MAGO Supremo - Capítulo 124
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124: Caos 124: Caos Derek acordou no que era inconfundivelmente um quarto de hospital. Mesmo com a cabeça confusa e a visão embaçada, ele sabia que só existia um lugar onde tanto branco poderia pertencer.
Os lençóis, a persiana, até as paredes e o teto eram brancos. Ele tentou esfregar os olhos, mas descobriu que o braço direito estava algemado ao lado da cama, enquanto o braço esquerdo estava tão pesado que ele não conseguia ter forças para levantá-lo.
– “Deve ser a morfina. Ou então eles me amarraram.” Ele pensou. A última memória razoável que ele tinha era de ter matado o desgraçado que havia assassinado o seu irmãozinho.
“Malditos policiais, não podiam simplesmente me deixar morrer? Não sei se é por causa do dano cerebral ou porque eles me drogaram pesadamente, mas que sonho mais louco.”
Ele sacudiu a cabeça, tentando clarear a visão.
“Um pouco absurdo demais, até mesmo para um sonho, no entanto. Poderes mágicos, uma garota mística consciente em uma torre, animais falantes e um Reino em perigo. Só faltou uma princesa vestida de rosa sequestrada por uma tartaruga cuspidora de fogo para ser mais ridículo.
Isso, ou eu encontrando meu final feliz com a garota na torre. Cara, mesmo se fosse tudo apenas na minha cabeça, ainda foi o relacionamento mais significativo que eu já tive.” – Ele zombou.
– “Sério? Eu nunca teria pensado que você pensava em mim dessa maneira.” – O rubor mental de Solus era tão forte que conseguia ultrapassar a barreira que normalmente mantinham para separar seus pensamentos mais íntimos.
Lith conseguiu evitar gritar de surpresa e embaraço apenas porque a persiana foi afastada pelo Professor Manohar, que veio verificar suas condições.
“Como está o meu paciente?” Ele perguntou. “Lembre-se, a única resposta aceitável é ‘bem e melhorando’. Se você morrer em mim, vai estragar minhas estatísticas.”
Professor Manohar?”, Lith ainda estava se recuperando do choque.
“Então, era tudo real?”
“Eu sei como isso parece, tal incidente, se quisermos chamar isso, acontecendo na academia Grifo Branco é simplesmente inacreditável, mas aconteceu. Estranho, eu regenerei perfeitamente a sua pele, mas você está todo vermelho até as orelhas.
Está sentindo algum desconforto, ou acabou de ter um sonho erótico?”
As sobrancelhas de Lith se franziram, enquanto sua memória finalmente voltava.
“Eu…”
“Apenas sim ou não. Não estou interessado nas suas fantasias.”
Lith corou ainda mais, mas desta vez de raiva, pela total falta de tato de seu curandeiro.
“Sem desconforto e sem sonhos eróticos. Obrigado pela preocupação. Por que estou algemado? Não me lembro de fazer nada que merecesse tal tratamento.”
“Você quer dizer a corrente? Não é um castigo, é apenas para evitar que você role para o lado errado. A ferida acabou de se fechar, ainda precisamos reimplantar o seu braço, afinal. Eu esperaria que um curandeiro experiente como você entendesse algo tão simples.”
Lith virou a cabeça abruptamente, tentando tocar o pequeno toco onde outrora estava seu braço, mas a corrente o impediu novamente.
Nesse ponto, Solus havia recuperado o suficiente sua calma para compartilhar suas memórias dos eventos mais recentes, colocando-o a par da situação.
“Quanto tempo eu estava inconsciente?”
“Algumas horas, é quase hora do almoço.” Manohar respondeu, logo antes de lançar uma série de feitiços de diagnóstico que fez Lith brilhar como uma lâmpada.
“Tudo parece bem. Seu corpo cura magnificamente, jovem. Continue assim e você receberá alta antes do jantar.” Manohar tirou seu amuleto comunicador, informando a Linjos que o paciente poderia receber visitas.
– “Lembre-se de agradecer direito aos seus amigos. Eles deram tudo para salvar sua vida antes de Manohar chegar.” Normalmente Lith teria objetado quanto ao abuso da palavra “amigos”, mas depois de ver as memórias de Solus, ele não se sentia mais tão certo disso.
“Uau, Quylla realmente socou Linjos. Era realmente tão perigoso me mover naquele momento?”
“Não, não era. Mas eu não posso culpá-la por ser protetora. Eu teria feito o mesmo.”
“Certo, então por que Manohar também socou ele? Ele não parece o tipo protetor.”
“De acordo com seus discursos enquanto ele terminava de te curar, Manohar sempre sonhou em bater em um Diretor e sair impune. Quylla simplesmente lhe deu a inspiração de que ele precisava. Ele mesmo disse a ela antes de conceder mais trinta pontos.
Você sabe, eu realmente gosto daquela garota. Eu não teria nada contra ela sendo sua amante até encontrarmos um corpo adequado para mim.” –
Outro poderoso rubor mental fez ele entender que ela não estava brincando, mas felizmente Linjos entrou em seu quarto, salvando dele esse constrangedor tópico. Lith nunca esteve tão feliz de ver o rosto longo e taciturno do Diretor.
Contrariando suas expectativas, atrás dele não havia vestígios de seus colegas de classe. Ele foi seguido pelo Professor Marth, e graças à audição aprimorada dele, Lith podia ouvi-los repetidamente pedindo desculpas a alguém.
“Pedimos profundas desculpas pelo que aconteceu com seu filho, mas como você verá, ele recebeu os melhores cuidados disponíveis em todo o Reino. A razão pela qual chamamos vocês aqui é para ajudá-lo a superar o choque de perder um braço.
Embora seja apenas uma condição temporária, isso poderia afetar seriamente sua mente e decisões futuras. Não queremos que ele desista da academia, seria uma perda muito grande. Por favor, sejam fortes.”
Lith ouviu um rosnado de seu pai, Raaz, interrompido por sua mãe, Elina, apressando Linjos para deixá-los entrar. Eles correram para o lado da cama de Lith, fazendo o melhor para não chorar ou encarar seu toco.
“Professor, por favor, diga-me que ele vai ficar bem.” Apesar de todos os esforços, os olhos de Elina estavam úmidos e sua voz estava trêmula. Raaz segurava a mão dela firmemente, buscando a força para parecer calmo e confiante para tranquilizar seu filho ferido.
“Não se preocupe, senhora. Estávamos prestes a reimplantar o braço dele.” Manohar disse, lançando um olhar sedutor para ela.
“Devo dizer, deve haver algo especial na sua linhagem.”
Lith começou a se xingar por dentro incessantemente. Talvez depois de olhar para ele e para os pais, o genial curandeiro Krishna Manohar havia notado alguma anormalidade causada por ele usar a Invigoração em toda a sua família para remover as impurezas dos seus corpos.
“Caso contrário, eu não posso explicar por que seu filho é tão talentoso, você é tão linda e até mesmo o querido avô de Lith é tão bem preservado apesar de sua idade.”
Naquelas palavras, Marth, Raaz e Linjos ficaram pálidos como fantasmas, enquanto a fúria tingia as bochechas de Lith de vermelho enquanto seus olhos eram reduzidos a fendas flamejantes. Ele não podia acreditar que seu estimado professor estava realmente dando em cima da sua mãe bem na frente dele.
Apesar da situação, Elina e Solus não conseguiram parar de rir.
“Ele é na verdade o meu pai.” A voz de Lith estava fria como pedra, fazendo Manohar engasgar de surpresa.
“Você é um homem de muita sorte, senhor.” Ele disse apertando a mão de Raaz, que estava mole de surpresa.
“Seu filho é uma criança corajosa, e sua esposa poderia ter arranjado alguém muito, muito melhor.”
Se o braço de Lith ainda não tivesse que ser reimplantado, Raaz provavelmente teria estrangulado ele pelas repetidas ofensas.
“Viu, velho?” Manohar disse dando tapinhas no ombro de Linjos.
“É por isso que eu te digo para nunca perder a esperança. Neste mundo ainda existem mulheres que não se importam muito com a aparência.”
Antes que a situação ficasse ainda mais humilhante, o professor Marth arrastou Manohar para longe.
***
Na cidade de Kandria, todos os hospitais e as consultas dos curandeiros estavam lotadas até a capacidade máxima, enquanto a guarda da cidade estava prendendo muitos cidadãos por crimes horríveis. As duas coisas tinham apenas uma coisa em comum: todos os envolvidos contavam histórias inacreditáveis para justificar o que havia acontecido.
Um homem afirmou que sua esposa pegou fogo enquanto cozinhava o almoço, uma mulher contou-lhes como seu irmão havia se transformado em um bloco de gelo ao conjurar água para lavar a louça.
Um curandeiro, normalmente acima de qualquer suspeita, estava tentando explicar como ele nunca pretendeu amputar a perna do seu paciente, ela simplesmente se transformou em um naco de carne depois que ele tentou curar uma fratura.
Mas o verdadeiro caos estava acontecendo na filial local da Associação dos Magos, onde muitos magos estavam relatando como eles haviam inexplicavelmente perdido seus poderes.