Meu Ex-Marido Implorou Para Eu Levá-lo de Volta - Capítulo 203
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203: Não há como escapar da minha armadilha. 203: Não há como escapar da minha armadilha. Dylan se aproximou dela, um passo de cada vez, um pequeno sorriso malicioso brincando em seus lábios. Sua presença era magnética.
Ava instintivamente recuou, suas costas batendo na beirada do balcão. Ela estremeceu levemente, suas mãos agarrando o balcão para apoio.
“Você estava murmurando algo.” Dylan inclinou-se, seus braços de cada lado dela, palmas das mãos contra o balcão, efetivamente prendendo-a no lugar.
Sua proximidade enviou um choque através dela, e seus sentidos de repente se aguçaram. Seu colônia familiar, seu calor, a intensidade em seus olhos verdes escuros—tudo a sobrecarregava.
“O que está na sua mente, Ava?” ele murmurou roucamente.
Ava engoliu em seco, seu coração acelerando ainda mais enquanto ela buscava as palavras para desviar, para escapar, para negar os próprios sentimentos que ameaçavam surgir.
O pulso de Ava acelerou, cada batida soando mais alta em seus ouvidos. Suas bochechas ardiam de calor. “Eu-Eu não estava pensando em você.” Ela lutou para manter sua voz estável, embora as borboletas agitadas em seu estômago a traíssem.
“Uh-huh?” Ele se inclinou ainda mais perto dela, e ela prendeu a respiração. “Então por que disse que cozinharia?” ele sussurrou em seu ouvido, sabendo exatamente onde era seu ponto fraco.
A pegada de Ava no balcão apertou enquanto ela estremecia, o hálito dele roçando sua pele como uma faísca para o acendimento.
Dylan notou como o corpo dela respondia a ele, como sua respiração engasgava, e seus olhos se moviam nervosamente. Ele se deliciava na tensão, inclinando-se para roçar seus lábios levemente contra a pele sensível atrás de sua orelha.
“Você não me respondeu.” Sua voz baixa e rouca enviou um choque por ela.
Os dedos dos pés de Ava se encurvaram. Ela mordeu o lábio, sufocando o gemido suave que ameaçava escapar de sua boca. Ela queria resistir, repelir as emoções que ele despertava sem esforço, mas ele era implacável, pressionando beijos suaves em seu pescoço e mordiscando seu lóbulo da orelha.
Ela deu um suspiro suave.
“Eu sei que você quer isso,” ele murmurou, enroscando seus braços ao redor de sua cintura.
Mas Ava lutou através da névoa, suas mãos encontrando seu caminho até seu peito. Com um empurrão firme, ela criou espaço entre eles. “Não, eu não quero,” ela disse resolutamente. “Eu não quero isso.”
Dylan recuou, decepção piscando em seus olhos. “Certo.” Seu tom carregava um traço de resignação. “Eu não vou te forçar.” Ele baixou a cabeça e virou-se para sair.
“Estou cozinhando para você para agradecer.” Suas palavras o impediram a meio passo. Ela respirou fundo, reunindo seus pensamentos. “Obrigada, Dylan, por salvar o Papa.”
Ele olhou para trás por cima do ombro, sua expressão ilegível. “Você deveria agradecer ao Henry, não a mim. Ele é quem fez a cirurgia.”
“Mas ele concordou em vir por sua causa,” Ava retrucou. “Você garantiu que ele realizasse o procedimento. Sou realmente grata, Dylan. Eu estou falando sério.”
Algo no tom de Ava surpreendeu Dylan. Suas palavras estavam mais suaves, e seu tom era menos frio do que antes. Ela não parecia tão hostil quanto antes.
Dylan congelou por um momento, o tom suavizado dela se repetindo em sua mente como uma melodia que ele não ouvia há tempos. Algo em como ela falou puxou seu coração, acendendo uma centelha de esperança.
Dylan pensou que os problemas entre eles seriam resolvidos logo, agora que ele havia salvo o Thomas e mudado os eventos passados. Ele voltou-se para ela.
“Então podemos começar de novo?” ele perguntou, sua voz carregando hesitação e anseio. “Podemos…”
“Dylan, pare,” ela interrompeu firmemente, apagando sua esperança como uma onda fria. “Não deixe isso te dar a ideia errada. Sou grata pelo que você fez pelo Papa hoje, mas isso não significa que eu vou voltar para você.”
A expressão de Dylan se contorceu com desespero. “Por que não? Por que não podemos começar de novo?” ele insistiu, segurando suas mãos. “Estou tentando, Ava. Estou tentando mudar, ser melhor para você. Eu sei que fui um péssimo marido. Não te mostrei o amor e cuidado que você merecia, mas estou aprendendo. Estou melhorando. Por favor, confie em mim.”
Ava retirou suas mãos. Ela agarrou o jarro de água do balcão. No momento seguinte, ela o tombou, deixando a água derramar no chão.
Dylan recuou, surpreso e perplexo. “O que você está fazendo?”
Ava colocou o jarro e levantou os olhos para ele. “Você pode colocar a água derramada de volta no jarro?”
“O quê?” Dylan piscou, sua mente correndo para entender o significado dela. “Do que você está falando?”
“Uma vez que a água está derramada, ela não pode ser colocada de volta,” ela explicou calmamente. “E assim como isso, um relacionamento quebrado não pode voltar ao que era. Já estamos divorciados, Dylan. Está na hora de seguirmos em frente.”
Por um momento, Dylan apenas a encarou, sem palavras. Sua confusão rapidamente se transformou em dor, depois em determinação tempestuosa. “Água derramada pode não voltar ao jarro, mas relacionamentos quebrados podem ser consertados. Pessoas reconstruem, Ava. Elas encontram seu caminho de volta uma para a outra. E eu vou continuar tentando—até meu último suspiro.”
Ele girou e saiu da casa em disparada.
“Dylan…” A mão de Ava instintivamente se estendeu, mas ele já estava fora da casa. Ela permaneceu imóvel, olhando para a porta enquanto uma pontada de arrependimento a atingia no peito. Sua mão estendida permaneceu por um momento antes de cair flácida ao seu lado.
Ela queria agradecer a ele, mas em vez disso, ela o afastou. A dor crua em seus olhos passou diante dela, e ela estremeceu com a lembrança.
Seus olhos brilhavam com lágrimas não derramadas. O arrependimento roía suas entranhas, seus ombros caíam. “Eu não deveria ter dito aquelas coisas.”
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O bar estava cheio com o zumbido baixo de conversas murmuradas e copos tilintando, mas Dylan permanecia em seu próprio mundo, alheio a tudo ao seu redor. Shot após shot desaparecia por sua garganta, o líquido ardente falhando em afogar a dor em seu peito.
Sua visão turvou, e seu grip no copo vacilou, ainda assim ele pediu outra bebida, determinadamente decidido a escapar do eco das palavras de Ava.
Do outro lado da sala, Erica o observava bebendo. Ela assistia enquanto Dylan balançava levemente em seu assento. Um pensamento malicioso cruzou sua mente. Seus dedos manicurados moveram-se rapidamente na tela do telefone enquanto ela discava um número.
“Venha para o Hotel Luz do Luar e me espere,” ela sussurrou. “Você tem uma chance de ter o Dylan.”
“Dylan?”
“Sim,” Erica confirmou. “E ele está bêbado. Parece aborrecido—provavelmente brigou com Ava.”
A voz do outro lado soltou um murmúrio pensativo antes de responder, “Entendo. Estarei lá em breve.”
Erica encerrou a chamada e guardou seu telefone. Seus olhos brilharam maliciosamente enquanto ela olhava de volta para Dylan. “Oh, Dylan…Você me entregou essa oportunidade de bandeja. Agora, não há como escapar da minha armadilha.”