Jogos da Rosie - Capítulo 120
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120: Rosie Rothley 1 120: Rosie Rothley 1 Tudo o que ela queria era viver, ter a chance de prosperar após a traição em sua vida passada. E agora, aqui estava, a poucos quilômetros da fronteira que separava o Norte do Império Aster. Em poucos minutos, passariam pelos muros.
Ela lançou um olhar ao Duque que, despreocupadamente, lia um livro em uma língua desconhecida. Ele não mostrava sinais de preocupação.
“Não há necessidade de pensar demais,” ele falou, os olhos ainda em seu livro. Ele apoiava o queixo na mão, com as pernas cruzadas. Essa postura languida bastava para dizer que ele não estava preocupado.
“Os documentos foram preparados. A partir de agora, você é Rosie, a única filha do grupo mercante Céu da Meia-Noite. A única sobrevivente do grupo. O povo do Duque a salvou e agora, você vai se encontrar com o Duque no Norte. O Duque a verá e se apaixonará por sua beleza etérea e a fará sua esposa.”
“Imagino…” ela assentiu.
Ele levantou a cabeça e olhou para ela. Ela estava atualmente usando uma roupa etérea toda branca. A parte inferior de seu rosto estava coberta com um pedaço de tecido fino e uma marca vermelha de cinábrio estava na sua testa, entre as sobrancelhas. Poderia-se facilmente dizer que ela parecia uma bela deusa com seus longos cabelos brancos trançados e adornados com flores amarelas.
“Ouvi dizer que os guardas podem ser muito rigorosos,” ela sorriu.
“Você queria fazer algo?”
“Se você me quer como a nova senhora da Família Rothley, acho melhor começarmos tudo nestes portões.”
……
Raulio bocejou enquanto olhava a vasta brancura à sua frente. Para outros, o Norte parecia extremamente intimidador, mas para alguém como Raulio, nascido numa vila nas proximidades, esse lugar não era nada disso. A luta constante que muitas pessoas esperavam ver nessa extremidade do continente na verdade não existia. Pelo menos não nessa parte.
O Norte era dividido em três partes e cada parte tinha o seu próprio reino. O primeiro reino chamava-se Cirid e ficava ao lado das montanhas proibidas. Por causa de sua localização, era um lugar frequentado por muitos caçadores e aventureiros que queriam visitar a ilha ou as montanhas do norte.
O segundo reino chamava-se Lonyth e ficava perto tanto do Reino Rakha quanto do Império Aster. Por estar localizado no meio de Vugária e Aster, sua economia era um pouco melhor que a dos outros dois reinos do Norte.
Por fim, o último reino e o que ficava na parte mais ao norte do continente era o Reino de Vugari ou Vugária.
O Reino de Vugari era o mais remoto Reino do Norte e provavelmente o mais difícil de se alcançar. Ainda assim, muitas pessoas escolhiam viver lá.
“Ei… Estou vendo algo,” um dos soldados que guardavam os grandes portões feitos de pedras e areia murmurou para Raulio. “Um grupo de mercadores. Chame o Capitão.”
“Certo,” Raulio disse imediatamente. O Capitão ao qual o colega se referia era alguém que pertencia a uma família nobre da capital. Ele era da Casa dos Drydens, o segundo filho do Barão Dryden. Dizia-se que o homem fora enviado para lá como castigo por suas ações na capital.
“Capitão, uma companhia mercante está prestes a passar,” ele disse após bater na porta. Capitão Esmael Dryden era simplesmente uma das pessoas mais preguiçosas que Raulio já havia encontrado em sua vida. Ele escolhia dormir durante o dia e passar seu tempo com mulheres e álcool à noite. “Capitão, você tem que checar pessoalmente os grupos de mercadores.”
“Não se pode ao menos me dar um tempo para dormir!?” uma voz irritada veio de dentro do quarto. Não muito depois, a porta se abriu, revelando um homem sem camisa com um estranho cavanhaque. Este era o Capitão Dryden.
“O que você disse?” Capitão Dryden perguntou.
“Um mercante— ”
“Depois disso!”
“Precisamos que você carimbe as autorizações deles.”
“Ah… certo.. Eu realmente tenho que fazer isso?” Capitão Dryden bateu a porta na cara de Raulio. Na verdade, o Capitão já estava ali há duas semanas, e ainda assim o homem se esqueceria das leis — era constrangedor, para dizer o mínimo. Como alguém que alegava ser nobre poderia esquecer as leis?
Raulio ouviu dizer que nobres homens tinham de estudar as leis do império desde mais jovens!
Depois de um tempo, um ainda embriagado Capitão Dryden saiu de seu quarto e marchou em direção ao posto. Neste momento, as quatro carruagens que antes se aproximavam dos portões do Norte já haviam chegado ao posto e estavam esperando pelo capitão.
“Me dê o cartão de identidade deles.” Como sempre, Capitão Dryden ordenou aos guardas no posto. Se Raulio estivesse certo, o capitão certamente carimbaria seu nome no cartão sem nem mesmo verificar o conteúdo. O homem tinha sido assim desde que chegou.
“Oh?” Capitão Dryden disse. Ele então se aproximou de uma das carruagens e bateu.
“Rosie do grupo mercante Céu da Meia-Noite! Abra a carruagem.” O capitão disse rudemente.
Lentamente, a porta da carruagem se abriu. Então a cortina que cobria a entrada da carruagem se afastou. Raulio ficou pasmo ao ver mãos brancas como jade, um belo vestido branco com uma jaqueta de pele combinando e cabelos brancos, e um rosto que estava coberto por um pedaço fino de tecido.
Como alguém poderia ser tão bela?
Essas eram as únicas coisas em que Raulio conseguia pensar ao ver a mulher que saía da carruagem. Quase imediatamente, a atitude do capitão mudou.
“Eu ouvi sobre o grupo Céu da Meia-Noite no passado. Não pensei que teria a honra de conhecer sua filha hoje. Por favor, perdoe a rudeza deste aqui. Eu sou o Capitão Esmael Dryden da casa do Barão Dryden.”
Os lábios da mulher se ergueram num belo sorriso.
“É um prazer conhecê-lo, Capitão Dryden. Eu sou Rosie. Posso saber por que me chamou? Há algum problema?”