Jogos da Rosie - Capítulo 210
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210: Solteiro 210: Solteiro “Devemos ir em frente e visitar o Reino?” Duque Lucas perguntou. Já faziam quatro dias desde que ele tinha voltado, quatro dias desde que aquele incidente aconteceu.
A essa altura, a notícia de que o Rei estava doente havia alcançado os territórios vizinhos. Assim como Lucas esperava, todos queriam que o príncipe herdeiro sucedesse e se tornasse o novo Rei.
Contudo, outra notícia começou a se espalhar.
Era o estado atual de Cirid e seu povo.
Muitos diziam que uma maré de bestas havia começado, mas a coroa de Lonyth recusava-se a dizer uma palavra sobre isso. A inquietação se espalhou. Era curioso como, há quatro dias, Rosalinda lidou com um grande aborrecimento e agora, o Duque queria arrastá-la para Lonyth para curar o Rei.
Mas, de novo, isso era parte do acordo deles. Ela não tinha o direito de reclamar. Não quando… ele estava dando a ela demais.
Rosalinda lançou um olhar para a mesa cheia de sobremesas pela metade. Então, ela começou a se perguntar por que ele estava lhe dando toda essa comida. “Não posso levar isso,” ela disse. Ela não estava sendo exatamente gananciosa, ela simplesmente não queria comer a comida.
“Não precisa se preocupar, nós vamos nos teleportar para o castelo,” ele abaixou, pegou um guardanapo e deu uma leve batidinha no lado dos lábios dela. Rosalinda tentou afastar o rosto. “Não—”
Ela ficou quieta.
Antes que pudesse dizer algo que se arrependeria, ela arrancou o guardanapo de sua mão e começou a enxugar os próprios lábios. Então, ela se levantou subitamente. Infelizmente, seus movimentos foram muito rápidos. Ela não estava olhando para ele e não sabia que a cabeça dele estava diretamente acima da dela.
“Ai!”
Ela sentiu como se tivesse batido com a cabeça em uma parede— uma parede dura.
Rosalinda levantou a cabeça e percebeu que tinha batido no queixo dele. Ela sentiu seu rosto esquentar, como ela poderia ter batido no queixo dele sendo que ele era mais de seis pés de altura?
“O que você está fazendo?”
“O manto—” lentamente, ele apontou para trás dela. O manto dela estava descansando no espaldar da cadeira— o elemento vertical de madeira nas costas da cadeira. Ela se lembrou de ter colocado seu manto no espaldar antes de começar a comer. Ela não quis entregar seu manto para a empregada por perto, pois não queria que ninguém ficasse perto da mesa enquanto ela comia.
Ultimamente, o apetite de Rosalinda tinha mudado e ela achava que isso poderia ser porque ela estava usando sua Bênção com frequência. Em sua vida passada, isso não acontecia, já que ela suprimia a Benção das Trevas e só usava a luz. Entretanto, desta vez é diferente.
Ela estava usando tanto a Benção das Trevas quanto a da Luz, às vezes até se exaurindo com isso.
Essa era a única razão que ela conseguia pensar.
“Eu— Eu não tive a intenção de fazer isso,” ela pigarreou e agarrou seu próprio manto. “Obrigada por tentar ajudar.” Ela usou sua Bênção da Luz para curar sua testa, já que estava quase certa de que iria ficar roxa.
Ele apenas acenou em resposta, seus olhos estavam na Bênção que emanava de seus dedos.
“Parece que você dominou a cura. Você curou exatamente como Frederico e Martin Lux. Era como se eles tivessem lhe ensinado.”
“Eu tenho uma excelente memória.” Ela evitou o olhar dele enquanto colocava seu manto. No passado, ela assistiu enquanto Frederico ‘treinava’ Dorothy. Então, ela treinaria secretamente à noite. Naturalmente, seus métodos seriam bastante semelhantes.
“Você viu eles curarem alguém? Eu ouvi dizer que eles nunca deixam outras pessoas verem seus métodos.”
Ela piscou e apenas deu de ombros. Ela podia sentir os olhos dele sobre ela.
“Você quer saber como eu aprendi tão rápido?” ela perguntou.
“Bem—”
“Não há necessidade de rodeios. Se você quer perguntar, então eu vou responder. Eu acidentalmente despertei minha Bênção nas montanhas. Era apenas Milith e eu… naturalmente, eu tinha que sobreviver.”
“Então, você só aprendeu porque tinha que.”
“Sim.” Isso era parcialmente verdade.
Os dois começaram a caminhar em direção à mansão. “Não é mais necessário se sentir assim.”
Rosalinda parou quando ouviu suas palavras. “O que você disse?” ela perguntou.
“Eu disse, não há mais necessidade de você se forçar a aprender coisas para sobreviver.”
“Por quê?” ela perguntou.
“Porque você tem a mim agora.”
Rosalinda sentiu sua boca abrir. O que esse homem estava dizendo?
“Eu sei que isso pode soar ridículo e talvez um pouco constrangedor, mas você já é uma das minhas. Eu nunca deixarei que te machuquem.”
Ela queria dizer a ele que eles não poderiam mais machucá-la e que ela não iria parar de se sentir assim, mas ao invés disso, ela só conseguiu murmurar um suave, “Obrigada. Vou lembrar disso.”
“Bom… ” o Duque parou de caminhar e fixou o olhar no cavalo negro ao lado de Denys. “Vamos?”
“Só vejo um cavalo, Vossa Graça,” Rosalinda disse.
“É porque teremos que cavalgar juntos.”
“Por quê?”
“Porque só temos um cavalo,” o Duque respondeu quase imediatamente. Sem esperar que ela dissesse outra palavra, ele a levantou e deixou que ela se sentasse no cavalo— como uma princesa.
“Eu não acho—”
“Fique assim,” o Duque disse.
“Por quê?” Ela sabia como cavalgar. Por que ela teria que sentar como uma donzela em perigo nos braços de seu cavaleiro de armadura brilhante?
Em vez de responder, o Duque subiu e se acomodou atrás dela.
“Porque estaremos na capital como marido e mulher,” ele sussurrou.
“O quê?” Ela pensou que eles iriam se teleportar para a capital? Que absurdo é esse?
Contudo, antes que ele pudesse responder, ela ouviu alguém chamá-la pelo nome.
Era Leonardo.
“Senhorita Rosie!” Leonardo correu em direção a eles, seu rosto vermelho. No entanto, isso não estava tão vermelho quanto a única rosa em sua mão.
Leonardo parou de correr na frente deles.
“Eu soube que você está partindo,” Leonardo disse.
“Sim.”
“Eu peço desculpas. Eu estive muito ocupado.”
“Uhhh…” Rosalinda podia sentir o Duque tenso atrás dela. “Sim. Não é um problema, eu entendo.”
“Eu só queria confirmar uma coisa. Eu ouvi dizer que você tem dezessete anos e ainda é solteira?”