Meu Ex-Marido Implorou Para Eu Levá-lo de Volta - Capítulo 214
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- Capítulo 214 - 214 A última chance 214 A última chance Gianna tropeçou
214: A última chance 214: A última chance Gianna tropeçou enquanto era empurrada para o quarto mal iluminado. Ela caiu no chão frio de quatro, um gáspero agudo escapando de seus lábios. Ela ergueu a cabeça rapidamente, encarando a figura imponente que a forçara para dentro. Uma mistura volátil de fúria e medo apertava sua garganta.
“O que é isso? Por que você me trouxe aqui?” ela exigiu. Seu peito arfava com respirações rápidas.
O homem permaneceu em silêncio, sua expressão tão fria e intransigente quanto pedra. Seu silêncio apenas alimentava a inquietação dela.
Cerrando os dentes, Gianna se levantou do chão e alisou seu vestido amarrotado. Ela caminhou em direção à porta, ignorando o homem que se erguia em seu caminho. Mas antes que ela pudesse alcançá-la, ele a empurrou de volta com uma força que a fez cair desajeitadamente.
Ela caiu duramente sobre suas nádegas, o impacto sacudindo-a e roubando o ar de seus pulmões. Pânico inflamou em seu peito, momentaneamente eclipsando sua bravata anterior. Sua mente se enchia de sombrias realizações – ela não tinha sido trazida até aqui para uma simples conversa.
“O que você quer de mim?” ela exigiu novamente com força, apesar do medo em sua mente. “Você sabe quem eu sou? Eu sou amiga da Erica! Ela não vai tolerar que você me machuque!” Ela pensou que invocar o nome de Erica poderia protegê-la de sua ira. Mas sua concepção errada logo desapareceu.
Erica entrou, cada passo deliberado, seus stilettos crepitando contra o chão. Seus lábios se curvaram em um sorriso cruel enquanto ela parava a poucos passos de distância, seu olhar varrendo Gianna com puro desdém.
“Amiga?” Erica zombou friamente. “Não se iluda. Você nunca foi minha amiga. Você não passa de uma perdedora patética que se agarrou a mim como um parasita.”
Suas palavras soaram como uma explosão em sua cabeça. Gianna teve a impressão de que seus ouvidos estavam zumbindo alto, abafando os sons de outro mundo. Por um momento, ela não pôde responder, a traição cortando mais fundo do que ela pensara ser possível.
“Mas… nós éramos próximas,” Gianna finalmente gaguejou. “Por anos, estivemos lá uma pela outra. Como você pode apagar tudo isso? Você esqueceu tudo o que compartilhamos?”
“Eu não esqueci nada,” Erica retrucou, sua voz afiada cortando o ar como um chicote. “Você foi útil uma vez, e essa é a única razão pela qual eu te mantive por perto, desfilando com você como minha chamada amiga. Eu até cheguei a tirar você da prisão, acreditando que você retribuiria minha generosidade. Mas você me decepcionou. De modo miserável. E agora, não tenho mais uso para você.”
A confiança de Gianna desmoronou sob o olhar escaldante de Erica. Aterrorizada, ela caiu de joelhos, suas mãos trêmulas se juntando em desespero. “Por favor, Erica,” ela implorou. “Não diga isso. Eu sei que eu te decepcionei desta vez, mas eu juro que não acontecerá novamente. Dylan não escapará de mim na próxima vez. Eu prometo.”
Os lábios de Erica se curvaram em um sorriso zombeteiro. “Sério? Você ainda entende a magnitude do que perdeu? Oportunidades assim não aparecem frequentemente, Gianna. Ele estava bêbado, vulnerável, e completamente alheio ao que estava acontecendo. Tudo o que você precisava fazer era seduzi-lo, mas você nem conseguiu fazer isso. Você o deixou escorregar por entre seus dedos.”
Seu olhar passou pela forma trêmula de Gianna. “Qual o uso do seu chamado charme—essa figura curvilínea—se você nem consegue usá-la para conseguir algo tão simples? Você está inútil para mim agora. Está na hora de eu me livrar de você.”
“Não, Erica, por favor!” Gianna gritou enquanto se arrastava para frente de joelhos, agarrando na perna de Erica em desespero. “Eu quase consegui. Eu juro! Ele estava começando a ceder, mas…mas—” Seus olhos se desviavam para a esquerda e direita enquanto tentava inventar uma desculpa. “É tudo por causa de…Ah!”
Antes que ela pudesse terminar sua desculpa, Erica a chutou para longe, enviando-a rolando pelo chão sujo. “Chega!” ela latiu. “Você me dá nojo. Guarda!” Ela nem mesmo poupou Gianna de outro olhar enquanto emitia sua ordem final. “Leve-a embora. Eu não quero ver seu rosto patético novamente.”
O coração de Gianna se contraiu enquanto o guarda se aproximava. “Erica, por favor, não faça isso.” Seus soluços desesperados ecoavam no quarto enquanto o guarda a agarrava pelo braço e a arrastava para fora.
Gianna não estava pronta para desistir. Com uma súbita explosão de desafio, ela soltou seu braço à força e tropeçou para a frente, agarrando as mãos de Erica. “Só me dê mais uma chance!” ela implorou. “Eu prometo que não vou te decepcionar novamente.”
“Humph.” Erica resmungou enquanto empurrava Gianna para trás. “Você ficou sem chances.”
“Não é minha culpa—é da Ava!” Gianna exclamou, apegando-se à sua última esperança. “Por causa dela, Dylan virou contra nós.”
O olhar afiado de Erica se estreitou com a menção do nome de Ava. Sua irritação inicial deu lugar a um lampejo de curiosidade. “Ava?” ela repetiu.
Vendo sua chance, Gianna prosseguiu, suas palavras saindo atropeladas. “Sim, a Ava! Ela é a razão de todos os nossos problemas. Ela é a que convenceu Dylan a te enviar para o exterior. Ela é a que fez com que ele me jogasse na prisão. Ela é a raiz de tudo o que deu errado para nós!”
Erica inclinou a cabeça, seu rosto expressando pensamento. O guarda puxou o braço de Gianna e a arrastou em direção ao quarto. Erica ergueu uma mão comandando e o parou. “Espere lá fora,” ela ordenou e indicou para o homem deixá-las a sós.
O guarda assentiu e saiu.
Erica cruzou os braços, seus olhos sondando Gianna. “O que exatamente você está sugerindo?”
Gianna engoliu em seco, encorajada pelo fato de que Erica estava ouvindo. “Temos um inimigo em comum. Se eliminarmos a Ava, Dylan vai mergulhar de volta na depressão. Ele não terá o foco para gerir seus negócios, te dando a abertura perfeita para tomar o controle. Enquanto isso, eu terei a chance de me aproximar dele, de fazê-lo ver que precisa de mim. Juntas, poderemos finalmente alcançar o que estivemos trabalhando.”
Erica levou um momento para processar suas palavras. “Então, você está dizendo que devemos matar a Ava?” Ela arqueou uma sobrancelha com curiosidade e descrença ao mesmo tempo.
“Sim,” Gianna afirmou. “Nos livrar dela resolverá tudo. É o único jeito.”
Por um momento, Erica não disse nada, seu olhar fixo em Gianna enquanto ponderava a sugestão. A ideia que Gianna propôs era ao mesmo tempo tentadora e perigosa. Derrubar a Ava não seria tão simples quanto antes.
Ava não era mais a garota ingênua que elas subestimaram no passado. Mas se elas conseguissem, seria um movimento que mudaria o jogo.
Erica estava duvidosa, mas ao mesmo tempo, queria tentar. “Certo,” ela disse calculadamente. “Já que parece tão confiante, vou poupar você desta vez. Mas não se engane. Não levantarei um dedo para ajudar. Se você tiver sucesso, reconquistará seu lugar ao meu lado. Se falhar, perderá sua vida.”
Dando-lhe um último olhar severo, Erica saiu.
Gianna permaneceu imóvel por um momento. Lentamente, ela soltou um suspiro trêmulo, pressionando uma mão trêmula contra seu coração. Alívio a inundou — Erica a tinha poupado, por enquanto. Mas sua expressão logo se endureceu com determinação.
“Eu não vou perder,” ela murmurou embaixo do fôlego, seus dedos se fechando em punhos apertados ao lado do corpo. “É a Ava que vai morrer. Eu vou garantir isso.”