Imortal Imperatriz do Gelo: Caminho para a Vingança - Capítulo 814
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814: Competição de Discípulo Primário: Buraco de Minhoca 814: Competição de Discípulo Primário: Buraco de Minhoca No momento em que Mira atravessou a porta, sentiu-se sendo sugada por uma força muito maior do que podia compreender. Era como se ela tivesse mergulhado de cabeça num redemoinho espiral. Seus membros se debatiam incontrolavelmente enquanto as energias giratórias ao seu redor ameaçavam despedaçá-la.
Para qualquer outra pessoa, a sensação poderia ter sido terrivelmente aterrorizante, uma descida a um abismo caótico. Mas Mira era diferente. Seu espírito era indomável, forjado no crisol de inúmeras provações e adversidades. Ela não ia permitir ser jogada ao redor como uma folha ao vento.
Usando cada grama de sua força de cultivação, ela tentou retomar o controle do redemoinho para estabilizar sua posição. Parecia tentar nadar contra uma onda gigantesca. Mas, enquanto lutava, Mira vislumbrou o que a cercava.
Era magnífico. Um microcosmo de um universo desdobrou-se diante de seus olhos – galáxias, nebulosas, estrelas e vazios – todos contidos neste caminho. As cores, os padrões que giravam e a luz radiante eram de outro mundo, uma beleza que poderia enlouquecer alguém.
No entanto, para Mira, não era apenas admirar a paisagem. Era sobre sobreviver a ela.
“Foda-se o destino! E foda-se a sorte! Recuso-me a deixar ir o que é meu por direito porque algum antigo idiota quis brincar! Se não posso tê-lo, então vou ter certeza de matar quem o fizer!” Ela declarou.
Ela passou por uma merda nos últimos dias em que estava presa aqui para ser cornada no último momento! Tudo aqui era importante demais para dar a algum aleatório.
A voz do Guardião ecoou de repente em sua mente, soando mais distante e dispersa do que nunca. “Para a sua esquerda! Vá em direção à concentração mais densa de energia. É lá que o legado reside!”
Sem hesitar, Mira focou sua visão num ponto de luz radiante ao longe, pulsando com uma intensidade que ofuscava tudo mais. Se aquele era seu destino, ela chegaria lá, custe o que custar.
Ela começou a manipular o Núcleo do Mundo dentro dela, tentando converter sua energia harmoniosa numa força que pudesse impeli-la através deste labirinto cósmico. Cada músculo, cada fibra do seu ser se esforçava para mudar sua trajetória em direção àquele farol de luz.
Mas o buraco de minhoca não estava facilitando. Ele parecia estar vivo, mudando e se transformando como se estivesse reagindo às suas intenções. Caminhos que pareciam claros em um momento se tornavam complicados no seguinte. Estrelas de repente mudavam, e galáxias espiralavam em padrões imprevisíveis.
Mira cerrava os dentes. Parecia um cabo de guerra entre sua vontade e os caprichos do universo.
No entanto, em meio ao caos, algo incrível aconteceu. Mira começou a sentir o ritmo deste mini universo.
Assim como ela havia remodelado seu espaço da alma antes, agora ela se encontrava influenciando sutilmente a direção do buraco de minhoca, dobrando-o, ainda que levemente, à sua vontade.
Com a nova conexão, a percepção de Mira mudou. O buraco de minhoca, uma vez uma fonte de caos, agora se tornou uma entidade com um coração, um cosmo vivo que respirava e ressoava com sua própria alma. As galáxias giravam e se alteravam num delicado equilíbrio que ela começava a compreender.
Dominando esse entendimento, ela começou a tecer entre constelações, deslizar pelo coração das nebulosas e cavalgar nas forças de maré dos aglomerados de estrelas.
Ela podia sentir a energia densa se aproximando, sua tração mais potente do que antes. Mas, havia momentos em que o universo resistia, e o pulso do buraco de minhoca se chocava com suas intenções, e ela era atirada fora de curso.
Foi durante um desses momentos, quando um vórtice repentino a girou, que ela os viu – sombras.
Formas fugazes, etéreas, zigzagueando entre galáxias, sua própria presença causando distorções no tecido do buraco de minhoca.
A realização a atingiu: ela não estava sozinha nesta jornada. Quer fossem resquícios do passado ou competidores ativos, outros também estavam atravessando este caminho cósmico.
Isso adicionou uma nova camada de complexidade. Enquanto tentava manter seu caminho em direção ao farol, ela também tinha que ficar atenta a estas entidades sombrias. Elas pareciam senti-la também, seus movimentos se tornando mais propositados, mais deliberados, convergindo em direção a ela.
Uma voz aguda cortou sua concentração. “Mira!” O Guardião alertou. “Esses são os Buscadores de Alma—entidades deixadas pelos Progenitores para guardar o legado. Eles são atraídos por almas poderosas. Você deve evitá-los!”
Respirando fundo, Mira expandiu ainda mais seus sentidos, agora extremamente consciente das posições e trajetórias dos Buscadores de Alma. Ela tecia através do labirinto cósmico, evitando-os, mas era evidente que estavam se aproximando.
Invocando a melhor Técnica de ocultamento que conhecia, Mira liberou uma explosão de energia, camuflando sua presença. Naquele momento, ela sentiu como se finalmente pudesse romper a barreira e alcançar a 6ª Fase da técnica, Aura Mundana.
Com a ajuda do Núcleo do Mundo, seu entendimento de Criação e Destruição, e seus meridianos extremamente versáteis, Mira fundiu sua aura, batimentos cardíacos, fluxo de energia e corpo físico com o mundo ao seu redor.
Por um momento, ela se tornou uma fantasma, mesclando-se perfeitamente com o cosmo ao seu redor. Isso lhe comprou alguns momentos preciosos enquanto os Buscadores de Alma pareciam momentaneamente desorientados.
Usando essa vantagem, ela avançou com renovado vigor, o farol agora aparecendo vasto e incrivelmente próximo. A harmonia entre ela e o universo cresceu mais forte, e com um último e decisivo surto de velocidade, ela emergiu do buraco de minhoca.
Ela tropeçou no chão, mas imediatamente foi envolvida por uma aura de luz resplandecente.
Estabilizando-se, ela saltou para ficar em pé e juntar o ambiente ao seu redor.
Onde ela pousou não era muito grande, do tamanho de um quarteirão de bairro, e não havia nada além de grama verde, um grande espinho em cada canto e um templo no meio.
Os espinhos eram completamente negros e liberavam correntes de energia iridescente em direção ao centro, onde o templo se erguia. As energias convergiam acima dele e desciam para dentro do edifício como uma cascata de cachoeira.
O templo se erguia alto e majestoso, feito de pedra branca e dourada com representações de bestas antigas criadas em vidro colorido. Emitia uma aura relaxante, como se o conceito de paz e silêncio tivesse sido criado aqui.
‘…Eu cheguei?’ Mira se perguntou, mas ela instintivamente sabia que sim. Talvez houvesse outros lugares que continham o legado, mas ela sabia que havia adquirido um deles.
Como se fosse compelida, ela começou a andar em direção ao templo sem saber. Ao chegar na porta, ela a empurrou gentilmente, revelando uma grande nave vazia com nada além de um altar no fim de um longo tapete vermelho.
A energia dos espinhos descia sobre aquela posição, suas várias energias se entrelaçando em uma única. Ela tentou sentir que tipo de energia era, mas era tão profunda que sentiu que, se olhasse por tempo suficiente, poderia se perder nela.
Sacudindo a cabeça, ela deu um passo adiante no tapete vermelho e continuou até chegar ao altar.
Mira se aproximou do altar, banhada no brilho iridescente que caía dos espinhos acima. As energias giravam, se entrelaçando e inflamando enquanto se encontravam acima do altar, criando um espetáculo imponente – sem artefato tangível ou tesouro, apenas a energia – a essência do legado dos Progenitores.
Ela estendeu a mão em direção a ela, hesitando por um momento. Uma compreensão inata lhe disse que esta não era apenas qualquer energia; era o ápice da sabedoria, conhecimento e poder dos Progenitores.
Quando seus dedos tocaram as correntes, uma conexão profunda foi estabelecida. As energias espiralaram ao seu redor, acariciando sua pele, infiltrando-se nos seus meridianos e ressoando com a própria alma.
A energia de cada espinho tinha uma característica distinta. Uma pulsava com energia bruta, outra com conhecimento ilimitado, uma terceira com sabedoria profunda e a última com um sentimento etéreo de unidade e harmonia.
Mira sentiu uma ressonância, uma fusão profunda de energias enquanto as inúmeras correntes se entrelaçavam ao seu redor. Por um momento, foi como se o tempo parasse, o mundo se reduzindo apenas a ela e ao legado dos espinhos. A sensação era suave, quase como um sussurro, guiando-a, mostrando-lhe os caminhos que se estendiam à frente dela.
Ela pôde sentir as próprias fibras de seu ser vibrando em uníssono com as energias, um suave zumbido emanando do profundo do seu núcleo. O poder dos espinhos não estava apenas a infundindo, mas também se afinando a ela, refinando-a e preparando-a para o que estava por vir.
À medida que os momentos passavam, a intensidade das energias começava a diminuir ligeiramente, dando a Mira a sensação de um suave declínio, como uma pena flutuando de volta ao chão depois de ser levada ao alto pelo vento.
Com um suave suspiro, ela retirou a mão, sentindo um calor persistente onde as energias a haviam tocado.
‘Isso foi apenas um toque. O que acontecerá quando eu me sentar nela?’ Mira ponderou, mas ela não se atirou imediatamente.
Primeiro, ela elaborou um plano. Ela tinha que maximizar os benefícios desse legado. Se isso era tudo o que havia, ela não sabia.
No entanto, a energia à sua frente era mais do que extraordinária. Não seria errado chamá-la de droga milagrosa capaz de melhorar o talento inato de alguém.
Havia uma lista inteira de coisas que ela queria fazer, então ela teve que passar por sua própria lista de verificações mental.
Felizmente, com sua mente atual, isso só levou alguns segundos.
Após tomar uma respiração profunda, Mira estabilizou sua mente e entrou na cascata de energia, deixando-a desabar sobre si antes de se sentar em posição de meditação.