Marido Com Benefícios - Capítulo 567
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567: Uma Carta 567: Uma Carta Gabe subiu as escadas do porão, limpando as mãos em um pano enquanto emergia na sala de estar mal iluminada. Ele fez uma pausa, seu olhar caindo sobre a Outono, que estava sentada no sofá com suas roupas de ginástica, com os olhos distantes e nublados de preocupação. Ela nem sequer percebeu sua chegada. Isso era estranho. Por que ela ainda não havia trocado de roupa?
Caminhando até ela, ele percebeu que ela olhava para o espaço e levantou uma sobrancelha, colocando a mão em seu ombro. “O que aconteceu?”
Outono piscou, como se voltasse à realidade, mas não disse nada, seu olhar aflito enviando a ele um olhar devastado antes de seus olhos desviarem para a mesa de centro onde uma carta estava.
Gabe seguiu seu olhar e se moveu para pegar a carta da mesa. Era do tribunal.
“Ele entrou com um pedido de custódia exclusiva.”, sua voz tremeu enquanto ela falava as palavras em voz alta, assustada com o peso das palavras que ameaçavam sobrecarregá-la. Ela sabia que esse dia chegaria. Especialmente quando Gabe tinha se livrado do caso criminal que ele havia arquivado.
Engolindo em seco, ela o olhou. Seu olhar calmo lhe deu esperança enquanto ele falava, “Nós esperávamos isso, Outono. Não se preocupe.”
Outono assentiu, sua voz mal acima de um sussurro. “Eu não sei o que fazer, Gabe. Ele tem dinheiro, advogados… e eu sou apenas… eu.”
“Você não é apenas você, Outono. Eu também estou aqui.” Gabe sentou-se ao lado dela, colocando a carta cuidadosamente de volta na mesa. Ele pegou suas mãos nas dele, apertando-as de forma tranquilizadora.
“Nós vamos lutar contra isso,” ele disse firmemente. “Você não está sozinha nisso, Outono. Nós vamos superar isso juntos.”
Uma lágrima escorreu pela bochecha de Outono, e ela rapidamente a enxugou com as costas da mão. “Mas e se a gente perder? E se ele a levar de mim? Quando ele ficou quieto por tanto tempo… Eu pensei que ele tivesse desistido e… Eu acho que fui otimista demais…Você viu o fim da intimação. Se ele ganhar o caso, então ele levará Arabelle. Eu sei que podemos solicitar novamente, mas não posso correr o risco. O que ele faria com ela se ela ficasse sozinha com ele. Eu não posso perder ela. Eles já revogaram o fato de que ele renunciou os direitos. Isso estava a nosso favor.”
Gabe desviou o olhar mesmo enquanto deixava sua cabeça descansar em seu ombro… finalmente era hora de ele fazer a pergunta que vinha esperando para perguntar a ela.
“Outono… por que ele renunciou os direitos em primeiro lugar. Mesmo que ele e sua mãe se divorciassem, ele poderia ter insistido na custódia compartilhada.”
Outono franziu a testa. E tentou lembrar. Aqueles dias, tudo o que tinha acontecido estava fresco em sua mente…
“Eu acho que ele fez um escândalo sobre a custódia compartilhada. Ele até tentou forçar minha mãe difamando-me e culpando-me para que ela desistisse do divórcio. Eu tinha certeza de que ela perderia, mas então… algo aconteceu. Eu não sei o que… Mas ele renunciou os direitos e até concordou em deixar a casa e um divórcio amigável.”
“Mas você não sabe por quê?”
Outono balançou a cabeça. Ela apenas sentia alívio por ter acabado, que sua mãe e sua irmãzinha finalmente estavam seguras.
Gabe suspirou profundamente, sua mente correndo com possibilidades. Ele sempre suspeitou que havia mais na história, algo escondido que havia forçado aquele homem a recuar. E agora, a história de Outono parecia coincidir com suas suspeitas.
“Ok,” Gabe disse suavemente, esfregando suas costas gentilmente. “Precisamos descobrir o que aconteceu naquela época. Pode haver algo que podemos usar, algo que nos ajudará a manter Arabelle com você.”
“O que você quer dizer?” Outono perguntou devagar.
“Isso significa que sua mãe tinha algo sobre ele que ela usou para se livrar dele.”
“Minha mãe?” Ela franziu a testa. “Minha mãe não era tão astuta.”
“Ela era uma mulher que precisava proteger suas filhas, Outono. Ela teria ido a qualquer extremo. Tente pensar bem se ela mencionou algo…”
Outono balançou a cabeça. “Minha mãe nunca falou sobre isso. Eu… Eu acho que foi por minha causa. Eu só queria seguir em frente de tudo que aconteceu e não lembrar de nada.”
Gabe suspirou. E tentou pensar. Ele tinha a sensação de que o que quer que fosse, poderia estar nesta casa. Era o que seu instinto lhe dizia. Ele lembrou do roubo daquela noite…
“Você acha que há alguém que possa saber? Algum amigo da sua mãe, ou talvez algum lugar em que ela confiava para esconder coisas?”
“Outono pensou por um momento, sua testa se concentrando em concentração. “Havia… havia uma amiga, a Sra. Jenkins. Ela e minha mãe eram muito próximas. Se alguém sabe, seria ela.”
Gabe assentiu. “Então precisamos procurá-la…”
“Mas ela se mudou no ano passado… Eu não conheço ninguém que ainda possa estar em contato com ela. Ela enviou uma carta de condolências quando a minha mãe faleceu…”
Ela fez uma pausa. “Eu nunca mexi nas coisas da minha mãe. Talvez ela tenha deixado aqui, no quarto dela. Eu acho que coloquei a carta da Sra. Jenkins lá também. O endereço dela estaria na carta. E se minha mãe deixou uma dica, estaria no quarto. Eu vou procurar agora.”
Ela se levantou e correu para o quarto da mãe, deixando para trás o Gabe, que já estava fazendo uma ligação. Ele precisava investigar a pessoa que tinha lidado com o divórcio do homem. Esse advogado poderia ter uma ideia do que fez seu cliente recuar.
E outra coisa que eles precisavam agora era algo que Outono não havia prestado atenção. A única maneira certeira de se livrar do homem era provar em tribunal que ele era um perigo para Arabelle. E a única maneira de fazer isso era expor feridas antigas. Somente quando a verdade sobre o divórcio dos Savoys fosse revelada e o homem colocado atrás das grades, seria possível se livrar desse problema para sempre…