Meu Ex-Marido Implorou Para Eu Levá-lo de Volta - Capítulo 186
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- Capítulo 186 - 186 Não podemos ficar juntos. 186 Não podemos ficar juntos
186: Não podemos ficar juntos. 186: Não podemos ficar juntos. Os gerentes trocaram olhares nervosos, lutando para encontrar palavras. A prova diante deles não deixava espaço para argumentos.
“Você fez um grande alarde por nada, causando caos na empresa,” Dylan resmungou, com o tom de voz elevando-se.
Um deles gaguejou, “Nós… não sabíamos sobre isso.”
“Alguém enviou um email falso de uma conta fabricada, e vocês acreditaram. Vocês sequer pausaram para pensar? Para verificar? Não.” Os olhos de Dylan ardiam de frustração enquanto ele enfrentava os gerentes. “Vocês ignoraram a coletiva de imprensa que Nicholas realizou ontem para esclarecer esses boatos infundados.”
Ele agarrou outro arquivo da mesa e o lançou em direção a eles. “Aqui,” ele disparou, gesticulando para o arquivo. “Esta é a conta falsa responsável por espalhar esse email. Foi claramente criada para causar problemas. E todos vocês caíram na armadilha, causando tumulto aqui.”
Dylan examinou cada um de seus rostos, sua fúria implacável. “Vocês não se importaram com minha declaração de ontem, onde eu prometi descobrir a verdade por trás disso. Tudo o que vocês queriam era escalar o assunto. Em vez de fazerem seus trabalhos, vocês organizaram um protesto imprudente. E agora, enfrentarão as consequências de suas ações.”
Dylan virou-se bruscamente para Justin. “Demitam-nos imediatamente. Não tolerarei desordeiros na minha empresa.”
Justin acenou, sua expressão espelhando a resolução de seu chefe. “Considere feito, senhor.”
Os gerentes entraram em pânico, seus rostos pálidos de medo. “Não, por favor, não nos demitam!” um deles gritou, avançando. “Nós percebemos nossos erros. Não faremos isso novamente!”
“Perdoe-nos, Sr. Brooks,” outro implorou. “Nós estávamos errados.”
“Não foi totalmente nossa culpa!” o terceiro gritou desesperadamente. “A Senhorita Nina — ela é quem nos incentivou a fazer isso!”
“Sim, é a Senhorita Nina,” os outros dois gerentes gritaram em uníssono.
“Ela é quem começou tudo isso,” o primeiro disse, as palavras jorrando de sua boca. “Ela nos disse que Ava era um passivo e que tínhamos que exigir sua demissão. Ela disse que se não fizéssemos isso, a empresa sofreria grandes perdas.”
“Ela até nos disse para vir a esta reunião e insistir na remoção dela,” o segundo acrescentou. “Nunca teríamos levado as coisas tão longe se não fosse por ela.”
“Culpar os outros não vai mudar nada,” Dylan disse friamente. “Seja Nina a responsável por isso ou não, vocês são os que seguiram com o plano dela. Vocês humilharam Ava, tentaram arruinar sua reputação e desperdiçaram o tempo da empresa. Vocês enfrentarão as consequências de suas ações.”
“Por favor senhor, nos perdoe…” Todos começaram a implorar. “Fomos apenas provocados. Não tínhamos a intenção de que as coisas escalassem assim.”
A paciência de Dylan acabou. Sua expressão tornou-se ainda mais indiferente enquanto ele rejeitava suas súplicas. Com um único aceno, ele sinalizou para Justin tirá-los.
“Chega,” Justin disse rispidamente. “Já ouvimos o suficiente. Vocês podem sair agora.” Ele gesticulou para eles saírem, mas nenhum dos gerentes se moveu. Eles ainda imploravam por perdão.
Justin moveu-se rapidamente, praticamente empurrando-os para fora da sala de conferências.
Dylan suspirou profundamente, beliscando a ponte do nariz enquanto a frustração cintilava em seu rosto. “Você encontrou alguma evidência ligando a Nina a Erica?” Sua voz nítida e comandante cortou o ar silencioso da sala de conferências.
Justin balançou a cabeça, uma pitada de exasperação em seu tom. “Ainda não. Ela está encobrindo bem seus rastros. Por enquanto, tudo parece limpo. Mas estou de olho nela. Se houver alguma conexão entre ela e a Srta. Erica, vamos descobrir.”
“Ótimo.” Dylan deu um aceno curto. “Não alivie. Quero respostas o quanto antes.” Levantando-se, ele virou-se para sair. “Diga à Ava para me encontrar no meu escritório,” ele instruiu por cima do ombro antes de deixar a sala de conferências. Entrando em seu escritório, ele fechou a porta atrás de si e afundou na cadeira, fechando os olhos para reunir seus pensamentos.
Ava entrou no escritório de Dylan após algum tempo, sua postura rígida e seu tom frio enquanto falava. “Você me chamou.”
Dylan ergueu o olhar para ela, sua expressão suavizando ao encontrá-la. “Eu conversei com os gerentes,” ele começou em tom neutro. “As coisas estão resolvidas agora. Ninguém vai te incomodar novamente.”
Os lábios de Ava se curvaram num sorriso amargo. “Problemas e eu parecemos inseparáveis enquanto eu estiver aqui. Chega, Dylan. Aceite minha demissão e deixe-me ir. Este lugar está me esgotando. Preciso de um ambiente tranquilo onde eu possa respirar.”
Dylan levantou-se e cruzou a sala em poucas passadas decididas até que ele ficasse frente a frente com ela. “Me dê um pouco de tempo. Eu vou consertar tudo e restaurar a paz.” Ele estendeu a mão e segurou as mãos dela, mas ela imediatamente as afastou.
“Eu já te disse porque preciso partir,” Ava disse resoluta. “Quero estar lá pelo meu pai. Não é só sobre mim.”
Vendo a resolução em seus olhos, Dylan suspirou profundamente. “Se é isso que você decidiu, não vou te impedir.” Sua voz estava tingida de aceitação relutante. “Mas não vá ainda. Eu ainda preciso de você aqui — para o projeto de desenvolvimento do porto. Ajude-me a garantir isso, e prometo que cumprirei sua demanda.”
Ava o estudou atentamente, vasculhando seu rosto. Ela podia dizer que ele não estava mentindo. “Não volte atrás em sua palavra,” ela advertiu silenciosamente.
“Não vou,” Dylan assegurou-a. Ele gentilmente envolveu seus braços ao redor dela. “Volte para a vila, Ava. A casa está vazia e sem vida sem você.”
Ava não o empurrou, nem correspondeu ao abraço com entusiasmo. “Eu pensei sobre nós. Vejo o quanto você está tentando, mas…” Sua expressão tornou-se sombria. “Nós não podemos ficar juntos. Não é possível para mim voltar ao que era antes. Não posso.”
A declaração dela deixou Dylan sem palavras enquanto ele lutava para processar a profundidade de sua decisão.
Ele lambeu os lábios, o desamparo dominando-o. “Ava, não se apresse. Dê a si mesma algum tempo para pensar. Não tome uma decisão precipitada.”
“Esta não é uma decisão precipitada.” Ela recuou, soltando-se de seu agarro. “Eu pensei sobre isso, e simplesmente não posso ficar com você.”
“Ava…”
“Eu quero paz na minha vida,” ela interrompeu, a dor por baixo de suas palavras transparecendo. “Mas com você, sempre há caos. Sua Tia, Erica… elas não vão parar de vir atrás de mim. Além disso, não posso apagar o passado. É impossível para mim esquecer a dor.”
“Você pode tentar. Vamos enfrentar isso juntos, Ava. Podemos fazer isso funcionar.” Sua voz tremia com emoções, um sentimento de perda tomando conta de seu coração.
Ela balançou a cabeça, seu olhar suavizando, mas ainda resoluto. “Não guardo rancor contra você. Mas não posso esquecer o que aconteceu. As feridas podem ter cicatrizado, mas as cicatrizes permanecem. Por favor, tente entender.”
“Ava, não, não vá,” ele implorou, agarrando sua mão.
Ava torceu o pulso, libertando-se de seu aperto com um puxão forte. Sem olhar para trás, ela saiu tempestuosamente do escritório.
Dylan cambaleou, a força esvaindo de seu corpo enquanto ele recuava e desabava no sofá. Um desespero esmagador o envolveu enquanto as palavras dela ecoavam em sua mente.