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- Capítulo 255 - 255 Um Quarto Escuro 255 Um Quarto Escuro Serena sentou-se na
255: Um Quarto Escuro 255: Um Quarto Escuro Serena sentou-se na sala mal iluminada, seu corpo tremendo enquanto um arrepio percorria sua espinha. Quanto tempo ela havia ficado sentada ali, não poderia dizer com certeza. A sala parecia sufocante, mas a ideia de sair lá fora era ainda mais aterrorizante. Toda vez que ela considerava partir, o rosto de Aiden surgia vívido em sua mente — seus olhos frios, sua voz cheia de fúria. Se ele descobrisse a verdade, se soubesse tudo que ela havia feito… ele a destruiria. E, no fundo, ela sabia que merecia isso.
O que ela havia feito? O peso de suas ações pressionava seu peito, sufocando-a com culpa. Nathan estava certo o tempo todo. Ele havia percebido as manipulações de seu pai enquanto Serena havia sido cega, atraída para uma teia de engano. Ela não tinha esperança de redenção, nenhuma chance de perdão. Se descobrissem a verdade, não haveria escapatória.
A sala parecia fechar-se sobre ela enquanto calafrios percorriam sua espinha. Ela não podia ficar ali por mais tempo. Ela precisava partir — escapar. Ela tinha que estar fora do alcance de Aiden quando ele descobrisse que ela era a responsável pela morte de sua amada Serena. Foi ela quem fez — suas decisões — que levaram a esse resultado devastador. Ela havia levado Kimberlee até a sala de noivas, permitindo que Kimberlee substituísse Serena no altar, e depois arrastou uma Serena inconsciente para longe, deixando Kimberlee casar-se com Aiden em seu lugar.
Em retrospectiva, ela não conseguia acreditar como havia ignorado os sinais facilmente. Como ela tinha sido tão cega? Quando seu pai a chamou em seu quarto naquela manhã, o peso de suas intenções não havia se concretizado.
“Serena”, ele disse, “preciso que você faça algo.”
“O quê, pai?” ela perguntou, franzindo a testa em confusão.
“Vá à igreja onde Aiden vai se casar.”
“Pai, eu já disse a ele que não compareceria ao casamento já que você não foi convidado. Você sabe o quanto respeito seus desejos, mas você não pode forçar Aiden a nos escolher. E eu não quero recuar quando ele já decidiu ignorar meus desejos.”
“Não estou pedindo para você comparecer ao casamento”, ele interrompeu incisivamente. “Preciso que você vá até lá e leve Kimberlee com você.”
“Kimberlee?” Sua confusão se aprofundou, sua voz tingida de suspeita. “Por que eu levaria Kimberlee?”
“Porque ela vai falar com Serena. Existem coisas sobre o passado de Aiden — coisas que Kimberlee sabe — que farão Serena reconsiderar o casamento. É a única maneira.”
“Mas não é tarde demais? Eles vão se casar em algumas horas. Se Serena sair agora, Aiden será deixado no altar.”
“Melhor isso do que ter Serena em sua vida. Não pense demais e leve Kim com você. Vá. Agora.”
Serena agora deixava as lágrimas fluírem livremente, seus ombros tremendo com o peso de seu arrependimento. Que tola ela havia sido. Ela realmente seguiu o comando de seu pai e levou Kimberlee para aquele lugar horrível.
Mesmo agora, a memória a assombrava — o rosto radiante de Serena, brilhando de felicidade, enquanto ela estava na porta da sala de noivas. Aquele breve momento de dúvida que cruzou a expressão de Serena quando a viu. Mas quando ela pediu para entrar em seu quarto, embora Serena hesitasse por um momento, Serena deu passagem, permitindo sua entrada — uma chance de conversar. Quando ela não precisava.
No entanto, justo quando Serena estava prestes a fechar a porta atrás dela, Serena falou novamente, assim como seu pai havia dito mesmo que sua voz tremesse com culpa e desespero. “Não precisa fechar. Alguém quer falar com você sobre Aiden… sobre seu passado.”
A testa de Serena franzida ligeiramente, sua expressão mudando de calma para cuidadosa. Ela se aproximou mais e pegou suas mãos. “Serena”, ela começou suavemente, “sei que você não está feliz com Aiden e eu nos casando, mas… nada do que você diga sobre o passado dele mudará o que sinto. Eu o amo. Espero que você possa entender isso. Quero viver minha vida com ele.”
Essas palavras perfuraram Serena, cortando mais fundo do que ela pensava ser possível. Ela viu a verdade refletida nos olhos de Serena — amor honesto e inabalável por Aiden. Naquele momento, ela assentiu, pronta para aceitar a derrota.
Mas então, antes que ela pudesse responder, um som agudo e ensurdecedor ecoou pelo cômodo. Um som que estremeceu as próprias paredes, fazendo Serena congelar de horror. Sua respiração presa em sua garganta enquanto Serena caía no chão, seu corpo colapsando sob o peso do impacto repentino.
A visão de Serena embaçada, pânico dominando-a enquanto ela permanecia imóvel, incapaz de se mover. Sua respiração presa na garganta enquanto seu olhar se fixava em Kimberlee parada ali, um grande vaso em suas mãos, agora pingando sangue. A visão a deixava imóvel. “O que… o que você fez?” ela perguntou em um sussurro, sua voz tremendo de horror.
Uma poça de carmesim se espalhava debaixo de Serena e ela não conseguia desviar os olhos da figura sem vida no chão.
“Serena”, ela disse friamente, seu tom desprovido de remorso, “Você não entende. Ele nunca me escolheria, não sobre Serena. Ela tinha que ser eliminada. Ela era o obstáculo.”
Serena sentiu seu mundo girar, sua visão embaçando enquanto as lágrimas se misturavam com o choque. Antes que ela pudesse compreender as palavras de Kimberlee, um movimento repentino chamou sua atenção. Kimberlee lançou o vaso nela com força.
O instinto prevaleceu. Sem pensar, Serena estendeu as mãos, agarrando o vaso no ar.
Nesse momento, um súbito tumulto de passos ecoou atrás dela, e seu pai entrou na sala, sua expressão fria e calculista. Seus olhos saltaram do vaso em suas mãos para o corpo sem vida no chão, e depois de volta para Serena.
Serena tentou chamar seu pai então, mas Kim falou, “Sr. Hawk. Sua filha atacou Serena porque ela se recusou a ouvi-la. O que fazemos?”