Marido Com Benefícios - Capítulo 665
- Home
- Marido Com Benefícios
- Capítulo 665 - 665 Medo 665 Medo Ava saiu do café as palavras da mulher
665: Medo 665: Medo Ava saiu do café, as palavras da mulher ecoando em sua cabeça. Enquanto caminhava pela rua movimentada, seus pensamentos espiralavam. O medo de seu passado ser revelado roía por dentro, mais intenso agora do que nunca.
A última semana havia sido mágica. Ela nunca se sentira tão acarinhada ou até mesmo amada em sua vida. Ela sabia, claro, que Erasmi não a amava, mas também sabia que ele se importava com ela e até a valorizava. E enquanto se deleitava com essa sensação, ela havia esquecido os medos que mantinha trancados a sete chaves.
Ava ainda podia sentir o aperto da mulher em seu pulso, um lembrete arrepiante do poder que ela detinha. Ela tinha que encontrar uma maneira de parar isso, de se proteger e de proteger sua nova vida. Ela pensou em Erasmi, novamente. Quando tinha descoberto a maneira como ele punia aqueles que o ofendiam. Como ele reagiria ao descobrir sua própria decepção. Que ela não era tão reta e honesta quanto ele acreditava ser?
Ele acreditaria nela? Afinal, aquela mulher não estava mentindo. Embora ela não tivesse planejado tudo da mesma maneira sinistra que ela havia mencionado, tudo de fato tinha se voltado a seu favor. E quando apresentado de uma maneira junto com seu passado, até ela teria dificuldade de acreditar em si mesma.
Ela parou em um banco do parque e sentou, enterrando o rosto em suas mãos, tentando pensar. Tinha que haver uma saída para isso. Alguma maneira que pudesse salvar e não deixar tudo ser destruído.
Como ela pôde ser tão descuidada? Permitir-se acreditar, mesmo por um momento, que poderia ultrapassar seu passado? Ela sabia que era mais esperta, sempre manteve sua guarda. Mas Erasmi fizera-a se sentir segura, dera a ela uma sensação de estabilidade que não sentia há anos. Ela baixou a guarda e agora estava sendo cobrada por isso.
Poderia ela contar a verdade para Erasmi. Talvez se dissesse tudo a ele, conseguiria explicar tudo. Ele até poderia acreditar nela. Mas mesmo enquanto o pensamento surgia, ela o descartava.
Não, contar a verdade para Erasmi não era uma opção. Seu senso de honra era muito rígido, implacável demais. O risco era grande demais. Ela não suportaria perder Caius. E ela não suportaria perder… Erasmi.
Se ao menos ela tivesse insistido em assinar o acordo pré-nupcial, tudo estaria bem. Ela não teria que se preocupar em perder Caius… O que ela deveria fazer?
Ava respirou fundo e levantou-se do banco, forçando-se a seguir em frente. Ela caminhou para casa em um transe, sua mente correndo com uma mistura de medo e incerteza. Pelo menos por agora, ela conseguiu desviar a bala e convenceu-se de que precisava de algum tempo para pensar.
Quando finalmente chegou em casa, ela hesitou por um momento na porta, reunindo sua compostura. Empurrando-a para abrir, foi recebida pelo calor da casa e pelo cheiro familiar do lar.
De repente, ela foi abraçada por trás e, ao sentir o cheiro de Erasmi ao seu redor, sentiu-se relaxar. Quando ele a virou, beijando-a lentamente, ela se sentiu esquecer de todo o medo e se derretendo nele.
Quando ele recuou, ele olhou nos olhos dela, preocupação passando por suas feições. “Como foi a entrevista de emprego?”
Ava balançou a cabeça desanimada, sem confiar em si mesma para falar. A preocupação deve ter aparecido em seus olhos porque Erasmi imediatamente a puxou para um abraço confortante.
“Está tudo bem,” ele murmurou em seu cabelo. “Devem existir outras opções melhores para você.”
Ava assentiu contra seu peito, mesmo sentindo uma pontada de culpa.
Erasmi recuou ligeiramente, estudando seu rosto. Ele alcançou o bolso de seu paletó e tirou um arquivo, estendendo-lhe com um sorriso gentil.
“O que é isso?” Ava perguntou, sem fazer movimento para pegá-lo.
“Era um presente de casamento,” Erasmi disse, seus olhos brilhando de afeto. “mas as coisas mudaram tão rapidamente que eu esqueci de dar. Eu planejava devolver quando voltássemos, mas então você tinha essa entrevista de emprego marcada e estava tão animada com isso…”
O coração de Ava deu um salto. Ela pegou o arquivo com mãos trêmulas e o abriu devagar, seus olhos percorrendo o conteúdo. Era a escritura do maior edifício comercial da cidade.
“Erasmi, isto é…”
“É para você. Eu sei que você estava planejando começar seu próprio negócio antes de ficar doente e então tudo desabou. Então, agora que tudo está de volta aos trilhos, eu acho que você pode considerar recomeçar tudo…”
Ava sentiu lágrimas brotarem em seus olhos. O gesto era tão atencioso, tão generoso. Tão… confiante. Ela balançou a cabeça, “Eu não posso aceitar isso. Eu não me casei com você pelo seu dinheiro, Erasmi. Ou pelo que você poderia fazer por mim. Eu… não posso aceitar isso.”
Erasmi sorriu e seus olhos se suavizaram enquanto ele segurava seu rosto com as mãos. “Eu sei, Ava. Mas isso não é sobre dinheiro. É sobre te dar a oportunidade de seguir seus sonhos. Eu quero que você tenha a liberdade de ser quem você nasceu para ser.”
Ava sentiu um nó em sua garganta, o peso de suas palavras pesando fortemente em seu coração. Ela queria contar tudo a ele, explicar o turbilhão dentro dela, mas o medo a reteve. Como ela poderia arriscar perder isso, perdê-lo?
“Eu não sei o que dizer,” ela sussurrou, sua voz carregada de emoção. “Você já me deu tanto.”
Erasmi a puxou para outro abraço, seu abraço quente e reconfortante. “Apenas diga que você vai pensar sobre isso. Sem pressão, sem pressa. Eu acredito em você, Ava. O que quer que você escolha fazer, eu te apoiarei.”
E essas palavras que deveriam ter confortado ela, dado esperança para o futuro, a esmagaram, se assentando em seu coração como uma pedra.
Enquanto eles ficavam ali, envoltos nos braços um do outro, Ava fez um voto silencioso a si mesma. Ela encontraria uma maneira de proteger essa felicidade.