Jogos da Rosie - Capítulo 399
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399: Preocupações 399: Preocupações “Diga-me tudo o que aconteceu desde que partimos,” o rosto de Rosalinda exibia a máxima seriedade enquanto fazia seu pedido, com a mente sobrecarregada por um turbilhão de pensamentos. As lembranças da ilha, a existência de demônios, o enigma de Lucas e, agora, a súbita aparição dos membros das sete famílias — tudo isso rodopiava em sua mente, criando uma teia emaranhada de preocupações.
“No tempo em que vocês estiveram fora, criaturas estranhas começaram a causar estragos no norte, e não conseguimos determinar de onde vieram,” Denys respondeu. Rosalinda achou estranho que ele não perguntasse sobre o Duque, o que a fez suspeitar de uma possível conexão com Belisarius. Será que Denys também estava ciente dele?
“Lonyth sofreu muito,” ele acrescentou. “Estamos fazendo o nosso melhor para controlar a situação, mas defender nossos portões enquanto também enviamos ajuda para outros Reinos tem sido um desafio.”
“Então, você está dizendo que não sabe a origem dessas criaturas? Elas não são nativas do norte?” Rosalinda questionou, com os pensamentos voltando-se para a possibilidade dos demônios. Seu tempo na ilha havia revelado muitos desconhecidos sobre o mundo.
“Não, elas não se parecem com as bestas usuais,” Denys respondeu com incerteza.
Movida pela curiosidade, Rosalinda pressionou por mais informações. “O que você quer dizer, Denys?”
“Elas… Elas se parecem com humanos,” Denys falou, com sua preocupação evidente em sua expressão.
“Como assim? Humanos?”
Denys, relutantemente, reconheceu, “Mesmo com suas transformações notáveis, há uma perturbadora semelhança com os humanos. Um deles tinha seis braços e um rosto monstruoso, mas seus dentes se assemelhavam aos de um humano. Outro possuía chifres, mas sua língua era inegavelmente semelhante à humana.”
“Por que será—” Rosalinda começou a perguntar mas se interrompeu. “Demônios…”
“Não, não eram,” Denys interrompeu rapidamente, surpreendendo-a. Parecia que a maioria dos homens do Duque estava ciente da existência de demônios.
“Então, eles não são demônios, mas também não são bestas comuns… então o que são?” Rosalinda não pôde deixar de perguntar, mas sua questão foi recebida com silêncio.
“Houve alguns ataques dentro e além de Wugari, mas nada muito significativo,” Denys continuou. “O que sabemos é que essas criaturas são ágeis e possuem uma astúcia inteligente.”
“Conte-me mais,” Rosalinda insistiu.
“Elas têm inteligência como os humanos, sabem o que estão fazendo. Elas não são como bestas irracionais. Sabem como se esconder e atacar nos momentos certos,” Denys explicou.
“Você acha… que um feiticeiro está controlando-os?” Rosalinda não pôde deixar de perguntar, com uma voz carregada de preocupação.
“Não posso dizer com certeza. Ainda não capturamos nenhuma delas,” Denys respondeu, com um tom pensativo.
“Então, eles possuem inteligência suficiente para evitar a captura e se esconder,” Rosalinda refletiu, com uma voz tingida de admiração e preocupação. “E quanto ao Rei?”
“Ele aumentou as medidas de segurança por todo o Reino,” Denys revelou. “Ele aguarda as decisões do Duque sobre este assunto. Afinal, as quatro colunas do norte só atenderão aos comandos do Duque.”
A expressão de Rosalinda se tornou grave. Ela precisava assegurar o retorno de Lucas. “Informe os líderes das quatro colunas para se reunirem em duas horas. Há informações cruciais das quais eles precisam estar cientes. Feche os portões da propriedade e faça um inventário de nossos mantimentos. Garanta que tenhamos suprimentos suficientes para o próximo ano. Se estivermos com pouco, providencie para adquirir mais.”
“Entendido,” Denys reconheceu. “Há algo mais?” ele perguntou.
“Sim, há,” Rosalinda respondeu com determinação. “Quero visitar seu antigo estudo. Aquele que ele costumava usar.”
“Receio que eu não possa ajudá-la,” Denys respondeu rapidamente. “Ninguém pode—”
“Eu já estive lá,” Rosalinda esclareceu, referindo-se ao antigo estudo onde havia se dedicado ao estudo de relíquias. Ela esperava encontrar alguma informação sobre os demônios dentro de suas paredes. “Eu visitei o lugar.”
“Não é que eu não queira levá-la lá. É apenas… Eu mesmo nunca estive lá e não tenho conhecimento de sua localização,” Denys admitiu, com um tom de desculpas.
“Eu entendo,” Rosalinda assentiu resolutamente. “Por favor, traga-me um mapa de Wugari e do norte.”
Denys atendeu seu pedido e retirou um casal de mapas de uma gaveta próxima.
“Este é o mapa antigo e o atualizado,” Denys explicou, apresentando os mapas a Rosalinda.
Segurando os mapas em suas mãos, Rosalinda os examinou cuidadosamente. “Você poderia me mostrar os locais de todos os ataques dos monstros?” ela perguntou, com o olhar fixo em Denys.
“Eu tenho outro mapa marcado especificamente com os locais dos ataques,” Denys respondeu, retirando um mapa adicional. Este mostrava indicações claras dos ataques. “A primeira aparição ocorreu em Lonyth. Os monstros arrasaram duas casas, alimentando-se de carne humana. Aqui estão as linhas do tempo correspondentes…”
A expressão preocupada de Rosalinda se aprofundou ao percorrer as informações no mapa. Os ataques haviam começado apenas alguns dias atrás. Como a situação piorou tão rapidamente? A pergunta a atormentava, deixando-a profundamente preocupada.
“Obrigada. Eu chamarei você se precisar de algo,” Rosalinda expressou sua gratidão. No entanto, quando Denys não se moveu para sair, ela levantou o olhar, fixando-o nele. “Há algo errado?” ela perguntou, com a curiosidade aguçada.
Denys hesitou por um momento antes de falar. “Os relatórios sobre o estado atual da propriedade estão aqui,” começou ele. “Mas eles não explicam o interesse súbito de certos membros das sete famílias em visitar os portões.”
A atenção de Rosalinda foi imediatamente capturada. Esses indivíduos chegaram sem qualquer convite formal ou carta. Por que fariam algo assim? Sua mente preocupada a fez negligenciar completamente a presença e as intenções deles.
Com certeza, esses indivíduos devem ter algum motivo oculto. Uma trama poderia estar se desenrolando bem debaixo do seu nariz, e ela estivera alheia a isso em meio às suas próprias preocupações e inquietações.
Antes que Rosalinda pudesse perguntar mais, um súbito bater na porta ecoou pela sala, atraindo sua atenção. “Entre,” ela convidou, e a porta se abriu para revelar um rosto familiar.
“General Lytton,” Rosalinda cumprimentou, reconhecendo-o imediatamente.
“Eu corri para cá assim que soube das notícias,” o General ofegou, claramente sem fôlego. “A mansão onde os membros das sete famílias estão hospedados está atualmente sob ataque. Devemos prestar assistência?” ele perguntou, aguardando as instruções de Rosalinda com urgência em seus olhos.