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Ligada a um Inimigo - Capítulo 644

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Capítulo 644: Já terminamos de falar agora?

Peter olhou para suas mãos no colo, mas um sorriso suave se espalhou por seus lábios e uma leve vermelhidão surgiu em suas bochechas.

Ele respirou fundo e ergueu o olhar para Myka.

“Não é muito justo que você consiga dizer coisas assim com essa cara séria,” ele disse.

O sorriso de Myka se alargou.

“É igualmente injusto que você consiga ficar tão fofo enquanto não me deixa te tocar,” ele disse.

Peter sorriu e desviou o olhar, limpando a garganta.

“Idiota,” ele sussurrou.

Myka se aproximou mais de Peter.

“Então, Peter… acabamos de conversar…” ele perguntou.

Peter olhou de volta, vendo Myka mais perto e a escuridão girando em seus olhos, o que fez seu estômago despencar e sua boca salivar.

“Não!” ele gritou enquanto pulava do sofá e ia até a mesa da cozinha. “Ainda há mais coisas que precisamos discutir.”

“Como o quê?” Myka perguntou, inclinando a cabeça.

“Como,” Peter começou respirando fundo e soltando o ar enquanto clareava a mente. “O que você vai fazer em Inverno? A longo prazo. Sua vida não pode girar em torno de mim. Tenho compromissos no hospital. Alguns dias trabalho longas horas e não estarei por perto para brincar com você.”

“Estou bem ciente disso,” Myka suspirou. “Peter, quando foi a última vez que você brincou comigo?”

“Eu disse que nosso relacionamento precisa ser sobre mais do que sexo,” Peter retrucou.

“Concordo,” Myka respondeu. “Mas eu não quis dizer apenas sexo. Quando foi a última vez que passamos um tempo juntos?”

Peter pensou, mas teve dificuldade em lembrar de um momento recente em que os dois estiveram sozinhos juntos. Claro, eles se encontravam todas as noites para jantar com as crianças e as outras famílias, e iam dormir juntos na maioria das noites, mas isso era tudo que ele conseguia lembrar.

A última vez que ele se lembrava de estar sozinho com Myka era no portal antes de os Lobos do Verão chegarem.

“Estivemos ocupados,” Peter disse, sentindo de repente que precisava explicar. “A guerra, o que veio depois. Você tem cuidado das crianças, da Alice e da Ashleigh. Eu estou atolado de pacientes e agora organizando a movimentação de tudo de volta para o hospital principal.”

“Eu sei,” Myka assentiu.

“Simplesmente não tem sobrado muito tempo extra,” Peter disse suavemente. “Não foi intencional.”

Myka sorriu e se levantou do sofá, aproximando-se devagar de Peter.

“Eu não estava reclamando, Peter. Estive aqui o tempo todo. Então eu sei por que não temos nos visto.”

“Então por quê… por que fez parecer que eu estava te ignorando?” Peter perguntou, frustrado. “Quando perguntou quando foi a última vez que brinquei com você?”

“Porque você disse que no futuro estaria ocupado demais para brincar comigo,” Myka sorriu, dando mais um passo em direção a Peter. “Eu precisaria encontrar outras coisas para fazer para não girar minha vida ao seu redor.”

“Bem, você precisa….” Peter disse. “Se eu for a única razão para você ficar, você vai se arrepender.”

“Peter…” Myka chamou suavemente, a poucos passos de Peter.

“O quê?” Peter perguntou, engolindo em seco.

Myka sorriu.

“Como eu passo meus dias?” ele perguntou.

Peter olhou nos olhos brincalhões de Myka. Os redemoinhos escuros de desejo ainda estavam lá, mas contidos.

“Com as crianças,” Peter disse hesitante. “Com a Alice… Pesquisando para Ashleigh…”

Myka assentiu, dando mais um passo. Agora estavam ao alcance dos braços.

“E como você passa seus dias?” ele perguntou.

“No hospital,” Peter respondeu. Seu peito estava começando a pesar.

Myka assentiu com um meio sorriso. Ele deu o último passo em direção a Peter. Seus corpos quase se encostando agora. Myka se inclinou, colocando a boca perto do ouvido de Peter.

“Você está ocupado demais para brincar comigo,” Myka sussurrou, “e eu encontrei outras coisas para fazer.”

Peter engoliu em seco enquanto as palavras de Myka acariciavam seu ouvido. Ele tentou recuar, mas a mesa o impediu.

Myka colocou as mãos de cada lado de Peter sobre a mesa e pressionou seu corpo contra ele. Ele inclinou a cabeça para frente e pressionou levemente os lábios na garganta de Peter.

Peter fechou os olhos e respirou fundo, inalando o cheiro doce de hortelã e mel.

“Peter,” o hálito quente de Myka sussurrou contra sua garganta. “Já terminamos de conversar agora?”

Peter sabia que sentia falta de Myka, e fazia tempo que não estavam juntos, mas perceber o quanto tempo fazia só aumentava a necessidade que o consumia.

Ele queria deixar Myka fazer o que quisesse com ele. Soltar todo o controle e experimentar o êxtase de seu vínculo.

Peter queria ser tocado. Ele queria tocar Myka.

Mas a conversa deles não tinha acabado, e ele temia que se perdessem no momento e perdessem a chance.

Myka beijou Peter novamente, movendo a boca mais para baixo em sua garganta, em direção à marca. Ele queria provocá-lo só um pouquinho.

“Sadie…” Peter sussurrou.

Myka parou, seus olhos se arregalando.

“O quê?” ele perguntou, afastando-se de Peter.

Peter respirou fundo com os olhos fechados enquanto pressionava Myka para mais longe.

“Precisamos conversar sobre Sadie,” Peter disse, uma vez que recuperou a compostura.

“Okay,” Myka assentiu. Ele endireitou-se e afastou-se, encostando-se à parede da sala de estar. Dando espaço para ambos respirarem.

Peter limpou a garganta e respirou fundo mais uma vez. Depois disso, ambos estavam calmos novamente.

“Primeiro, preciso que saiba que enquanto ainda estivermos na Zona Segura, só temos este chalé. Um quarto não é suficiente para ninguém além de nós,” Peter disse.

Myka assentiu.

“Minha casa tem dois quartos, o que é suficiente para nós e mais uma pessoa,” Peter continuou.

Myka engoliu em seco. Seu coração batia mais alto nos ouvidos enquanto sentia os nervos dominando-o.

“Se não me engano,” Peter disse. “Acho que ambos queremos ajudar Sadie… cuidar dela… prometer que sempre estaremos aqui para ela.”

Myka lambeu os lábios e assentiu.

“Ótimo,” Peter disse, dando um leve aceno de cabeça. “Porque já solicitei permissão à Corrine para ser autorizado a cuidar de Sadie assim que formos liberados para sair da Zona Segura.”

Myka ficou de pé imediatamente.

“Sério?” ele perguntou.

Peter assentiu. Myka soltou uma risada suave e sorriu.

“Que bom…,” ele sussurrou. “Estou feliz…”

Myka estava feliz. Ele queria acolher Sadie, adotá-la e dar-lhe um lar. Mas ele queria o mesmo para Estefan. Embora Myka tivesse insinuado algumas vezes a proximidade entre as duas crianças e o quanto pensava em Estefan, Peter nunca disse nada que indicasse estar interessado em conhecer o menino.

Myka os havia visto sentados juntos algumas vezes depois do jantar, conversando e rindo. Mas isso era o suficiente para construir um relacionamento permanente?

Ele queria perguntar a Peter sobre isso, mas ele já havia dito que a casa não era grande o suficiente para mais de três pessoas. E eles nunca tiveram a chance de discutir a possibilidade de criar filhos. E se Peter não quisesse mais do que um? E se ele só quisesse Sadie porque tinha criado um vínculo com ela em meio à experiência de quase morte?

Os olhos de Myka se arregalaram quando outro pensamento o atingiu. Peter não mencionou adoção. Ele apenas falou sobre acolhimento. E se ele não quisesse adotar de jeito nenhum?

Um pequeno sorriso apareceu nos lábios de Peter enquanto ele observava a turbulência de emoções no rosto de Myka.

“A Bell vai se mudar para Verão,” ele disse, dando um passo em direção a Myka. “Mas ainda não sabemos quando. Ela quer esperar até que Axel acorde e ver como ele se recupera, então provavelmente demorará mais algumas semanas.”

Myka foi despertado de seus pensamentos pelo comentário aparentemente aleatório.

“O-Okay?” ele disse.

“Ela concordou em me dar a casa dela quando for, e Corrine aprovou a mudança,” Peter disse.

Myka franziu o cenho.

“Por que você ficaria com a casa dela?” ele perguntou.

Peter sorriu.

“Ela tem três quartos,” ele respondeu.

“Eu não entendo,” Myka disse, ainda olhando para Peter com confusão.

“Um quarto para nós,” Peter disse, dando outro passo. “Um para Sadie. E um para Estefan… se ele quiser.”

Os olhos de Myka se arregalaram.

“Para… Estefan?” ele sussurrou. “Você… quer acolher o Estefan também?”

Peter balançou a cabeça, parando ao alcance de Myka.

“Não,” Peter disse. “Eu quero adotá-los ambos.”

Myka ficou atônito. Ele nem sabia mais se entendia o que estava acontecendo.

“Adotar…” Myka disse baixinho.

Peter deu um passo à frente, ficando a poucos centímetros de distância entre os dois homens.

“Myka,” Peter sussurrou.

Os olhos de Myka se focaram em Peter, percebendo pela primeira vez o quão próximo ele estava. Ele viu o olhar escuro em seus olhos.

“Sim?” Myka perguntou, de repente sentindo uma excitação nervosa em seu peito.

Peter se inclinou para frente, seus lábios pairando bem próximos dos de Myka.

“Terminamos de conversar agora,” Peter disse em um tom baixo. Myka gemeu faminto antes de ter seus lábios capturados em um beijo apaixonado.

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