Marido Com Benefícios - Capítulo 341
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341: Um Rival? 341: Um Rival? Ian respirou fundo, lembrando-se de suavizar a intensidade. Ele precisava não assustar quem estivesse à porta com uma expressão assassina. O toque incessante da campainha sugerindo a impaciência crescente do visitante, como se ele houvesse decidido manter o dedo colado à campainha. Franzindo a testa, Ian caminhou em direção à porta impacientemente.
O homem, que acabara de levantar a mão para bater, agora estava paralisado, seu olhar fixo em Ian. Ian encontrou o olhar curioso do homem com um inabalável próprio. Ele notou um vislumbre momentâneo de surpresa no rosto do visitante, como se encontrar Ian não fizesse parte do cenário esperado. Os olhos do homem passaram de Ian para o número da porta e então de volta para Ian.
Com um leve aperto dos olhos, a expressão do homem mudou, um olhar sutil se formando enquanto seus olhos penetravam nos de Ian. Sem preâmbulos, ele perguntou, “É aqui a casa da Isabella?”
Com uma sobrancelha erguida diante da abruptidão da pergunta, havia algo na maneira do homem que acionou alarmes na mente de Ian. A hostilidade mal disfarçada no olhar do homem não escapou à percepção de Ian, e estava claro que esse encontro poderia não ser uma visita casual.
“Sim, é,” respondeu Ian, mantendo uma compostura precavida. “E você é?”
A pergunta de Ian fez os lábios do homem se apertarem em uma linha fina. Ignorando-o agora, o homem de fato ousou dar um passo para dentro, como se fosse o dono do lugar. Com um movimento simples, Ian bloqueou seu caminho, posicionando-se firmemente no meio da porta, impedindo efetivamente o avanço do homem.
O rosto do homem se contorceu em irritação, sua polidez mal velada substituída por uma grosseria indisfarçada.
“Saia do meu caminho,” ele exigiu, seu tom carregando uma borda arrogante.
Ian simplesmente deu de ombros, sua expressão impassível diante da tentativa do homem de intimidá-lo, “Eu não me lembro de ter te convidado para entrar. Declare seu propósito.”
Os olhos do homem se estreitaram com uma mistura de frustração e raiva. Ignorando a pergunta de Ian, ele fez outra tentativa de passar por ele, roçando no ombro de Ian em uma mostra flagrante de desrespeito. O maxilar de Ian se apertou, mas ele manteve a compostura.
“Isabella Ruffalo! Isi! Isi!!” o homem chamou, elevando sua voz como se invocá-la magicamente lhe concedesse acesso para entrar ou que ela se materializasse ali.
A paciência de Ian se esgotava. “Você não pode simplesmente ir entrando. Espere aqui se precisar. Isabella estará de volta em breve.”
O homem riu debochado, um sorriso condescendente surgindo em seus lábios. “Eu não aceito ordens suas. Saia do lado.”
O olhar de Ian permaneceu firme, e com um tom calmo, porém assertivo, declarou, “Você não vai entrar sem a permissão da Isabella.”
Inflexível, o homem franziu a testa e tentou mais uma vez forçar a sua entrada, antes de se afastar com um carranca.
“Tudo bem. Eu vou esperar aqui!”
A voz de Isabella cortou a tensão, ecoando de dentro da casa, “Quem é?”
A carranca do homem se aprofundou enquanto Isabella aparecia atrás de Ian. Seus olhos se arregalaram de surpresa, e então uma leve carranca tomou seu rosto ao reconhecê-lo.
“O que você está fazendo aqui?” ela perguntou, o tom misturando irritação e desânimo.
O homem riu debochado e revirou os olhos, falando com desprezo,”O quê? Não esperava ser pega?”
Sem dar-lhe uma resposta, Isabella se virou para Ian e disse, “Obrigada por ter vindo mesmo que não precisasse.”
Ian, curioso sobre a conexão entre o homem lá fora e Isabella, estava prestes a perguntar quando Isabella sutilmente balançou a cabeça, um sinal para que ele ficasse calado.
A interação não passou despercebida pelo homem e ele riu sarcástico antes de passar por Ian, batendo em seu ombro ao passar, e seguiu direto para dentro da casa. Sem esperar um convite, ele fez seu caminho em direção a um cômodo, presumivelmente o de onde Isabella tinha saído.
Ian observou enquanto Isabella deixava o outro passar embora ela não parecesse muito feliz com isso.
“Eu agradeço sua ajuda, Ian, mas eu resolvo daqui. Obrigada de novo,” disse Isabella, suas palavras transmitindo um ar de finalidade.
Antes que Ian pudesse protestar ou perguntar mais, Isabella fechou a porta com um movimento rápido e deliberado, deixando-o sozinho na soleira da porta. O pesado baque da porta fechando ecoou pelo espaço tranquilo, deixando Ian confuso e um pouco perplexo no silêncio repentino.
Ian olhou para a porta fechada com uma sobrancelha erguida. Por que ele de repente se sentia como se tivesse sido usado e descartado.
Ele olhou para si mesmo e se perguntou o que deveria fazer a seguir. Seu paletó estava lá dentro, junto com suas chaves e telefone.
Enquanto Ian ponderava sobre seu dilema, uma realização o atingiu como uma piada cômica. Ele estava ali, sem o essencial. Justo quando pensava no seu próximo passo, a porta se abriu, e Isabella estava lá segurando seu paletó, chaves e telefone.
“Aqui,” ela disse secamente, entregando-lhe os itens. Seu olhar era frio, não revelando nada do drama que se desenrolara dentro.
Ian pegou as coisas, sua expressão uma mistura de confusão e gratidão. “Obrigado, eu acho. Alguma chance de uma explicação?”
Os olhos de Isabella se estreitaram, e ela falou com um ar de finalidade, “Isso não é da sua conta. Adeus, Ian.”
Antes que pudesse pronunciar uma palavra de agradecimento ou protesto, a porta se fechou novamente, desta vez mais deliberadamente. Ian piscou, sua perplexidade crescendo. “Bem, isso foi… inesperado,” ele murmurou para si mesmo.
Sacudindo a cabeça, ele deu de ombros e se afastou. Ele já tinha oferecido ajuda e se ela não a aceitava, ele realmente não podia forçá-la a aceitar nada. Ele já tinha cumprido seu dever então sua culpa se foi.
No entanto, uma pontada de uma emoção desconhecida o puxava, algo que ele não conseguia nomear. Seus passos pareciam mais pesados, como se ele estivesse incerto sobre querer partir e não se sentisse confortável com a tensão não resolvida deixada na porta de Isabella. Com um respirar fundo e um sacudir de cabeça, ele retornou decisivamente ao seu carro, trancando os sentimentos que não compreendia.
Claro, Ian não poderia ter entendido o sentimento ou reconhecê-lo já que nunca havia se familiarizado com ciúmes no passado…