Jogos da Rosie - Capítulo 380
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380: Ruborizar 380: Ruborizar “Mais uma!” Lucas exclamou quando Rosalinda tropeçou e caiu no chão, ofegante por ar. A sessão de treinamento tinha sido extenuante, empurrando seus limites físicos e mentais ao extremo.
“Eu…” A voz de Rosalinda vacilou, seu corpo tremendo de fadiga.
“Concentre-se, Rosalinda,” Lucas interrompeu, desconsiderando sua aparência pálida e olhos suplicantes. “Numa batalha real contra um demônio, você não teria o luxo de desistir. Você tem que ultrapassar seus limites se quiser sobreviver.”
A mente de Rosalinda se acelerou com emoções conflitantes.
Reunindo suas forças remanescentes, Rosalinda se levantou, determinação brilhando em seus olhos. Ela recusou-se a deixar o esgotamento derrotá-la.
Com os ombros firmemente postos e a determinação ardendo em seus olhos, Rosalinda preparou-se para a próxima rodada. Ela sabia que enfrentar Lucas em combate nunca era uma tarefa simples, e ela tinha chegado a entender a profundidade dos métodos de treinamento dele. Mas desta vez, ele tinha um novo desafio em mente para ela.
“Certo,” disse Lucas. “Hoje, vamos elevar o nível. Quero que você incorpore suas Bênçãos da Luz e da Escuridão nos seus ataques contra mim.”
As sobrancelhas de Rosalinda subiram em surpresa. A ideia de usar ambas as Bênçãos da Luz e da Escuridão era uma proposição ousada.
Essas duas forças opostas eram frequentemente mantidas separadas, cada uma com seus próprios propósitos e aplicações distintos.
“Lutar com as Bênçãos da Luz e da Escuridão?” ela repetiu, uma mistura de curiosidade colorindo suas palavras. Um lampejo de dúvida cruzou seus olhos. Não era que ela faltasse habilidade ou conhecimento, mas sim a natureza inerente das próprias Bênçãos.
“Lucas,” ela começou, sua voz tingida de incerteza, “Usar ambas as Bênçãos juntas… Não é algo que consegui realizar. As Bênçãos da Luz e da Escuridão sempre permaneceram distintas e separadas nas minhas habilidades.”
Lucas assentiu, um sorriso discreto puxando o canto de seus lábios. “A integração das suas Bênçãos abrirá novas possibilidades no combate. Será necessário equilíbrio, controle e um profundo entendimento de ambos os lados. Não se preocupe. Eu não vou te acertar. Tão forte.”
Desde que começaram, Rosalinda tinha usado sua escuridão para lutar contra ele. Infelizmente, ela não conseguiu acertar sequer um golpe. Por sorte, Lucas se conteve e realmente não a machucou, do contrário ela teria desmaiado há muito tempo.
Ela respirou fundo enquanto se estabilizava.
“Certo,” ela assentiu.
Rosalinda e Lucas engajaram em mais uma intensa sessão de treino.
Ela focou em cada movimento, canalizando sua Bênção da Luz com precisão e graça, e então transitando sem problemas para tocar nas profundezas da sua Bênção da Escuridão. Era uma dança delicada, um ato de equilíbrio cuidadoso entre as duas forças que residiam nela.
No entanto, apesar de seus esforços, as Bênçãos permaneceram distintas, recusando-se a se fundir completamente. Frustração logo encheu suas veias.
O pensamento era na verdade simples. Desde que ela voltou no tempo, usando ambas as suas Bênçãos, ela deveria ter a capacidade de combiná-las, ou pelo menos saber como usar ambas a seu favor.
Infelizmente, foi em vão.
Rosalinda sentou-se relutantemente, sua frustração evidente. A incapacidade de mesclar suas Bênçãos da Luz e da Escuridão pesou muito sobre ela. Ela tinha esperanças de um avanço, um momento de triunfo, mas em vez disso se viu confrontada com suas próprias limitações.
Suspirando pesadamente, Rosalinda passou uma mão pelos cabelos, sentindo os fios deslizando por entre seus dedos.
“Você está exausta. Você deveria descansar. Eu cuidarei da comida,” ele sugeriu com preocupação estampada no rosto.
Rosalinda assentiu, apreciando sua consideração. No entanto, a ideia de se entregar a uma refeição lhe parecia desagradável naquele momento. Seu cansaço parecia permear todos os aspectos de seu ser, drenando seu apetite junto com sua energia.
“Ou podemos comer carne seca,” ela murmurou, sua voz sem entusiasmo. A ideia de um lanche rápido e prático parecia mais tolerável do que uma refeição adequada.
“Ou, você pode apenas dormir enquanto eu preparo a comida,” ele ofereceu. Ele pausou, um brilho travesso em seus olhos. “Ou… é que você não consegue dormir quando eu estou por perto?” ele arqueou uma sobrancelha, seu tom provocante.
As bochechas de Rosalinda coraram com o comentário brincalhão dele. Ela não podia negar a verdade em suas palavras. Desde que ela confessou seus sentimentos por ele, ela tinha se tornado mais autoconsciente na presença dele.
Ela se encontrava constantemente ajustando seu cabelo, assegurando que não houvesse fios soltos em seu rosto, e discretamente enxugando quaisquer sinais de suor, esperando não parecer desleixada ou suada na presença dele.
Ela não pôde deixar de sentir um toque de constrangimento por suas próprias ações.
Ela estava sendo tola?
Ela estava!
Ela não podia negar isso!
Essas eram coisas que ela não tinha experimentado em sua vida passada. Ela tinha sido guardada, reservada e cautelosa, raramente permitindo-se abraçar plenamente as alegrias de ser vulnerável e despreocupada.
Ela ponderou sobre suas hesitações anteriores, imaginando se era realmente errado se entregar a essas novas emoções e experiências. Afinal, a vida é para ser vivida, saboreada e abraçada de braços abertos. Senão agora, quando? Se não com Lucas, com quem?
Do nada, Rosalinda deu um tapa na própria testa, como se tentasse fisicamente afastar seus pensamentos.
Por que ela está pensando em coisas embaraçosas assim?
No meio de sua reprimenda autoimposta, ela achou ter ouvido Lucas rir baixinho. Um som quente e gentil que só serviu para amplificar sua autoconsciência. Irritada consigo mesma e determinada a recuperar a compostura, ela ignorou a diversão dele.
“Você sabe,” Rosalinda disse, uma sugestão de diversão em sua voz, “Se você continuar me provocando assim, eu posso começar a pensar que você está gostando de me ver corar.”
O sorriso de Lucas se alargou, seus olhos brilhando travessos. “Talvez, eu esteja,” ele admitiu descaradamente, seu tom brincalhão combinando com o brilho em seus olhos.
Rosalinda tentou manter sua compostura, encontrando o olhar dele com uma sobrancelha levantada. “Bem, espero que você ache meu constrangimento divertido, então.”
Lucas riu novamente.
Suas bochechas coraram, mas desta vez acompanhadas por um pequeno sorriso que puxava os cantos de seus lábios.
Era revigorante.
Ela gostava bastante disso.
Sim, ela gostava bastante dele assim.
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