Jogos da Rosie - Capítulo 359
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359: Vitalium 359: Vitalium Rosalinda fechou o livro enquanto sua cabeça começava a doer. Ela queria aprender mais sobre as relíquias, mas não podia simplesmente ler tudo agora.
Ela segurou a cabeça antes de começar a massagear as têmporas. Então, ela olhou para Lucas, que estava feliz lendo um livro, acompanhando-a.
“As relíquias… você acha que é por isso que Ena Thun queria ter acesso às Montanhas Uivantes?” ela perguntou.
“Sim.”
Se esse era o caso então… Ena certamente não pararia. Ela tentaria encontrar maneiras de entrar nas Montanhas.
“Precisamos ter cuidado,” ela disse, com um olhar sério. Ena Thun não era exatamente uma ameaça para Lucas, mas ela poderia facilmente atacar Rosalinda, e um ataque surpresa definitivamente a machucaria.
Agora, tudo que ela precisava fazer era se tornar mais forte para poder lutar contra Ena.
Ena Thun vinha se sentindo apática e fatigada desde que chegou em sua base. Ela estava ferida e tinha dificuldades para caminhar. Por sorte, sua cicatrização era mais rápida do que a de um humano normal, no entanto, isso não significava que ela poderia se recuperar facilmente de um ataque como aquele.
“Alguma coisa?” ela perguntou à mulher à sua frente.
“Ainda nada, não conseguimos mais sentir a sua Bênção. É como se ela simplesmente tivesse sumido.”
“Ou algo está nos impedindo de rastreá-la,” Ena sibilou. “Chame os outros.”
“Sim, Sua Santidade…”
Não demorou muito para que três pessoas usando capuzes aparecessem dentro de seu escritório. Quase imediatamente, ajoelharam-se diante dela, beijando o chão antes de saudá-la com reverência.
“Eu ouvi dizer que agora vocês conseguem se teleportar?” ela perguntou. Primeiro, seu olhar pousou sobre o mais alto dos três. A figura alta estava envolta em um manto escuro e flutuante que descia até seus tornozelos. Apesar do comprimento do manto, sua estatura imponente ainda era evidente, exalando uma aura de força dominadora. Seus movimentos eram graciosos e deliberados. Assim como os outros dois, ocasionais faíscas de eletricidade crepitavam e dançavam ao redor de sua forma, sugerindo seu domínio sobre os elementos. No entanto, isso era tudo uma fachada.
Não era o bastante, ela pensou intimamente. O homem poderia facilmente assustar um humano, talvez um soldado comum, mas não funcionaria para alguém como o Duque que poderia facilmente avaliar a capacidade de um guerreiro experiente.
A seguir, ela observou a figura robusta com o manto que abraçava seus ombros largos com firmeza, enfatizando a construção muscular da mulher. Entre os três, ela era a mais baixa e a única mulher. No entanto, o tecido de seu manto parecia tensionado enquanto se esticava para acomodar sua musculatura. Seu capuz estava puxado para baixo, lançando sombras sobre seu rosto, mas o brilho tênue de relâmpagos dançando ao redor de seus dedos revelava suas habilidades.
O último era uma figura corpulenta de altura média. Ele era o mais forte entre os três e o que parecia intimidador por causa de seu manto volumoso que obscurecia sua forma e estrutura. Apesar de seu volume aparente, ele se movia com surpreendente agilidade, com faíscas de relâmpagos crepitando ao seu redor. Sua força imponente era inconfundível, no entanto, não seria o suficiente para enfrentar sequer um dos homens do Duque.
Ena tinha visto o povo do Duque. Eram monstros que lutavam como se fosse seu último dia.
Por sorte, ela não ia enviar essas pessoas para atacar ninguém do povo do Duque.
“Eu quero que vocês encontrem Lurea…” Essas pessoas eram como Lurea. Elas podiam usar os elementos por causa das relíquias, então tinham a capacidade de sentir umas às outras. Ena não queria revelá-los, pois eles não eram fortes o suficiente. No entanto, ela não tinha mais escolha.
Já faziam dias que Lurea desapareceu.
Ela também não podia usar a relíquia para rastrear a localização de Lurea.
Ela estava desesperada para encontrar sua guerreira mais forte.
Sem Lurea, Ena ficaria com muitas dores de cabeça para lidar.
Ela olhou para os três indivíduos e soltou um suspiro. Os três estiveram nessa instalação por um ano, ainda assim nenhum deles demonstrou perícia em suas habilidades. Todos eles eram medíocres.
Se não fosse pelo fato de que essas três pessoas não queimavam com os experimentos, Ena já os teria matado. Afinal, ela e seu pai acreditavam que criar mil guerreiros medíocres não era tão bom quanto criar um especialista.
Ela soltou outro suspiro antes de gesticular para que saíssem.
O que aconteceu em Aster alterou completamente seus planos e ela não gostava disso.
Uma batida na porta interrompeu seu estupor, ela abriu os olhos cansados e encarou a mulher que entrou.
“O que é?” Ena perguntou.
“Era uma mensagem de Aster.”
“Dê-me.” Ena pegou a carta e a abriu. Então seu rosto ficou feio. “Desaparecido?” Como Frederico poderia estar desaparecido?
Continuou lendo a carta e parou quando leu o possível envolvimento do Duque.
“De fato… isso é possível.” Ela murmurou. A carta veio de Martin e trazia a notícia decepcionante de que sua busca não havia produzido resultados positivos. Até agora, eles não conseguiram encontrar qualquer vestígio de Frederico Lux.
Era o Duque? Ela não pôde deixar de duvidar. Poderiam eles ter abduzido e ocultado com sucesso dois Indivíduos Abençoados?
“Me dê o Vitalium…” ela ordenou.
“Como desejar.”
Não demorou muito, a mulher voltou com uma caixa. Ela a colocou na mesa à frente de Ena e então se curvou antes de deixar o quarto. Ena bufou. A mulher era inteligente o suficiente para saber que ela não estava de bom humor. Falar ao redor de Ena seria como assinar uma sentença de morte.
Ela pegou a caixa e então a abriu lentamente, revelando um cristal azul luminescente que exalava uma aura calmante. A pedra dentro da caixa já não era tão grande quanto há um ano atrás. Agora, era apenas do tamanho do seu polegar. Isso porque, a cada uso de suas habilidades, a relíquia diminuiria em tamanho até que eventualmente desapareceria.
Ela não estava planejando usá-la. Infelizmente, ela não tinha mais escolha.
….
Obrigada pelo apoio!