Ligada a um Inimigo - Capítulo 191
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191: Todo Romance 191: Todo Romance Toda casamento em Inverno era realizado sob a luz da lua cheia. Uma maneira de honrar a Deusa e receber sua benção na união de dois parceiros. A lua cheia era também o momento em que o vínculo dos companheiros estava no seu ápice.
Quando duas almas estavam desesperadas para se unirem.
Isso significava que, ao contrário de casamentos que aconteciam em qualquer dia da semana, ou qualquer tempo do mês, casamentos em Inverno eram arranjados de modo que o casal pudesse, imediatamente após, se tornar um só.
Nada de recepções chatas ou cumprimentar os convidados. Direto ao ponto.
Ou pelo menos… era suposto ser.
Bell olhou para o relógio na parede da sua sala de estar. Já havia passado mais de uma hora desde que Galen tinha pedido para ela esperar por ele para “preparar o ambiente”.
Ele tinha desaparecido escada acima para o quarto deles – o quarto deles – e ela não o tinha visto desde então. De vez em quando, havia sons, mas na maior parte do tempo, ela apenas sentava lá… sozinha… esperando… na noite do seu casamento.
Bell suspirou.
Ela se levantou e foi ao pequeno banheiro no térreo. Com cuidado, ela removeu o diadema, colocando-o na bancada com um sorriso enquanto pensava na mãe e na avó.
Ela saiu do seu vestido, ainda mais grata pelo design simples agora. Já que ela esperava ter ajuda para tirá-lo…
No armário de linho, ela mantinha um roupão reserva e uma camisola.
O roupão era fino e usado principalmente para o conforto de uma camada extra em vez de aquecer.
A camisola era simples, não bonita necessariamente, mas certamente não desatrativa. Era cinza e chegava na metade das coxas com alças finas nos ombros. Era um tecido de seda macio que sempre tinha uma sensação agradável contra a sua pele.
Bell deu uma olhada em si mesma no espelho, notando os dois pequenos botões na frente de sua camisola. Ela corou e apertou o roupão em volta de si.
Ela saiu do banheiro e foi até a cozinha, pegando um copo de água, ela ficou de pé ao lado da pia por mais dez minutos.
“Ah, vamos lá!” ela finalmente rosnou.
Bell colocou o copo na pia e caminhou irritada até as escadas. Ela respirou fundo enquanto se aproximava da porta do quarto.
“Olha, Galen, se você não se sente confortável para fazer isso hoje à noite, tudo bem. Podemos esperar–”
Suas palavras pararam assim que ela abriu a porta.
As luzes estavam apagadas, mas o quarto estava iluminado pelo que ela adivinhou ser pelo menos uma centena de velas. Havia pétalas de rosas no chão que levavam à cama, onde formavam um coração sobre a colcha. Uma música suave estava tocando, e um balde com gelo e champanhe estava em cima da escrivaninha ao lado de um prato do que ela presumiu serem morangos cobertos de chocolate.
Ela levou a mão à boca, tentando segurar a risada.
“Ele copiou todos os romances que pôde encontrar?” ela murmurou para si mesma.
A porta do banheiro se abriu. Bell conseguiu dar uma espiada antes dele sair. Ela não ficou chocada ao ver uma preparação similar. Velas, pétalas de rosas, ela suspeitava que uma banheira de hidromassagem estava pronta ou pelo menos preparada.
Ela mordeu os lábios para evitar rir.
Galen saiu de costas do banheiro, girando com olhos arregalados quando a viu.
“Bell!” ele gritou.
“Sou eu,” ela sorriu.
“Você deveria ter esperado…” ele disse nervoso, esfregando a mão atrás do pescoço.
“Já se passou quase uma hora e meia, Galen, eu cansei de esperar.”
“Já faz tanto tempo?” ele perguntou com genuína preocupação “Desculpe… eu só estava acendendo todas essas velas, o que leva um tempo surpreendentemente longo, e então as pétalas, e… eu me empolguei.”
“Acha?” ela disse com um rosnado suave.
Ele suspirou e deu um passo em direção a ela, alcançando suas mãos. Ela não resistiu quando ele as pegou.
“Desculpa,” Galen disse. “Eu só queria tornar tudo especial para você.”
“Eu não preciso de tudo isso,” Bell gesticulou para o quarto, “na verdade, as velas são um pouco preocupantes, são… muitas… tipo, agora estou me perguntando se eu sequer tenho um extintor de incêndio aqui em cima.”
“Eu coloquei um debaixo da cama e ao lado da pia no banheiro,” Galen respondeu.
Bell riu. “Claro que colocou.”
Galen deu um suspiro fundo e se aproximou da Bell, movendo suas mãos gentilmente em volta dela. De alguma forma, ela só agora percebeu que ele estava sem camisa. Ela olhou para baixo, para os músculos definidos dele e as várias cicatrizes que apareciam sobre a pele dele.
Seus olhos se fixaram nas costelas dele, onde ela traçou o desenho de uma tatuagem. Eram dois floquinhos de neve negros.
“O que é isso?” ela perguntou, tocando os dedos delicadamente ao longo das linhas.
Galen umedeceu os lábios, sentindo uma agitação de seus sentidos ao toque dela.
“É pelos meus pais,” ele disse. “Eu te disse, minha mãe costumava fazer flocos de neve. Meu pai continuou depois que ela se foi.”
“Por que na costela?” ela perguntou. Seus dedos agora traçando a curva do osso.
“Perto do coração,” ele disse.
Ele pegou a mão que estava fazendo cócegas em sua costela, trazendo-a para sua boca, ele beijou a base do seu pulso.
“O que foi isso?” Bell perguntou, engolindo enquanto seu coração começava a acelerar.
“Você sempre deve manter a pessoa que você ama perto do seu coração,” ele respondeu, sua voz agora estava mais grossa.
Galen se inclinou para frente, trazendo a boca dele para o pescoço dela, ele beijou ao longo da artéria carótida. Ele estava seguindo o coração dela. Encontrando os lugares que batiam mais forte. As mãos dele deslizaram por baixo do roupão dela nos ombros. Bell deixou-o cair no chão.
Ele se afastou e olhou nos olhos dela.
Ela soltou uma respiração trêmula quando viu o desejo dela refletido nele. Ela sentiu um puxão profundo da barriga.
Ele se ajoelhou diante dela.
“O que você está…?” ela tentou perguntar mas ao vê-lo ali de joelhos olhando para ela com tanto desejo… as palavras dela ficaram presas na garganta.
Ele colocou as mãos na cintura dela e puxou-a para mais perto dele. Ele beijou as costelas dela por cima da camisola.
“Perto do seu coração,” ele sussurrou.
Suas mãos firmes e quentes deslizaram para baixo pelo corpo dela, deixando um calor formigante que pulsava dentro dela, fazendo suas respirações ficarem cada vez mais ofegantes. Então, finalmente, elas percorreram até as coxas dela, onde a camisola parava abruptamente.
O contato pele a pele das mãos dele nas coxas dela a fez ofegar. Bell passou os dedos pelo cabelo dele, apenas precisando de algo para tocar.
As mãos de Galen permaneceram apenas por um momento antes de começarem a se mover novamente. Subindo por baixo da camisola, Bell mordeu o lábio enquanto sentia o prazer familiar da antecipação crescendo dentro dela.
As mãos dele pausaram, os polegares dele traçaram ao longo da coxa interna dela, apenas roçando o tecido da calcinha dela. Ela agarrou o cabelo dele e gemeu suavemente. Gemendo enquanto as mãos dele continuavam a subir.
Pelos quadris dela, costelas dela, ela esperava que ele fosse para os seios dela. Em vez disso, ele ficou de pé e levantou a camisola dela.
Ela ergueu os braços, permitindo que ele tirasse o tecido fino, deixando-a em pé apenas de calcinha. Galen deixou a camisola cair no chão e moveu a mão dele para trás do pescoço dela. Puxando os corpos juntos, ele a beijou.
Bell tinha esperado por mais, ela aguardava ansiosamemente para senti-lo, para tocá-lo, para estar com ele. Mas a boca dele na dela, o jeito que ele sugava a língua dela. Sempre a enchia de mais vontade.
De algum modo, ela sabia que ele estava se segurando, tentando acalmar os impulsos que ele sentia por ela.
E isso a irritou.
Bell se afastou dele, sem fôlego. Ele olhou para ela, interrogativo.
“O que você está fazendo?” ela perguntou.
“Eu achei que isso estava claro,” ele riu, alcançando por ela de novo.
“Você me deseja?” Bell exigiu.
“O quê?” ele perguntou, preocupado.
“Você me deseja?” ela repetiu.
“Claro!” ele rosnou.
“Então por que você está se segurando?” ela perguntou.
“Bell, eu só quero me certificar de que você está feliz, à vontade.”
Bell colocou as mãos em cada lado do rosto dele. Ela olhou nos olhos dele.
“Nós temos toda a nossa vida para fazer amor doce e confortavelmente,” ela disse. “Mas, agora…”
Ela moveu a mão dela para as calças dele, ele chiou enquanto ela pressionava a palma da mão dela de maneira áspera contra a virilha protuberante dele.
“Eu te quero…” ela rosnou, dando-lhe um beijo agressivo nos lábios. “Eu quero que meu marido torne nosso casamento oficial, me reivindicando como dele.”
Bell deu-lhe outro aperto para mostrar que ela estava falando sério.