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MAGO Supremo - Capítulo 188

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  3. Capítulo 188 - 188 Uma Perspectiva Diferente 188 Uma Perspectiva Diferente
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188: Uma Perspectiva Diferente 188: Uma Perspectiva Diferente Ao ouvir essas palavras, Lith finalmente entendeu a mudança de coração de Phloria. Se por um lado achava consolador que não teria que suportar um amor de cachorrinho insípido, por outro se sentia ofendido.

“Você realmente sabe como conquistar o coração de um homem.” Sua voz transbordava de sarcasmo.

“Eu não recebi tantos insultos de uma vez desde aquela vez que cobrei o triplo pelo preço da cura a um comerciante por ele ser um babaca.”

Suas palavras fizeram Phloria soltar uma risada, mas ela não o deixou ir, nem ele tentou afastá-la.

“Eu não te insultei. Eu apenas afirmei a verdade. Te desafio a negar qualquer coisa que mencionei.”

“Bem, sim. Mais um motivo pelo qual você não deveria me considerar material para namorado. Especialmente depois de ouvir minha história. Apesar de ter apenas doze anos, eu já sou uma bagunça. Se você quer se divertir, pode achar muito melhor.”

“Isso não é verdade!” Ela o segurou ainda mais forte, como se estivesse tentando consolá-lo
“Primeiro, você não é meu namorado. Temos muito tempo para nos conhecermos melhor, vamos usá-lo sabiamente. Segundo, você é meu melhor amigo na academia por mais de um motivo. Por trás dessa postura cínica, você é gentil e prestativo.

Não importa quantas vezes tropeçamos e caímos, você sempre estava lá, estendendo a mão para nos ajudar a levantar. Você até fez isso durante o exame simulado depois que te tratamos como um lixo e quase te levamos junto conosco.

Você causou uma grande impressão em mim naquela época. Por isso, entrei para o seu grupo depois.”

Além de Solus e sua família, ninguém nunca havia dito palavras tão gentis a Lith.

– “Eu ficaria comovido se ela não estivesse totalmente errada.” Ele pensou.

“Eu ajudei eles apenas porque entendi o verdadeiro objetivo do exame e tive que enganá-los, já que sabia que estávamos sendo observados. Ela é igual à Quylla, enxergando alguém que não sou eu.”

“Não, ela não é.” Solus objetou.

“Phloria passou muito tempo com você, falando com você, ao invés de apenas ficar te observando de longe. Ela também notou seus esforços para cuidar das pessoas ao seu redor, tanto quanto seus defeitos.”

“Além disso…” Phloria acrescentou.

“Não pense que eu não sou grata a você por continuar a me segurar mesmo depois de tudo o que eu disse e por não retrucar que eu sou tão plana quanto uma tábua.”

Lith tinha medo de que ela estivesse realmente pescando por elogios, mas Phloria começou a rir de sua própria piada e ele se juntou alevemente a ela.

– “Sim, é triste que com a sua físico, um sutiã B é quase imperceptível. Com a idade e altura dela, duvido que possa melhorar muito nesse aspecto.”-
“Obrigado por fingir que não viu nada naquela época…”

“Eu não sei do que você está falando”. Lith mentiu descaradamente, mas Phloria o ignorou.

“… mas jurar sobre a cabeça de seus irmãos foi realmente sem-vergonha. Será que você realmente achou que eu não notaria?”

“Um homem pode tentar”. Ele deu de ombros.

“Deus, você realmente é como minha mãe.”. Phloria o afastou, fingindo estar com raiva.

“Bem, ‘mamãe’, espero que vamos nos dar bem. Não fique grudenta em mim, eu ainda te considero apenas uma amiga. Tente se comportar como Yurial comigo e eu irei te dar um chute.”

Quando Phloria se acalmou, ela e Lith voltaram para a sala de aula das matérias obrigatórios para a última aula do dia. Depois de botar tudo para fora, Phloria se sentia leve como uma pena.

Pelo contrário, Lith estava sombrio e desapontado, mas nada disso apareceu em seu rosto enquanto eles continuavam a conversar despretensiosamente. A risada de Solus ao seu custo com certeza não ajudou.

– “E eu que pensava que meu charme maduro tinha impressionado ela. Phloria não está procurando por um namorado, está mais para uma figura paterna enquanto ela está na academia.”

“Mais parecida com uma figura materna, meu querido aspirante a Casanova.” Solus não conseguia parar de rir.

“As palavras dela, não as minhas. Mas não é melhor assim? É como se tivesse ganhado uma nova irmã que afastará todas aquelas caçadoras de fortunas que te importunavam até agora. Você não parece um pouco desapontado demais para alguém que não gosta de Phloria como uma menina?”

“É questão de orgulho. Mesmo se eu acabar rejeitando uma menina, ser cortejado é sempre lisonjeador. Prefiro ser desejado como um menino do que cobiçado como uma mãe galinha.”-
Quando eles se sentaram em suas mesas, Yurial piscou para ele e fez sinal de positivo. Em sua mente, seus dois amigos agora tinham um novo e íntimo conhecimento um do outro. Quylla não sabia como enfrentar Phloria, que não parecia notar sua aflição, cumprimentando-a com um sorriso radiante como sempre fez.

– “Me desculpe querida,” Phloria pensou. “mas você ainda tem doze anos. Você tem quatro anos para decidir o que fazer com a sua vida e provavelmente vai acabar trabalhando em um ambiente seguro, como a academia ou um grande hospital.

Eu tenho pouco mais de um ano para realizar tantas coisas quanto eu puder da minha lista de desejos. Espero que você aprenda com essa experiência. Como nossa mãe sempre diz: quando você ver um homem bom, faça seu lance ou outra pessoa o fará.”-
Phloria estava bem ciente dos sentimentos de sua irmã adortiva, mas considerava apenas uma paixão infantil. Durante todo o tempo que se conheciam, Quylla sempre foi passiva, conseguindo falar com Lith apenas sobre tarefas escolares e magia.

Já Phloria, apesar de não saber por que a presença dele a fazia se sentir segura, estava determinada a entender seus próprios sentimentos e a deixar que a resposta, fosse qual fosse, guiasse seu caminho.

Quando o segundo gongo soou, uma mulher rechonchuda entrou na sala de aula. O alvoroço dos alunos parou imediatamente. A atenção deles foi para a recém-chegada.

Ela não era bonita nem intimidadora, muito pelo contrario. Estava nos seus quarenta e tantos anos, tinha cerca de 1,54 metros de altura com cabelos loiros longos com nuances de preto que chegavam até os quadris.

Seu sorriso era contagiante e tinha um rosto redondo e jovial que as pessoas considerariam muito mais adequado para um padeiro vendendo doces do que para uma poderosa maga. Ao contrário de todos os outros professores, suas roupas e robe não eram brancos puros, mas sim de um preto profundo.

“Boa noite, caros alunos. Meu nome é Calyn Zeneff e neste trimestre serei sua professora convidada para o curso de necromancia. Como provavelmente já notaram pela minha roupa, normalmente dou aulas na Academia do Grifo Negro.

Nossas instituições concordaram com um programa de intercâmbio para os professores para que possamos aprender uns com os outros e melhorar o relacionamento entre nossas escolas.”

Ela caminhou lentamente pela sala de aula, estudando as reações dos alunos.

“Antes de começarmos nossa aula, é melhor se eu responder todas as perguntas que normalmente surgem na cabeça daqueles que ouvem a palavra ‘necromancia’ pela primeira vez. Não, não é uma disciplina proibida, nem os necromantes se escondem durante a noite para sequestrar bebês e virgens.

“A necromancia é apenas uma disciplina mágica como qualquer outra. Nós necromantes temos nossa péssima reputação graças à ignorância, superstição e algumas maçãs podres.

Lembre-se, não importa se você é um Mestre da Forja ou um Mago de Guerra, os únicos feitiços que são considerados proibidos nos três grandes países são aqueles que usam seres humanos vivos como materiais ou exigem trocar vidas por poder.

O que vou ensinar são os fundamentos da necromancia, suas leis e usos práticos no campo de batalha. Por causa da natureza do meu tema, meus colegas aqui do Grifo Branco me apelidaram de ‘a anti-Rudd’.

Assim como para a magia dimensional, passar neste curso vai influenciar suas notas gerais, mas não afetará de maneira alguma suas chances de se formar. Além disso, enquanto a matéria do Rudd é longa e complicada, a minha será relativamente curta e fácil.

Vamos começar com uma breve introdução. Devido às implicações morais e legais de usar cadáveres como ferramentas, a necromancia pode ser considerada um ramo realmente especial da magia. Os feitiços de nível um a três são considerados necromancia básica, e é isso que vou ensinar.

Níveis quatro e cinco consistem em necromancia avançada, que requer entrar para o exército real ou o corpo da Rainha para ser ensinado, e magia proibida, cuja prática é um crime capital nos três grandes países.

A necromancia básica envolve temporariamente transformar um cadáver em um morto-vivo para servi-lo como um guarda, força de trabalho ou um batedor. É muito útil para os guardas e magos que gostam de voar sozinhos.

A necromancia avançada permite criar permanentemente escravos mortos-vivos que servirão até serem destruídos ou ficarem sem magia. Esta disciplina não é ensinada em academias nem pela Associação dos Magos.

Somente a Coroa tem permissão para ter um exército, sejam pessoas vivas ou não, não importa.

Transformar vocês mesmos ou outros em vampiros ou lichs, ao contrário, isso é magia proibida e como tal é um crime capital. Também vou explicar por que a necromancia é tão rigorosamente regulamentada, quais são seus riscos e como se defender contra ela.

Vamos começar com uma pequena demonstração.”

Com um estalar de dedos, a Professora Zeneff tirou o esqueleto de um rato de seu anel dimensional.

“Normalmente seus sujeitos não serão tão limpos. Eu propositalmente removi todas as partes desnecessárias para evitar que a maioria de vocês vomite. Estou dizendo isso porque a necromancia é inútil se o cadáver for mais velho que cinco dias.

Depois desse tempo, as chances de sucesso diminuem rapidamente. Somente corpos frescos podem ser transformados em mortos-vivos. Coisas como necromantes erguendo cemitérios inteiros são apenas folclore e contos de fada.”

Lith franziu a testa, se tornando mais pensativo quanto mais discrepâncias encontrava com o que Kalla o havia ensinado
– “Cinco dias? Os cadáveres que a Kalla guarda na floresta têm pelo menos meses. Até mesmo aqueles que eu levantei de volta na zona de quarentena estavam mortos há semanas.” Lith pensou.

“A boa notícia é que eu já posso me dar muito bem nesta aula, a má notícia é que parece ser uma perda colossal de tempo.”–
A Professora Zeneff lançou seu feitiço, permitindo que Lith percebesse as primeiras diferenças entre a verdadeira e a falsa necromancia. Quando Lith criava um morto-vivo, ele enviava um único tentáculo de magia das trevas no cadáver, criando um núcleo de sangue.

Ao adicionar uma faísca de magia da luz durante o processo, ele imprimia a criatura com sua força vital e a vinculava à sua vontade.

A Professora, ao invés disso, havia criado uma densa névoa de energia escura que entrava e saía do esqueleto do rato, como se estivesse procurando algo. Em poucos segundos, a névoa foi completamente absorvida pelos ossos e uma luz vermelha brilhou nas cavidades oculares vazias.

Antes do processo ser concluído, Zeneff executou um segundo feitiço que deixou uma marca brilhante na cabeça da criatura. A turma ofegou enquanto o morto-vivo alongava seus membros produzindo um som de chocalho estranhamente divertido.

“Isto é o que é considerado um sucesso.” A Professora mandou o rato fazer uma volta na classe com um simples aceno de sua mão.

“Como podem ver, a criatura é perfeitamente funcional e obedece a todos os meus comandos. Ao contrário de todas as outras disciplinas que vocês estudaram antes, a necromancia não é tão simples quanto apontar e disparar. Ela envolve força de vontade e o uso de múltiplos elementos mesmo em seu primeiro nível.”

Um segundo estalar de dedos produziu uma gaiola de metal contendo um segundo esqueleto de rato. Ela repetiu o feitiço de escuridão, mas desta vez não realizou o de luz. O novo morto-vivo entrou em fúria, batendo contra as barras com toda sua força, tentando alcançar Zeneff.

“Isto, ao contrário, é uma aberração. Acontece quando o mago, por incompetência ou falta de força de vontade, permite que a criatura saia descontrolada. Normalmente, sua primeira vítima é o próprio necromante.”

Enquanto ela falava, o morto-vivo continuava emitindo um som agudo que se assemelhava ao choro de uma criança. Ele se lançava contra as barras vez após vez, até cacos de osso começarem a cair na mesa da professora.

“Criar e controlar um morto-vivo requer concentração. Quanto mais forte sua criação, mais difícil será de controlar. Morda mais do que pode mastigar, seja por poder puro ou números e é isso que acontece.” Ela apontou para a gaiola.

“No meu tempo, quando a necromancia era ensinada durante o primeiro ano, muitos alunos morreram pelas patas desses pequenos monstros que eles mantinham como animais de estimação.”

Uma garota de aparência familiar levantou a mão.

“O que está em sua mente, senhorita…?”

“Senhora Mirna Kratic.” Ela fez uma profunda reverência para a Professora.

“Por que alguém iria querer uma coisa dessas?” Mirna não conseguia parar de virar a cabeça para ficar de olho nos dois ratos mortos-vivos.

“Excelente pergunta, Senhora Kratic. A resposta é: por poder e controle. Era uma maneira de mostrar o talento de alguém e ter guarda-costas leais 24/7. O bullying torna os mortos-vivos muito mais atraentes do que os vivos.” Zeneff suspirou.

A Professora fechou os olhos, respirando profundamente. De repente, o primeiro morto-vivo correu em direção à Mirna. Ele pulou em sua mesa e disse:
“Além disso, principalmente por causa disso.”

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