Meu Ex-Marido Implorou Para Eu Levá-lo de Volta - Capítulo 179
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179: Você quer que eu reclame? 179: Você quer que eu reclame? Henry entrou na sala de emergência com passos apressados, o coração pesado de culpa e preocupação. Seus olhos caíram sobre Lilianna deitada na cama, pálida e frágil, com um soro intravenoso conectado ao seu braço. A visão fez seu peito apertar.
Virando-se para a enfermeira próxima, ele perguntou urgentemente, “O que aconteceu com ela?”
“A pressão baixou, e ela desmaiou. Mas agora ela está estável.”
Henry assentiu lentamente, uma pontada de culpa cortando-o como uma faca. Ele estava tão absorvido em seu trabalho que não havia notado a condição dela. “Prepare um quarto privativo para ela,” ele instruiu.
“Claro, doutor. Só vai levar um momento,” a enfermeira respondeu antes de sair do quarto.
Henry se aproximou da cama de Lilianna. Ele estendeu a mão e delicadamente segurou a dela na sua, seu polegar acariciando suas juntas.
“Me desculpe,” ele sussurrou, e seu coração afundou ainda mais. Beijando ternamente o dorso de sua mão, ele acrescentou suavemente, “Eu prometo que não vou te decepcionar de novo.”
Assim que Lilianna foi transferida para a ala privada, Henry se acomodou na cadeira ao lado da cama dela, recusando-se a deixar seu lado. Seu olhar permaneceu em seu rosto, suas emoções girando numa mistura de amor, culpa e medo. Ele afastou uma mecha de cabelo de seu rosto e acariciou gentilmente sua testa.
Lilianna sempre foi sua âncora, apoiando-o em silêncio pelas suas longas noites no hospital e suas saídas nas primeiras horas da manhã. Ela nunca reclamou, nem mesmo quando sua dedicação à carreira o afastava dela repetidas vezes. Ao invés disso, ela sempre sorria, desejava-lhe sorte e o encorajava a perseguir seus sonhos.
Ela era sua coluna vertebral, a razão do seu sucesso. Mas ele frequentemente esquecia de checar como ela estava devido ao seu calendário lotado. Mas vendo-a assim, fraca e pálida, seu coração doía.
Henry sentiu um medo desconhecido invadir seu peito. Ele tinha realizado inúmeras cirurgias, mas suas mãos nunca haviam tremido. Sua confiança nunca vacilara.
Pela primeira vez, ele não conseguia manter as mãos firmes. Ele sentia o mesmo medo que via nos olhos de tantos familiares esperando fora da sala de operação, rezando pela segurança de seus entes queridos.
Henry se inclinou mais perto enquanto chamava gentilmente, “Acorda, Lili. Fala comigo.”
Como se ele tivesse alcançado ela com suas palavras, Lilianna mexeu-se leve, suas pestanas abrindo vagamente. As intensas luzes do hospital acima dela fizeram-na entrecerrar os olhos, e ela fechou os olhos por um momento antes de abri-los novamente. Seu olhar encontrou a figura familiar ao lado da cama.
“Henry,” ela murmurou.
Os ombros tensos de Henry relaxaram, e um pequeno sorriso aliviado apareceu em seu rosto. “Como você está se sentindo agora?” ele perguntou suavemente. “Você está tonta ou desconfortável?”
Ela conseguiu um sorriso fraco. “Não, estou bem. Desculpe por incomodar você.”
“Você nunca me incomoda,” ele disse com sinceridade, seu coração tremendo de arrependimento. “Sou eu quem te falhou. Eu deveria estar cuidando de você, mas permiti que o trabalho me consumisse. Me desculpe, Lili. Por favor, me perdoe.” Ele pressionou os lábios contra o dorso de sua mão, olhando para ela com um pedido de desculpas.
“Perdoado,” ela disse, sorrindo.
“Sério?” Ele sorriu, grato. Mas a pontada de arrependimento e culpa permaneceu em seu coração. “Você não está brava comigo. Você sabe, a maioria das esposas reclamaria, discutiria, ou pelo menos resmungaria se seus maridos as negligenciassem do jeito que eu fiz. Por que você não faz?”
Lilianna mordeu o lábio, suprimindo um riso de sua seriedade. “Você quer que eu reclame?”
“Sim,” ele disse sem hesitar, sua expressão séria. “Se você está chateada, me diga. Não esconda. Se eu te decepcionei, fale. Discuta comigo, brigue comigo—qualquer coisa. Eu quero a chance de acertar as coisas, de te acalmar. Mas você nunca briga comigo ou reclama de nada. Eu preciso saber como compensar você.”
Desta vez, Lilianna não conseguiu evitar uma risada. “Não tenho reclamações sobre você,” ela disse suavemente. “Você me faz feliz. Sempre. Me orgulho de ser sua esposa. Por que eu estaria chateada com você?”
O coração de Henry se encheu com as palavras dela, mas a culpa que carregava apenas se aprofundou. Seu apoio inabalável e amor eram um lembrete do quanto ela lhe dava sem pedir nada em troca. Ele se sentia sortudo por tê-la como esposa, seu coração transbordando de admiração e gratidão por ela.
“Você é incrível, Lili… Você não guarda nenhuma decepção no seu coração, não é? Eu frequentemente deixei você sozinha e a negligenciei pelo trabalho. Você não acha que eu deveria te dar mais do meu tempo?”
Lilianna segurou as mãos dele nas dela. “Eu adoraria,” ela respondeu com um sorriso terno, “mas o que aconteceria com os pacientes que estão esperando por você? Salvar vidas é mais importante do que entreter sua esposa, não acha?” Suas palavras eram cheias de compreensão. “Para mim, é suficiente que você me ame, me valorize, e permaneça leal.”
Sua resposta encheu o peito de Henry de calor e contentamento. “Meu amor por você sempre será o mesmo, mas você precisa me dizer quando estiver chateada. Não guarde para si, pensando que estou ocupado demais.”
“Mm,” ela assentiu, “vou lembrar disso.”
Henry se inclinou e gentilmente a beijou. “Eu falei com o decano,” ele murmurou contra os lábios dela. “Deixei claro para ele que não aceitaria novos casos. Podemos ir agora.”
Ele aprofundou o beijo. Mas Lilianna ainda não estava pronta para ir embora. Ela queria ter certeza de que Erica receberia o castigo. Ela gentilmente se afastou dele, um lampejo de preocupação atravessando seus olhos. “Podemos ficar mais um pouco?” ela perguntou esperançosamente.
Henry soltou um pequeno suspiro. “Você sabe que nunca consigo dizer não para você. Mas já está tarde. O hospital me chamou. Realmente precisamos voltar.”
Lilianna, entendendo que ele não podia demorar mais, concordou. “Tudo bem, vamos voltar.”
“Sim.” Ele a beijou novamente, e Lilianna o beijou de volta, suas mãos deslizando ao redor de seu pescoço.
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Quando Dylan chegou ao escritório, descobriu que Ava já tinha ido embora. Ele ficou um pouco surpreso. “Por que ela saiu tão cedo?” ele perguntou, franzindo a testa para Justin. “Ela não está se sentindo bem?”
Justin hesitou um pouco antes de responder, “Na verdade, Erica está na cidade. Ela veio ao escritório e encontrou com a Senhora Ava assim que pousou. Talvez ela tenha dito algo que deixou a Senhora Ava chateada.”
“Ah,” Dylan assentiu pensativo, murmurando, “ela já começou a tramar.”
“É um fato conhecido. Erica vai mexer com as coisas. Enfim… Eu encontrei o culpado que postou aquelas fotos nas redes sociais.” O tom de Justin se tornou sombrio.
“Quem é?” Os olhos de Dylan se aguçaram instantaneamente.
“É Jodie,” Justin respondeu.