La Esposa del Demonio - Capítulo 152
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- Capítulo 152 - 152 Quem Foi o Idle-I 152 Quem Foi o Idle-I Lady Elise tinha
152: Quem Foi o Idle-I 152: Quem Foi o Idle-I Lady Elise tinha um olhar curioso que iluminava a cor azul de seus olhos, os quais estavam fixos nas costas largas de Lord Ian. Ela ainda não conseguia entender como funcionavam suas asas, pois não deixavam nenhuma evidência física depois de aparecerem. Era como se fosse uma alucinação, mas ela sabia que não era.
Somente Anjos eram associados a asas, que geralmente eram brancas, mas Lady Elise duvidava que os Anjos pudessem retrair suas asas como ele fez. Sem esquecer, as asas de Ian tinham penas negras como piche.
— Eu te disse antes. Eu apenas peço para elas aparecerem e elas aparecem, — disse Ian, com uma resposta que parecia razoável e, ao mesmo tempo, não dava a Elise uma resposta.
— Porque é assim que funciona? — perguntou Lady Elise. Lord Ian não respondeu, apenas sorriu em troca. — Eu me pergunto como suas asas apareceram sem rasgar suas roupas, Mestre Ian. É quase como mágica, — e talvez se fosse mágica fizesse mais sentido que as asas pudessem desaparecer sem deixar rastro, pensou Lady Elise.
— Não é mágica, eu apenas as tenho, mas você realmente quer tanto assim ver minhas roupas rasgadas, Elise? — perguntou Ian, com um tom provocador e seu sorriso se alargou ao ver Lady Elise, cujo rosto ficou vermelho brilhante. Seus olhos estavam fixados em Lord Ian, que soltou uma risada ao ver a expressão dela. — Sua menina escandalosa.
— Não era isso que eu estava pensando, — Lady Elise retorquiu rapidamente, virando o rosto que estava vermelho de vergonha. Ela não ousava imaginar o corpo de Ian sem roupas. Ainda assim, quando o pensamento surgiu, sua imaginação correu solta em sua mente e ela engoliu em seco.
— É mesmo? — cantarolou Ian, observando como Elise não se moveu de sua resposta, apesar de parecer ter imaginado ele sem roupas mais cedo, — Bem, é uma pena que minhas pobres asas não sejam o suficiente para chamar sua atenção. Se você tivesse dito sim, eu teria te convidado para o meu quarto; caso você esteja interessada, — murmurou Ian.
— Eu gosto do meu quarto, — sussurrou Lady Elise.
— Eu ouvi tantas vezes você elogiar o quarto com tanto entusiasmo que estou começando a dispensar seu quarto, — quando os olhos de Lady Elise encontraram os dele, Lord Ian deu uma risada, — Estou brincando, querida. Devemos ir antes que Dalton chegue. A Mansão está logo depois daquela árvore. — disse Ian e caminhou na frente dela, guiando Lady Elise que não conhecia o caminho para a mansão.
Levou dois longos segundos para Lady Elise segui-lo quando ela notou algo perto de seus pés e se abaixou para ver que era uma pena negra.
Era das asas de Ian, pensou Lady Elise. A esplêndida cor negra que tinha o mesmo tom que seus cabelos. Segurando a pena em sua mão, Lady Elise a colocou no bolso com um sorriso antes de seguir Lord Ian.
Quando chegaram à mansão, os guardas abriram o grande portão e os serviçais conduziram o Senhor para dentro. Muitas pessoas não conseguiam tirar os olhos de Ian, o que não era raro. Mesmo sem suas roupas refinadas, Mestre Ian se destacava, pensou Elise consigo mesma. Ian só precisava estar lá para que as pessoas se aglomerassem ao seu redor; era uma de suas qualidades atrair atenção e ele nunca se esquivava disso, o que o fazia se destacar ainda mais.
Ao se aproximarem do jardim, vozes podiam ser ouvidas tornando-se mais claras à medida que os dois se aproximavam.
— O que quer dizer com você não sabe? — suspirou o homem que estava perto do jardim onde eles tinham vindo para ver o corpo de John. — Deveria ter alguém naquela hora, como ninguém viu o assassino! Tsc!
— Barulhento, não é, Lipton? — foi a voz de Ian de trás que surpreendeu o homem. O homem franziu a testa; nunca ninguém ousou chamá-lo pelo nome em sua própria mansão, nem interrompê-lo enquanto falava. Ele virou o rosto apenas para encontrar um par vibrante de olhos vermelhos para ver o Senhor e os olhos do homem se arregalaram.
Lipton deu o máximo de passos para trás que pôde antes de se curvar com a distância de dez passos de Ian. Da mesma forma, todos os servos fizeram o mesmo, tardiamente, pois não sabiam quem tinha chegado. As pessoas das classes mais baixas raramente viam o rosto de Ian, o que não era de se admirar que não soubessem quem ele era. Eles se curvaram apenas porque viram Lipton se curvar.
Alguns, não conseguindo conter a curiosidade, levantaram os olhos para ver o rosto de Lord Ian. Um homem que havia sido repreendido por Lipton mais cedo estava curioso e deu uma espiada furtiva apenas quando seus olhos encontraram os olhos vermelhos de Ian.
— Um dia agradável, não é hoje? — perguntou Ian, cujos olhos se voltaram para o céu que lentamente escurecia. As empregadas que trabalhavam trouxeram lanternas para iluminar o lugar, dando uma luz melhor ao jardim.
Lipton não sabia se a escuridão era um bom tempo. Independentemente disso, ele concordou sem pensar ou olhar para o céu. — Sim, Milorde.
— Um dia perfeito para um enterro também, — acrescentou Ian, fazendo com que o homem encolhesse no seu lugar como um ladrão pego em flagrante. — Você sabe por que eu vim aqui hoje?
Quando Lipton soube que um corpo foi encontrado em seu jardim, ele entrou em pânico, mas isso não importou muito para ele, pois a pessoa morta vinha de uma família desconhecida. Seu alívio durou pouco até que um Membro da Igreja lhe disse que o corpo morto era de um jardineiro que trabalhava para o Senhor.
Mesmo sendo o jardineiro, ter um servo do Senhor descartado em seu jardim era um assunto premente. Isso foi uma ameaça para Lipton. Ele pensou em jogar a culpa e procurar um bode expiatório antes que o Senhor aparecesse, mas o homem chegou em menos de quinze horas desde que o corpo foi encontrado! Isso fez o homem se perguntar se o Senhor tinha asas para voar como um pássaro.
Ele não sabia quem era o jardineiro e qual idiota teria enterrado o corpo da pessoa debaixo da terra como se quisesse culpá-lo.
— Eu sei, Milorde. Mas peço que me permita defender-me, — disse Lipton e Ian deu-lhe um olhar significativo antes de acenar com a cabeça. — Um corpo foi encontrado no meu jardim esta manhã, mas ninguém sabe sobre esse corpo enterrado. Eu lhe prometo que o assassino não foi ninguém da minha mansão nem da minha família. — Lady Elise ouviu a voz do homem que soava desesperada. Ele estava com medo de ser julgado como o assassino e desejava provar sua inocência.
— Digamos que eu acredite em você. Como eu poderia acreditar nisso? — perguntou Ian, seu tom indagador com um sorriso. Quando alguém sorri, deveria colocar o outro à vontade, mas era o oposto para Ian. Quanto mais ele sorria, mais grave se tornava a situação. — O corpo foi encontrado aqui, o que aponta todos os que vivem nesta mansão como possíveis culpados.
Lipton suspirou e Ian não perdeu que o homem havia suspirado bem em sua frente. — Você está suspirando na minha frente, Lipton? Vejo que está cansado de viver.
— Não! Milorde, eu suspirei de confusão, — Lipton rapidamente corrigiu seu erro. — Não temos pistas no momento, Milorde, mas se você puder me dar um pouco mais de tempo, eu definitivamente encontrarei o bastardo que matou seu jardineiro, — disse Lipton, que parecia estar preparado para encontrar o ‘bastardo’ que, na realidade, estava de pé diante dele agora.
Lady Elise achou que o homem poderia não estar envolvido na morte do Senhor John. Se estivesse, ele não estaria desesperado para encontrar o assassino e parecia que o homem estava cansado de machucar as pessoas que trabalhavam na Mansão Branca. Sabendo a consequência, Senhor John seria a última pessoa que ele mataria.
O olhar de Lady Elise se moveu para os serviçais, imaginando se um deles poderia ser o assassino.
— Você vai encontrar esse bastardo? — repetiu Ian e observou como o homem humano desesperadamente movia a cabeça para cima e para baixo.
— Eu vou usar tudo o que tenho à disposição para encontrar o assassino, — Lipton se inclinou perante Ian, que fez uma expressão de impressionado.
— Venha até mim quando tiver provas ou, quem sabe, até mesmo o culpado que matou meu jardineiro. Ninguém deve ficar impune depois de machucar alguém que trabalha para mim, — disse Ian, buscando justiça para a pessoa que ele mesmo havia matado e isso impressionou a garota ao seu lado, que ele notara estar procurando o assassino por conta própria.
— Mostre-me onde meu pobre jardineiro está agora, — exigiu Ian e Lipton rapidamente indicou o caminho.
Lady Elise, que seguia Ian, percorria o olhar ao redor, observando os serviçais, mas lendo expressões tinha suas limitações e Lady Elise aprendeu que a menos que encontrasse provas, ela não seria capaz de identificar o assassino.
Lady Elise continuou a caminhar e quando pararam, ela sentiu o coração pesado ao ver o corpo do Senhor John. Foi quando Lipton tagarelava sobre como o corpo foi encontrado que Lady Elise notou alguém caminhando atrás dela.
Lady Elise virou o rosto e, para sua surpresa, encontrou o Senhor John, que supostamente estava morto, encolhido em um canto do jardim, abaixo de uma árvore.
Era o fantasma do Senhor John!