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Ligada a um Inimigo - Capítulo 129

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  3. Capítulo 129 - 129 Dentro de Uma Hora 129 Dentro de Uma Hora — Estou feliz
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129: Dentro de Uma Hora 129: Dentro de Uma Hora — Estou feliz que você finalmente vai para casa — sorriu Ashleigh para Axel enquanto ele terminava de arrumar as coisas que Corrine trouxe para o quarto dele.

— Eu também — ele respondeu —, isso já deveria ter acontecido há dias.

Axel bufou.

— Ah, não fique chateado com a mamãe — disse Ashleigh —, ela queria ter certeza de que você estava bem. Ela ficou bastante assustada com tudo isso.

— Eu entendo — suspirou Axel.

Ashleigh podia ver que ele já havia sido pressionado pela culpa imposta pela mãe deles.

— Ela não foi a única — Ashleigh sorriu para ele.

Axel parou. Ele se virou apenas ligeiramente em direção a ela e acenou com a cabeça.

— Eu sei — ele disse em voz baixa. — Eu ouvi você ameaçando dar a Bell meu Snickers.

Ashleigh riu.

— Eu estava tentando tirar uma reação sua.

— Mmhmm… — Axel olhou para ela desconfiado.

— Eu também ameacei contar para ela sobre sua paixão por ela — Ashleigh sorriu.

Axel revirou os olhos e voltou a arrumar suas coisas.

— Eu não tenho uma paixão por ela. Já te disse isso.

— Claro… — Ashleigh sorriu.

— Sério, Ash — ele riu. — Eu só… quero protegê-la.

Ashleigh sorriu e caminhou até ele, colocando o braço em torno de seus ombros.

— Você é um cara tão bom, Axel — ela sorriu para ele.

Ele olhou para cima e acenou com a cabeça, sabendo do que ela falava.

— Com uma paixão enorme!

— Vai embora! — ele disse enquanto a empurrava de brincadeira.

Ashleigh riu mais uma vez e então se mudou para o outro lado da cama. Pegou um livro da mesa e o entregou a ele.

— Ei Axel — ela disse, — posso te perguntar uma coisa?

— Isso envolve a Bell e sentimentos românticos? — ele suspirou dramaticamente.

— Não — ela sorriu, pegando uma camisa da cama e começando a dobrá-la. — É sobre os nossos pais.

— Claro — ele respondeu, ajustando o livro na bolsa.

Ashleigh mexeu na camisa.

— Você sabe alguma coisa sobre pai ter feito um juramento?

Axel olhou para Ashleigh com uma sobrancelha levantada.

— Tenho certeza de que a primeira palavra que ele disse foi ‘dever’, mas ‘juramento’ é a segunda opção mais provável.

Axel pegou a camisa dela e a dobrou.

— Certo — ela sorriu —, mas estou falando de algum que ele jurou especificamente? Como um que poderia influenciar a nossa família?

Axel olhou para ela, considerando honestamente o que ela perguntou dessa vez.

— O que exatamente você está perguntando, Ashleigh?

Ela mordeu o lábio apreensiva.

— Ashleigh? — ele perguntou.

Ela suspirou e então contou a ele sobre a discussão que ouviu entre os pais na noite em que Caleb foi embora.

Quando ela terminou, Axel ficou quieto. Ele pegou a última camisa e a enfiou na bolsa antes de responder.

— Você não deveria estar ouvindo conversas das quais não faz parte.

— Bem, eu não queria, mas eles estavam gritando no espaço público… — Ashleigh se defendeu.

Axel pegou a bolsa para passar por ela.

— É só que a mamãe me disse que o papai tem alguns motivos pelos quais ele não quer que Caleb e eu fiquemos juntos — ela disse rapidamente enquanto ele passava por ela. — Ela não quis me dizer quais eram. Pensei que você talvez soubesse.

Axel parou de andar. Ele se virou e olhou para ela com cuidado.

— Ashleigh… — ele começou, — você está planejando ter um relacionamento com o Alfa Caleb?

— Pensei que você já soubesse — Ashleigh respondeu.

— Você não pode! — ele gritou.

— Por que não? — Ashleigh perguntou.

Ela sabia que ele havia sido contra Caleb antes, mas ela tinha assumido que era por causa de sua amizade com Granger.

— Simplesmente não pode — ele bufou antes de virar para deixar o quarto.

Ashleigh sentiu-se irritada. Ela agarrou o braço dele e o puxou de volta.

— Me diga por que não posso ficar com a pessoa que a própria Deusa escolheu para mim.

— Eu pensei que você disse que era o Granger… — Axel disse.

Ashleigh deu um passo para trás. Ela se sentiu magoada com as palavras dele, era cruel e muito diferente dele.

— Não, isso não vai funcionar — ela disse com raiva. — Você está tentando me irritar para que eu deixe isso pra lá.

Axel suspirou.

— Por favor, Ashleigh, apenas deixe isso pra lá.

— Não! — ela gritou.

— Eu não entendo por que você está com pressa de começar um relacionamento depois do que aconteceu com o Granger — ele disse.

Ele se recusou a olhar para ela. Ela se moveu ao redor dele, tentando fazer com que ele a olhasse, mas ele evitou seu olhar.

— O que isso significa, Axel?

Ele finalmente se virou para ela.

— Nós conhecemos o Granger por anos. Ele era um dos nossos — disse Axel. — Mas olha só no que ele se transformou.

Ele apertou a mandíbula.

— Eu não te protegi dele. Eu nem sabia que precisava… o que a mamãe disse… — Axel rosnou. — Eu não prestei atenção o suficiente, eu esqueci por um momento…

— Axel…

Ashleigh estendeu a mão para ele, mas ele se afastou.

— Só porque a Deusa o escolheu, não significa que ele seja bom — ele disse firmemente.

Ashleigh lutou contra os sentimentos de culpa e vergonha associados a Granger.

— Axel, Caleb não é o Granger — ela começou.

— Não, ele é alguém que não conhecemos — ele respondeu. — Alguém que odeia o nosso pai.

— Não é tão simples assim — disse Ashleigh.

— É — Axel disse. — Nosso pai tem seus motivos, por tudo o que ele fez.

A testa de Ashleigh se franzia com as palavras dele.

— O que você quer dizer? — ela perguntou. — O que ele fez?

Axel olhou para o além dela.

— Não importa — ele disse —, o que importa é que eu sempre vou te proteger, assim como prometi.

Ashleigh olhou atentamente para ele; ele não estava olhando para ela. Ela se virou para trás, mas não viu nada. Quando ela olhou de volta para Axel, ele fungou e enxugou uma lágrima.

— Axel…

Ele olhou para ela agora, segurando seu olhar.

— Você não precisa entender tudo, Ashleigh — ele disse —, às vezes é melhor se você não entender.

Axel passou por ela, ignorando suas tentativas de chamar sua atenção novamente. Ela ficou sozinha no quarto dele com mais perguntas do que quando entrou.

***
Quando Wyatt voltou da reunião com os outros Alfas, quase três semanas após o ataque, a matilha Inverno finalmente estava pronta para se despedir daqueles que haviam perdido.

Eles esperaram que os gravemente feridos se curassem o suficiente para poderem sair do hospital. A fogueira para os cinquenta e sete lobos que morreram foi acesa na lua cheia. Foi uma noite repleta de tristeza e luto.

No dia seguinte, Wyatt chamou sua família para discutir o que os Alfas haviam falado.

Nenhuma outra matilha relatou qualquer avistamento de criaturas, fadas ou outras. E com os corpos tendo se dissolvido, se Caleb não tivesse testemunhado os ataques e oferecido a si mesmo como testemunha, Primavera e Outono talvez não acreditassem nos relatos.

Houve debates acalorados sobre o que, se alguma coisa, deveria ser feito.

A decisão foi que a única coisa que poderiam fazer era o que sempre fizeram. Cada matilha monitoraria suas próprias fronteiras e relataria qualquer ameaça comum.

Caleb tentou argumentar que os lobos renegados ainda eram uma ameaça não contabilizada. No entanto, Tomas apontou que o último ataque em Verão provavelmente foi um empurrão final, dado quão baixo seu número seria.

— Se nada foi resolvido ou até mesmo proposto, porque essa sessão demorou tanto? — Axel perguntou.

Wyatt olhou para Ashleigh e então desviou o olhar.

— Não tinha como evitar. Algumas circunstâncias exigiam que fizéssemos várias pausas longas entre as reuniões.

— Que tipo de circunstâncias? — Axel perguntou.

Wyatt rosnou. — Nada com que se preocupar.

Ashleigh observou atentamente seu pai; ele evitou seu olhar.

— Eu só não entendo por que levaria quase duas semanas inteiras para literalmente não chegar a lugar algum… — Axel suspirou — Quer dizer, quanto tempo eram essas pausas? Dias inteiros?

Wyatt rosnou de novo antes de se levantar para se servir de uma bebida; desta vez, Axel pareceu perceber que o rosnado era direcionado a ele.

Corrine observou enquanto Wyatt se afastava. Finalmente, ela se mudou para o sofá e sentou ao lado de Ashleigh.

— Em uma sessão fechada, nenhum dos Alfas pode sair até que tudo tenha sido decidido — Corrine falou baixinho.

Ashleigh olhou para sua mãe com confusão evidente em seu rosto.

— O quê significa — continuou Corrine. — Que se um dos Alfas ficasse doente ou precisasse de atenção médica… Os outros teriam que permanecer até que fosse resolvido, e pudessem continuar suas conversas.

Ashleigh sentiu um arrepio frio na espinha e o coração cair no estômago.

Ela estava na porta correndo pela estrada antes que seu pai sequer gritasse seu nome.

Dentro de uma hora, Ashleigh dirigia em alta velocidade em direção a Verão.

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