Meu Ex-Marido Implorou Para Eu Levá-lo de Volta - Capítulo 219
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219: As emoções conflitantes 219: As emoções conflitantes No dia seguinte…
Ava mexeu-se, sons abafados de movimento a puxando de seu sono. Suas pálpebras se abriram, e ela virou-se para encontrar Thomas curvado sobre sua mala, dobrando e arrumando cuidadosamente seus pertences.
Ela se apoiou em seus cotovelos, o sono desaparecendo enquanto uma pontada de inquietação se assentava em seu peito. “Você está indo embora?”
Thomas endireitou-se brevemente, encontrando o olhar dela antes de voltar à sua tarefa. “Sim. Antes de ir para o trabalho, pensei em levar minhas coisas para meu apartamento.”
“Apartamento? Você não vai voltar para a vila?” Ava estava surpresa.
Ele ficou de pé desta vez, olhando para ela diretamente. “A vila é sua agora. Você pode se mudar quando estiver pronta.”
“Mas eu não quero… ”
“Eu sei,” Thomas interrompeu. “Você nunca pediu nada, nem mesmo pensão alimentícia. Mas a vila sempre foi mais sua do que minha. Você a transformou em um lar. Considere isso meu presente de despedida.”
‘Presente de despedida!’ Essas palavras ecoaram em sua mente como um sino de alerta distante, suas mãos agarrando inconscientemente a colcha da cama. Então, ele finalmente estava desapegando, finalmente saindo de sua vida de vez. Ela pensou que queria isso—liberdade, distância—mas em vez de alívio, uma tristeza vazia se infiltrou em seu coração.
“Eu fiz café da manhã.” A voz de Thomas cortou seus pensamentos em espiral. “Vá se arrumar. Vamos comer juntos.”
Ava piscou, tentando processar o gesto inesperado. Confusa. “Você preparou café da manhã. Por quê?” Ele não tinha decidido se separar definitivamente?
“Você está machucada,” ele a lembrou. Mas na verdade, ele queria ficar um pouco mais com ela. “Fique em casa—não precisa trabalhar e ir para o hospital. Não se preocupe com seu pai. Eu já organizei uma enfermeira para ele.”
Ava mordeu o lábio, suas emoções se embaralhando em confusão e frustração. “Não, estou bem. Você não precisa cozinhar para mim. Eu posso me cuidar. E eu não vou ficar em casa—vou trabalhar.”
Thomas não discutiu. Em vez disso, seu olhar permaneceu nela por um momento a mais, sua expressão indecifrável. Interiormente, ele estava animado ao ouvir que ela iria para o escritório. A perspectiva de encontrar maneiras de permanecer em sua presença o preenchia com um frisson silencioso. Mas ele mascarou sua excitação, arqueando uma sobrancelha cética.
“Você tem certeza?”
“Sim,” ela respondeu firmemente. “Não foi você que me designou a tarefa de preparar a licitação para o Projeto de Desenvolvimento do Porto? As propostas vencem na próxima semana. Não há tempo a perder. Quero terminar isso o mais rápido possível para poder pedir demissão.”
A empolgação no peito de Thomas diminuiu. Ela estava fazendo isso para se demitir e se desligar dele mais rapidamente. Seu olhar vacilou, traindo um sinal do tumulto interno.
‘Tão ansiosa para se libertar de mim,’ ele pensou amargamente. No entanto, ele sabia que não podia prendê-la.
Após o infarto, Thomas não podia assumir a enorme responsabilidade de administrar um negócio. Ava deveria dar um passo à frente. Era hora de ela brilhar, de assumir as rédeas de seu próprio destino, e Thomas estava determinado a apoiá-la.
Engolindo sua tristeza, ele forçou uma expressão composta e assentiu. “Tudo bem. Termine o projeto, e eu aceitarei sua demissão.”
Ava encarou a porta que Thomas acabara de fechar atrás dele, seus olhos arregalados com incredulidade. Ele sempre resistira à ideia de sua demissão, inventando todas as desculpas imagináveis para mantê-la ligada à empresa – a ele. Mas agora, ele havia concordado tão facilmente, como se já tivesse decidido deixá-la ir.
Esse pensamento era enfurecedor e dilacerante.
“Mentiroso,” ela murmurou, jogando um travesseiro em direção à porta. “Não foi você quem disse que lutaria para salvar essa relação? Você já desistiu?”
Lágrimas de decepção picaram seus olhos. Ela as enxugou com raiva. “Por que eu deveria me importar? É bom que finalmente estamos aceitando nossa separação. Não preciso mais de você!”
Mesmo dizendo isso, ela não podia ignorar a dor em seu coração.
“Thomas, seu canalha. Você não me merece.”
Ela chutou o cobertor para fora da cama e saiu dela, mancando em direção ao banheiro.
Sem que ela soubesse, Thomas ficou congelado do lado de fora da porta, sua mão pairando perto da maçaneta. Ele voltou para pegar seu telefone, mas as palavras abafadas dela o pararam em seu caminho. Seus lábios se curvaram num sorriso genuíno, seu coração pulando de alegria e empolgação.
“Você ainda me ama”, ele murmurou. “Você só não quer admitir. Tudo bem. Se é assim, farei você confessar.”
Thomas entrou no quarto com um renovado ânimo. Seu olhar imediatamente pousou no travesseiro jogado no chão. Rindo baixinho, ele se abaixou para pegá-lo e o colocou de volta na cama, arrumado.
Em seguida, dirigiu-se ao guarda-roupa dela, selecionou um conjunto de roupas dela com cuidado e as colocou na cama, assim como ela costumava fazer para ele no passado. Com um sorriso satisfeito, ele deixou o quarto em silêncio, seu coração se enchendo de um novo propósito.
Quando Ava saiu do banheiro, ela prendeu a respiração ao ver a cena diante dela. Suas roupas estavam arrumadas na cama, e o travesseiro que ela havia jogado com raiva estava de volta no lugar certo. Ela piscou lentamente, sua boca um pouco aberta.
“Ele fez isso?” ela murmurou em voz alta, completamente perplexa.
Seus pensamentos vagaram para o passado, para as inúmeras vezes que ela tinha feito essas pequenas coisas por ele—preparando suas roupas, suas refeições e garantindo seu conforto. Mas agora, ele estava fazendo isso por ela. Por que agora?
Ela mergulhou em seus pensamentos. ‘Por um lado, ele parece pronto para me deixar ir. E aí isso…’ Seu peito se apertou com a incerteza. ‘O que ele está planejando? Ele está tentando brincar com meus sentimentos de novo?’
Toc-Toc…
Um súbito bater na porta a assustou de suas reflexões. Ela saltou levemente e virou-se para a porta, apenas para ver Thomas entrando segurando uma bandeja. Suas mãos voaram para seu peito instintivamente, como se tentando se cobrir.
Thomas parou na entrada, seus olhos absorvendo a visão dela. Ela estava lá envolta em nada além de uma toalha, gotas de água ainda aderidas à sua pele. A visão era hipnotizante, e ele sentiu um desejo que havia suprimido. Seu aperto na bandeja se apertou enquanto sua mente rodopiava em pensamentos que não deveria entreter—não agora.
“O que você está fazendo?” O tom afiado de Ava cortou seus pensamentos.