MAGO Supremo - Capítulo 173
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173: Maquinando 173: Maquinando Academia Grifo Branco, escritório do Diretor Linjos.
De sua mesa, Linjos estava examinando os dados que chegavam através da rede mágica da academia. Mal havia passado um dia, e o número de grupos participando do teste já estava quase pela metade.
Foi bem pior do que ele previu, mas olhando os relatórios de seus subordinados, ele não podia duvidar que seu método fosse a escolha certa.
– “Professor Trasque está certo, muitos alunos não têm experiência em combate. Preciso investir mais pessoal e recursos nas aulas de ‘Teoria da Magia de Combate’. O exame simulado ajudou os alunos apenas até certo ponto.
“O cenário era muito simples e, sem lesões reais, muitos deles subestimaram os riscos. No próximo ano, tenho que introduzir monstros humanoides mais cedo e fazer os professores deixarem os alunos se machucarem um pouco, ou estarei de volta à estaca zero.” – Ele pensou.
Seu amuleto de comunicação chamou sua atenção, assim como a runa brilhando devido à chamada recebida. Linjos não conseguia evitar um arrepio sempre que a Rainha o chamava.
“Vossa Majestade, a que devo a honra desta chamada?” Ele se levantou, fazendo uma reverência profunda a ela.
“Linjos, qual é o significado desses números? Você realmente vai reprovar dois terços dos alunos do quarto ano?” Rainha Sylpha ignorou a etiqueta, sem usar o título dele ou dar um aceno de cabeça em resposta.
A voz dela não estava com raiva, mas preocupada.
“A resposta à sua segunda pergunta é não.” Ele respondeu com um tom firme.
“A primeira, no entanto, é uma pergunta complicada e requer uma resposta complexa. Preciso da sua permissão para falar livremente.”
“Concedido.” Sylpha acenou positivamente sem hesitação.
“Os números nos dizem que dois terços dos alunos são covardes, mal preparados para o combate, trapaceiros ou tudo isso junto. Vinte por cento desistiram assim que souberam que suas vidas estariam em risco.
“Esses magos não podem ser avaliados acima de B, porque aqueles que se consideram ter muito a perder podem ser facilmente intimidados ou convencidos a mudar de lado. Confiar a eles informações vitais ou missões seria um tiro pela culatra, uma vez que prefeririam desistir a lutar e correr o risco de morrer.
“Outros vinte por cento congelaram à vista de sangue ou recusaram denunciar seus opressores, apesar da clara intenção de usá-los como escudos humanos. Ambos os tipos são ativos inúteis. Os primeiros não são adequados para o combate, os segundos são covardes sem espinha dorsal.
“Os últimos vinte por cento são aqueles que tentaram subornar ou ameaçar seus supervisores para obter proteção e uma saída segura da masmorra. O comportamento deles fala por si só.
“Não planejo reprovar todos eles, sempre há o terceiro teste e o próximo ano para provarem que são melhores do que isso. Meu objetivo é apenas dar-lhes um vislumbre da vida real. Muitos desses jovens mestres e damas, exceto alguns desviantes, nunca sujaram as mãos, sempre delegando aos seus criados.
“O problema com os métodos de ensino anteriores é que eles enfatizavam a teoria e memorização em detrimento da praticidade. Na verdade, a taxa de mortalidade dos formandos sempre foi muito alta, independentemente da academia de onde vieram.
“Os métodos antigos criavam principalmente mágicos de salão, bons apenas para frequentar eventos sociais e ostentar sua instrução superior. A minha, por outro lado, vai separar o joio do trigo. Não é o destino que importa, mas apenas o que eles aprendem durante a jornada.”
A Rainha ponderou por um tempo antes de concordar com ele.
***
Casa Lukart, aposentos privados do Arquimago Lukart. Antes do início do segundo exame.
“Você tem certeza de que está tudo configurado corretamente?” Lukart perguntou.
“Não tenho certeza de nada neste momento.” A voz de seu amuleto de comunicação respondeu.
“Depois da bagunça que você fez durante a praga, Linjos não confia em ninguém. Ele usou alunos do quinto ano em vez de professores como supervisores, cortando nosso acesso à maior parte dos preparativos para o segundo exame.”
“Estou cansado das suas desculpas, Yurial Deirus tem que morrer ou ambos estamos acabados. O pai dele está me desmascarando, é apenas uma questão de tempo antes que ele me encurrale de vez. Com a morte de Yurial, não só Deirus será forçado a se concentrar em encontrar um substituto, mas também desviará a atenção dele para Linjos, responsabilizando-o.”
“E estou farto da sua loucura!” A voz retrucou, ardendo de raiva.
“Não tenho como saber qual caminho o grupo de Yurial tomará, nem a capacidade de impedir que o supervisor dele use a pulseira que Linjos forneceu para retornar ao salão principal em caso de perigo ou ferimentos graves.
Você tem que rezar para seus ancestrais para que ele encontre criaturas fortes o suficiente para dizimar seu grupo antes que seu supervisor possa intervir.”
A comunicação foi interrompida, deixando Lukart batendo a cabeça na mesa em desespero. Mais uma vez, ele teve que apostar tudo na sorte, na esperança de que o garoto do quinto ano tivesse azar e fosse incompetente.
***
A mente de Lith acessou a Soluspedia, reconhecendo instantaneamente seu novo oponente de um dos bestiários da academia. Era um Kroxy, uma forma rara que crocodilos e jacarés podiam alcançar após evoluirem para bestas mágicas.
Em vez de se tornar apenas uma versão maior e mais inteligente do réptil original, capaz de usar magia da água e da terra, um Kroxy desenvolveria uma fisiologia humanoide, ganhando a habilidade de usar armas.
Lith deu um passo à frente, pronto para intervir. Linjos havia o avisado sobre o ambiente selvagem e imprevisível da masmorra. O teste era sobre a habilidade de superar o trauma do primeiro assassinato de um ser humanoide.
Os goblins fracos e sem magia eram apenas um aperitivo, seguidos pelos ogros muito mais fortes e perigosos, que ainda usavam magia falsa, tornando-os um oponente que o grupo de Phloria ainda podia enfrentar.
– “Uma besta mágica rara capaz de usar magia verdadeira, no entanto, não é algo do nível deles. Inferno, talvez até seja acima do meu.” Lith pensou.
“Em um ambiente tão úmido, cercado por pedras, não há muito o que eu possa fazer. Mesmo usando todo o poder da magia de fusão é inútil. A coisa pesa pelo menos meia tonelada, mesmo com minha força aprimorada, ela pode me esmagar como uma mosca.”
“Sem falar no seu núcleo de mana ciano brilhante.” Solus apontou.
“O controle dele sobre os elementos mais abundantes é muito superior ao seu. Por favor, tenha cuidado.”–
Phloria ainda estava se recuperando da bola de fogo, ajudada por Quylla. Yurial nunca chegaria a tempo de lançar outra matriz, deixando Friya como a única pronta para lutar. Lith reuniu seus amigos erguendo uma barreira em volta deles e pegou o amuleto de Linjos.
Nenhum exame valia a sua vida, Lith nunca arriscaria ser morto por uma razão estúpida como orgulho ou uma nota.
O Kroxy, no entanto, não prestou mais atenção ao grupo. Em vez disso, continuou coletando os cadáveres dos ogros, armazenando-os nos amuletos dimensionais pendurados em seu cinto.
Os ogros na areia movediça ainda estavam vivos e, quando viram a besta caminhando em direção a eles, gritaram de terror. Os ogros eram muito mais parecidos com humanos do que os goblins, seus gritos arrepiavam a todos.
O Kroxy caminhou sobre a areia movediça como se fosse um terreno sólido, precisando apenas de uma mão para levantar um ogro antes de morder sua cabeça.
“É uma pena que eu não possa guardá-los vivos, eu gosto das minhas refeições com garra.”
“Ele fala!” Apesar de ainda estar atordoada, Phloria não pôde deixar de expressar seu espanto.
“Eu falo. E eu não sou uma coisa, filhote mal-educado. Meu nome é Phillard.”
– “Esta criatura não tem medo de falar na frente de humanos.” Lith observou.
“Ou ele é arrogante como Irtu e não se importa, ou é benevolente como Ryman ou Kalla.”–
“A propósito, o que você está fazendo aqui embaixo?” Phillard continuou.
“Mais especificamente, o que diabos está acontecendo? Quer dizer, eu não sou do tipo que olha um bife de presente no osso, mas geralmente não há goblins, ogros ou trolls na masmorra, apenas humanos. E vocês não parecem inimigos para mim.”
“Cheiro?” Yurial perguntou, incapaz de relaxar.
“Sim, o Senhor da montanha feita pelo homem e o Senhor da floresta têm um acordo. Quando o Senhor da montanha captura um intruso, depois que termina com eles, ele dá aos seus inimigos duas escolhas.
Uma morte rápida ou a masmorra, onde se tornam nossa presa. Você não faz ideia de quantos escolhem a masmorra, esperando encontrar uma saída. E geralmente eles conseguem, só leva de cinco a seis horas para sair da minha b*nda.”
Phillard emitiu uma risada gorgolejante, babando por todo o chão.
“Mas ele geralmente os marca com um cheiro distinto para facilitar para nós distinguirmos de seus servos. Vocês são servos dele?”
O grupo todo balançou a cabeça afirmativamente como um só.
“Se for verdade e vocês estão perdidos, basta pegar a primeira à esquerda, a terceira à direita e a segunda à direita depois daquela esquina e vocês encontrarão a porta para o castelo. Alguém irá abri-la para vocês.
Se vocês estiverem mentindo, ficarão presos aqui e eu vou devorá-los no jantar quando voltar.”
Ninguém ousava se mover, Lith manteve a barreira e o dedo no botão de fuga até que o Kroxy desaparecesse de sua visão, seus passos sumindo na distância.
Então, eles começaram a se mover em direção à saída, esperando que esse fosse seu último obstáculo.