Ler Romance
  • Todos os romances
  • Em curso
  • Concluídas
Avançado
Entrar Cadastrar-se
  • Todos os romances
  • Em curso
  • Concluídas
  • Romântico
  • Fantaisie
  • Urbano
  • MAIS
    • MISTÉRIO
    • Geral
    • Ação
    • Comédia
    • Magia
    • Histórico
Entrar Cadastrar-se
Anterior
Próximo

Imortal Imperatriz do Gelo: Caminho para a Vingança - Capítulo 796

  1. Home
  2. Imortal Imperatriz do Gelo: Caminho para a Vingança
  3. Capítulo 796 - 796 Competição de Discípulo Primário Liberdade 796 Competição
Anterior
Próximo

796: Competição de Discípulo Primário: Liberdade 796: Competição de Discípulo Primário: Liberdade A atmosfera estava densa com o fedor de mofo e ferro. O frio da pedra dura pressionava contra as costas de Mira, gelando-a até os ossos. As pesadas correntes que a prendiam pareciam absorver a pouca luz, dando ao cômodo uma sensação ainda mais opressiva.

Memórias ameaçavam consumi-la, cada uma um lembrete arrepiante das vezes em que fora aprisionada, usada ou traída.

Essas recordações de vidas passadas eram um coquetel de tormento e desolação. Em uma, ela era uma ‘nobre’ cativa, despida e descartada. Em outra, uma escrava, vendida e negociada como um objeto sem vontade própria. Vez após vez, ela sentira o aço cortante das correntes, tanto literal quanto metafórico.

A voz da Sombra Própria ecoava, puxando-a de seus sombrios pensamentos. “Este é o seu maior medo. O medo de ser controlada, de perder sua liberdade. De ser reduzida a nada mais do que um peão no jogo de outra pessoa.”

Mira cerrava os dentes. Cada instinto a impelia a se libertar, a despedaçar as correntes e recuperar sua autonomia. Mas ela sabia que este não era um mero desafio físico. Era um teste de seu espírito, sua determinação.

Ela olhava ao redor da masmorra, as memórias ainda iminentes. Cada momento de cativeiro, cada traição e cada desgosto se manifestavam de uma forma ou de outra.

Na extremidade distante da cela, um espelho se erguia, refletindo seu estado atual. Mas ao encará-lo, a imagem se transformava, mostrando suas encarnações passadas, todas presas, todas derrotadas, mas seus olhos ainda brilhavam com determinação.

Nenhuma delas suportava o que estava acontecendo e desejava nada mais do que massacrar todos os responsáveis, mas estavam impotentes. Força de vontade e determinação só podem levar alguém tão longe quando se luta contra um deus.

Aliás, isso apenas piorava sua vida.

“Não serei acorrentada novamente!” ela rosnou, com uma determinação feroz crescendo dentro dela.

Com uma respiração profunda, ela começou a canalizar sua afinidade com Luz. O calor se espalhava por seus membros, contrapondo o frio das correntes. Com cada memória que ela confrontava, as correntes enfraqueciam.

Uma corrente se estilhaçou, liberando uma visão dela mesma como uma jovem donzela presa em uma gaiola dourada, sua liberdade trocada por poder político. Ela se lembrava das confinantes limitações daquela vida, o peso das correntes de ouro que a prendiam, mais pesadas do que qualquer ferro.

Outro elo se quebrou, e ela estava em um mercado movimentado, com as mãos amarradas, olhos suplicando por misericórdia enquanto homens cruéis decidiam seu destino. A humilhação, o desespero, ela sentia tudo novamente, mas também sentia uma centelha de esperança, uma determinação que a manteve resistindo.

À medida que as correntes continuavam a se quebrar, Mira sentia um peso sendo tirado de seu coração. Cada memória libertada era mais um passo em direção à verdadeira liberdade.

A dor e o sofrimento de suas passadas encarnações, embora angustiantes, também serviam como testamento ao seu espírito indomável. Vez após vez, ela se levantava, lutava e tentava recuperar seu destino.

Com um último surto de energia, a última das correntes se despedaçou, banhando a masmorra em uma luz brilhante.

Entretanto, quando tudo se dissipou, ela ainda estava presa em uma cela.

Estava ainda tão fria e úmida quanto antes, talvez até mais. Chegou a um ponto que, mesmo com sua afinidade com gelo, as temperaturas gélidas perfuravam sua alma.

Em algum momento, ela ouviu passos ecoando pelo corredor, vindo em direção a sua localização. Por alguma razão, a cada pisada, Mira sentia um calafrio percorrer sua espinha. Seu rosto se transformou em uma expressão de raiva incontrolável, pois mesmo sem saber nada sobre a pessoa que se aproximava, ela sabia.

Ela podia sentir a presença daquele desgraçado onde quer que estivesse, mesmo que estivesse morta!

Aproximadamente um minuto depois, um ser em um manto branco com bordados prateados apareceu diante de sua cela. O homem tinha ombros largos, um corpo esculpido e uma postura confiante, como se fosse a pessoa mais poderosa do mundo.

Ela encarou para encontrar seus olhos, mas percebeu que seu rosto estava embaçado.

‘…É isso mesmo.’ Ela pensou com os dentes cerrados e punhos fechados. ‘Eu nunca vi aquele filho da puta com meus próprios olhos antes. Apenas sua voz. Acho que é assim que minha mente o enxerga.’
De repente, o homem falou com aquela voz sempre presunçosa e irritantemente confiante. “Oh, Mira. Presa novamente, hem? Você sabe, tudo isso poderia ser evitado se você simplesmente se submetesse a mim. Eu cuidaria de você para que nunca mais tivesse que sofrer.”

Os olhos de Mira se estreitaram na direção da figura vaga diante dela, o próprio tom da voz dele acendendo uma chama furiosa em seu peito. Seus lábios se retraíram em um rosnado, sua resposta impregnada de desdém e escárnio puro. “Submeter-me? A alguém como você? Prefiro sofrer tortura eterna a estar em sua mera presença.”

Sua risada reverberava pelos corredores úmidos e sombrios, enviando arrepios cascata abaixo pela espinha dela, ecoando vaziamente dentro dos confins de sua mente. No entanto, por baixo da camada superficial de alegria forçada, ela podia sentir uma corrente sinistra de prazer perverso, uma forma torcida de prazer derivada do seu sofrimento.

“Você diz isso agora,” ele falou despreocupadamente, apoiando-se casualmente nas barras frias e insensíveis da prisão dela. “Mas todos têm um ponto de ruptura, querida. Até quando você aguentará, eu me pergunto?”

O olhar de Mira nunca vacilou, seu espírito indomável apesar das correntes do passado que a pesavam. Cada palavra, cada insinuação feita por ele, serviam apenas para fortalecer sua determinação.

“Não até eu ter sua cabeça em uma pique e sua alma apagada da existência.” Ela retrucou, um sorriso sanguinário cheio de intenção assassina adornando seus lábios.

“Oh? Você guardará minha cabeça como um troféu mesmo depois de me matar? Que romântico~! Eu sempre soube que você voltaria atrás!” Ele riu levemente, tratando as palavras dela como se fossem uma piada.

A expressão de Mira se contorceu em puro ódio diante de sua tentativa de minimizar suas palavras, o tom desprezível apenas servindo para alimentar ainda mais sua raiva. “Não confunda minhas palavras com afeto, demônio. Sei que você é apenas um masoquista doentio que se aproveita do ódio alheio.”

“Bem, o ódio é muitas vezes apenas uma forma distorcida de amor, não acha?” O homem refletiu, a voz pingando de condescendência. “Não se pode odiar tão apaixonadamente sem alguma forma de apego.”

“Silêncio!” Mira estalou, sua voz ecoando pelas paredes de pedra de sua cela. “Eu não quero nada mais do que te tirar da minha cabeça e seguir com a minha vida, mas você é como um maldito parasita! Sempre lá, sempre aparecendo só para me lembrar que está observando.”

O eco da voz de Mira se dissipava nas frias paredes úmidas, se perdendo na escuridão opressora ao redor deles. Por um momento, o espaço entre eles zumbia com um silêncio tenso, elétrico com a corrente invisível de seu antagonismo.

“Oh, como suas palavras são cruéis, querida Mira,” o homem zombou com um falso tom de mágoa, o sorriso invisível audível em sua voz. “Aqui estou eu oferecendo conforto, alívio de seu sofrimento perpétuo, e você responde com tanto veneno. Realmente mereci tanto desprezo?”

“Cada grama dele e mais,” Mira respondeu acidamente, seus olhos brilhando com a chama inquebrantável do ódio dela. “Você não é nada além de uma sanguessuga sádica, deliciando-se na dor alheia. Nunca me submeterei a você, não importa quão desesperadora seja minha situação.”

Sua voz tremia, não de medo, mas com a fúria incandescente construindo em seu peito, uma onda de emoção pronta para se desabar sobre o objeto de seu desdém. As correntes do passado, suas memórias assombrosas, eram pesadas, mas também alimentavam sua resistência incessante, sua determinação de nunca se curvar diante dele.

O homem suspirou dramaticamente como se profundamente desapontado pela recusa dela. “Que pena. Você poderia ter tido tudo, Mira. Poder, imortalidade, liberdade da dor. Mas você escolhe se agarrar ao seu orgulho tolo, sua resistência insignificante.”

“E a que custo?” Mira rebateu, sua voz afiada como uma lâmina, cortando o ar frio da masmorra. “Minha alma? Minha consciência? Prefiro suportar mil vidas de sofrimento a me perder para você.”

A figura embaçada inclinou-se levemente como se considerasse suas palavras, então riu, um som que ecoava de forma sinistra pela cela. “Muito bem, minha querida. Se esse é o seu desejo, quem sou eu para negar? Suporte sua dor, afunde-se em seu sofrimento. No fim, verá… você sempre estará sozinha, com nada além do seu orgulho precioso para lhe fazer companhia.”

Com aquela última e arrepiante declaração, a figura recuou, sua forma se dissolvendo nas sombras até que tudo o que restou foi a escuridão sufocante e a pedra fria e insensível.

O peito de Mira arfava enquanto ela lutava para recuperar a compostura, os resquícios de sua raiva ainda fervendo em suas veias. O homem, o deus, o demônio, o que quer que fosse, tinha ido embora, mas suas palavras permaneciam, ecoando nos recantos de sua mente.

Mas em vez de sucumbir ao desespero, Mira sentiu uma estranha sensação de libertação.

Sim, seu caminho era solitário e árduo, repleto de provações sem fim e dores intransponíveis. Mas era dela e apenas dela. Sua dor, sua luta, sua resistência – eles eram a essência de sua existência, seu espírito indomável que se recusava a ceder.

Com novo vigor, Mira se levantou, de pé imponente em meio à escuridão sufocante. Suas correntes tinham caído, seu espírito desvinculado, pronta para enfrentar os desafios à frente com determinação inflexível e vontade inquebrável.

Ao avançar, a masmorra ao redor dela parecia desmoronar, as paredes se dissolvendo, o teto se elevando, revelando um céu pintado com os primeiros raios da alvorada. O calor banhava sua forma, acariciando suavemente o frio da cela, envolvendo-a em um abraço delicado e confortante.

Ela estava livre.

Anterior
Próximo
  • Início
  • 📖 Sobre Nós
  • Contacto
  • Privacidade e Termos de Uso

2025 LER ROMANCE. Todos os direitos reservados

Entrar

Esqueceu sua senha?

← Voltar paraLer Romance

Cadastrar-se

Cadastre-se neste site.

Entrar | Esqueceu sua senha?

← Voltar paraLer Romance

Esqueceu sua senha?

Por favor, insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail. Você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.

← Voltar paraLer Romance

Report Chapter