização. A propósito, como está o Sr. Williams?”
“Ele está bem,” Dylan respondeu, sua voz suavizando. Sua mão foi ao encontro de sua testa, beliscando-a numa tentativa de afastar o cansaço crescente.
“Você parece exausto,” Henry observou, a preocupação evidente em sua voz. “Não se esforce demais. Você precisa descansar, Dylan.”
“É, eu sei. Cuide de Lili.”
Ao terminar a ligação, Dylan suspirou profundamente, seus ombros desabando. Sua mente fervilhava com planos e perguntas, mas por enquanto, sua preocupação era Ava.
Dylan entrou no quarto mal iluminado, seus olhos imediatamente pousaram em Ava. Ela estava enrolada na cama, sua expressão tensa mesmo durante o sono. Um leve brilho de suor aderia à sua testa, e seus lábios se moviam como se estivesse falando.
As sobrancelhas de Dylan se juntaram em preocupação. Ele se aproximou e se inclinou sobre ela, mantendo sua orelha perto dos lábios dela enquanto tentava ouvir o que ela dizia. Sua voz estava baixa como um sussurro, nada claramente audível. Tudo o que ele podia ouvir era um gemido abafado. Era claro que ela estava tendo um pesadelo.
“Ava,” ele chamou suavemente. “Acorde.” Ele segurou gentilmente sua mão e acariciou sua testa. “É só um pesadelo. Abra seus olhos, e tudo acabará.”
“Uh…” A respiração de Ava falhou, seu peito subindo bruscamente enquanto ela se erguia. Seus olhos se abriram, selvagens de terror. “Não me toque,” ela sussurrou, agarrando o cobertor firmemente contra si.
“Sou eu, Ava. Você está segura,” Dylan a tranquilizou. Ele tentou alcançá-la novamente, mas ela recuou, ainda dominada pelo pânico.
Ava, ainda presa no labirinto de seu medo, o afastou. “Me solte, seu monstro. Socorro…”
“Ava, olhe para mim.” Dylan segurou seu rosto e a forçou a olhar para ele. “Sou eu, Dylan. Você não está mais em perigo. Você está em casa – segura.”
Seu olhar frenético se fixou no dele, e gradualmente, o reconhecimento surgiu. A tensão em seus ombros relaxou enquanto o alívio a inundava. Ela se lançou em seus braços.
Dylan a segurou perto, sua mão acariciando a parte de trás de sua cabeça enquanto ele sussurrava suavemente, “Shh… acabou agora. Ninguém vai te machucar. Não vou deixar nada acontecer com você.”
Os soluços de Ava diminuíram para fungadas silenciosas enquanto ela se agarrava ao calor e à segurança de seu abraço.
Por um longo momento, Dylan a segurou perto, a respiração deles sendo o único som no quarto silencioso. Ava relaxou em seus braços, seu tremor diminuindo. Ela percebeu que, com Dylan ao seu lado, ninguém jamais poderia machucá-la. Seu coração se encheu de gratidão.
Dylan parecia ter se tornado seu salvador nesta vida. Quando ela havia renascido, ela decidiu nunca mais depender dele. No entanto, o destino parecia ter outros planos. Toda tentativa de se afastar dele a levava de volta para seus braços.
Talvez ela tivesse interpretado mal o motivo de sua segunda chance. Talvez ela estivesse destinada a reescrever sua história, encontrar paz e um novo começo com ele.
“Você deveria trocar de roupa,” Dylan disse suavemente, interrompendo seu devaneio.
Foi apenas nesse momento que Ava olhou para si mesma e viu as roupas rasgadas grudadas em seu corpo, mal cobrindo-a. Suas bochechas esquentaram, e ela o empurrou instintivamente, envolvendo os braços ao redor de si mesma.
A ação de Ava pegou Dylan desprevenido. Momentos atrás, ela estava se agarrando a ele como se ele fosse sua âncora, e agora estava o afastando.
“O que houve?” ele perguntou, confuso. “Por que você está me afastando?”
“Não olhe para mim,” ela se encolheu. “Não quero que você me veja assim.” Ela baixou a cabeça, evitando seu olhar.
Seu olhar se suavizou enquanto ele podia sentir a dor em sua voz. “É tarde demais,” ele disse em um tom brincalhão, esperando levantar seu ânimo. “Eu já vi tudo.”
“Pervertido,” ela murmurou, descendo da cama. Pegando seu camisão do guarda-roupa, ela correu em direção ao banheiro.
Dylan riu, esfregando a nuca enquanto a observava desaparecer atrás da porta do banheiro.