Imortal Imperatriz do Gelo: Caminho para a Vingança - Capítulo 790
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- Capítulo 790 - 790 Competição de Discípulo Primário Novo Desafio 790
790: Competição de Discípulo Primário: Novo Desafio 790: Competição de Discípulo Primário: Novo Desafio A terra queimada estalava sob seus pés enquanto Mira e Nova continuavam sua jornada rumo ao coração da zona de cultivo. Os restos carbonizados das árvores projetavam longas sombras esqueléticas enquanto o sol começava a se pôr. O que antes era um refúgio luxuriante, agora era um campo de batalha desolado, testemunho do poder bruto que ambos os combatentes possuíam.
Nova lançou um olhar de soslaio para Mira, sua curiosidade evidente. “Seu poder cresceu exponencialmente desde o nosso último encontro. Mesmo naquela forma de raposa, você parecia… diferente.”
Mira não olhou para Nova e continuou caminhando. “Você também ficou mais forte. Eu não pensei que seus ataques fossem capazes de me ferir.”
Nova deu um sorriso sutil e riu. “O que posso dizer? Essa linhagem que você me deu é superpoderosa.”
Contudo, Mira balançou a cabeça. “Aquilo não veio da sua linhagem. Você nem a usou lá.”
Nova coçou a bochecha, sentindo-se um pouco desconfortável por Mira ter percebido tão facilmente.
“…Você está certa,” Ela concordou. “Consegui aprimorar meu Físico e Núcleo, entre outras coisas, mas vou manter estes como segredo por enquanto.”
Eles ainda estavam em competição, afinal. Ela não poderia simplesmente entregar todas as suas cartas na manga para Mira de bandeja. Ela já era a principal candidata a vencer a competição do Discípulo Primário.
Enquanto caminhavam em silêncio amistoso, a energia da zona de cultivo começou a mudar. Apesar da destruição, a essência da vida começou a pulsar como se o próprio solo tentasse se regenerar. Pequenos brotos verdes surgiam da terra enegrecida, e o som distante de água corrente podia ser ouvido.
Nova gesticulou em direção à vida florescente. “A zona de cultivo é realmente única. Mesmo após nosso combate destrutivo, está se regenerando.”
Mira concordou com a cabeça.
Logo chegaram a uma clareira com um lago sereno em seu centro. A água cintilava com uma miríade de cores, cada tonalidade representando um tipo diferente de energia. Ao redor do lago, havia todos os tipos de bestas.
As bestas viraram-se para elas, mas, não sentindo perigo algum, voltaram a beber da lagoa.
Mira se aproximou da borda da água, ajoelhando-se para recolher uma mão cheia. O líquido se transformou em uma essência prateada à medida que ela o aproximava. Ele entrou em seu corpo e a preencheu com energia, tanto seu Qi quanto a Energia Primal. Qualquer ferimento que tivesse sofrido também foi curado.
Por último, sua cultivação parecia aumentar ligeiramente. Infelizmente, ela estava no Pico do Reino da Alma Nascente e não fazia ideia de como avançar para o Reino da Transformação da Alma.
Contudo, ela tinha a sensação de que provavelmente tinha algo a ver com suas diferentes formas.
Nova se aproximou do lago, sua reflexão ondulando em suas profundezas. Ela hesitou por um momento antes de finalmente falar, “Mira, nossa batalha mais cedo… Foi só um teste? Ou havia algo mais que você buscava?”
Mira suspirou, seus olhos refletindo as miríades de cores do lago. “Parte como um teste, sim. Mas também… uma forma de reconectar.”
Os olhos de Nova suavizaram. Ela podia perceber que Mira estava passando por algo. Toda essa interação parecia forçada e meio estranha, já que Mira era do tipo que matava primeiro e, bem, matava mais um pouco. Geralmente nem perguntas são feitas.
Havia uma intenção de matar se formando de leve em seus olhos. Para o olhar desatento, não se notaria, mas como alguém que passou um tempo considerável com ela, podia perceber.
Contudo, se Mira não queria falar sobre isso com ela, então o mínimo que ela poderia fazer era ser uma boa amiga.
“Você poderia ter simplesmente conversado comigo,” Nova murmurou.
Mira riu, “E perder uma batalha tão emocionante? Isso não faz o meu estilo.”
Nova sorriu, depois ficou pensativa. “Você disse que sua forma de raposa faz parte da sua jornada que você abraçou. Quer compartilhar agora?”
Mira hesitou, seu olhar desviando para as estátuas ao redor do lago. Ela então prosseguiu para contar a Nova um pouco sobre seu tempo no Reino Secreto.
Depois de terminar, Nova fez o mesmo. Ela falou sobre as provações ardentes pelas quais passou, as planícies infernais, as várias técnicas que ela havia aprendido e uma maneira de sublimar ainda mais sua linhagem.
Porém, Mira podia perceber que havia mais do que isso. Partes que Nova propositalmente deixou de fora ou simplesmente não queria falar.
‘Parece que não sou a única que teve problemas com este lugar.’ Mira pensou, com o ânimo um pouco elevado depois de conversar com Nova.
Pelo menos ela não era a única sofrendo.
“Uma aventura e tanto,” Mira observou depois que Nova terminou de contar suas experiências. Ela sentiu um estranho sentimento de camaradagem, pensando em como ambas haviam passado por transformações, tanto literais quanto metafóricas, durante suas respectivas jornadas.
“A vida nunca é monótona, especialmente não para pessoas como nós,” Nova respondeu, seu olhar demorando-se nas águas multicoloridas do lago.
Cada uma recolheu outra mão cheia do líquido cintilante, deixando sua essência restauradora fluir pelas veias mais uma vez. Mira podia sentir suas reservas de energia sendo repostas, o cansaço persistente que nem tinha notado até agora se dissipando.
“Vamos,” Mira disse, levantando-se e se afastando do lago. “Mais desafios nos aguardam.”
Nova sorriu, “Você leu meus pensamentos.”
Quando elas deixaram a clareira, Mira se transformou novamente em sua forma de raposa de nove caudas. A transição enviou ondas de energia pelo seu corpo, mas ela se sentia mais à vontade nesta forma. A forma de raposa havia se tornado uma parte essencial de sua identidade, um símbolo de sua força recém-descoberta e das lições que havia aprendido.
Nova, ao lado dela, não pôde deixar de se maravilhar com a majestade do estado transformado de Mira. “Pronta para caçar?”
As caudas multicoloridas de Mira brincavam de forma travessa. “Sempre.”
Por dias, as duas percorreram mais fundo na Zona de Cultivo, sua presença um prelúdio de morte para as desafortunadas bestas que cruzavam seu caminho. Suas batalhas eram breves, mas intensas, seus adversários variando desde dracmas cuspidores de fogo até beemotes com pele dura como aço. Cada morte era uma lição, cada desafio uma oportunidade para refinar suas habilidades e aprofundar sua compreensão de suas próprias limitações.
Mira se sentia cada vez mais confortável com a ferocidade primal de sua forma de raposa, os pormenores de seu potencial se tornando cada vez mais claros. Cada besta que eles venciam tornava-se parte do seu crescente reservatório de energia primal, alimentando seu crescimento contínuo.
Nova, por sua vez, era igualmente implacável. O poder explosivo de suas técnicas de Fogo Solar não deixava nada além de cinzas em sua esteira. Ela parecia extasiada, seus olhos brilhando mais intensamente a cada batalha vitoriosa.
Porém, apesar da satisfação de suas caçadas, Mira podia sentir que algo mais a aguardava na zona de cultivo — um desafio que poderia catalisar a próxima etapa de sua jornada. Seus sentidos de raposa formigavam com antecipação e um toque de temor, sentimentos que ela aprendera a não ignorar.
Após uma semana lutando contra humanos e bestas, as duas encontraram o que Mira havia sentido: um portal, cintilando com uma luminescência prateada, recluso em uma caverna cercada por árvores altas e retorcidas.
O portal pulsava suavemente, quase convidativamente. Mira podia sentir uma energia indescritível emanando dele, uma energia que a atraía para a frente, mas ao mesmo tempo alertava sobre os perigos que estavam além. Ela olhou para Nova, que concordou com a cabeça.
“Este é o seu momento,” Nova disse. “Eu posso sentir.”
Mira se aproximou do portal, suas nove caudas fluindo graciosamente atrás dela. Por um breve momento, ela hesitou. Depois, com um brilho determinado nos olhos, atravessou.
Mira atravessou o portal, preparando-se para um reino de desafios desconhecidos. Para sua surpresa, encontrou-se em um cenário drasticamente diferente — um quarto simples, todo branco, marcado por ladrilhos delimitados em preto. Estava desprovido de quaisquer características, um forte contraste com as intrincadas paisagens pelas quais ela havia passado anteriormente.
À sua frente, uma cópia exata de si mesma se materializou. Era ela, em sua forma de raposa de nove caudas, até a última cauda multicolorida. Os olhos de seu clone brilhavam com a mesma inteligência e ferocidade que ela conhecia tão bem, deixando claro que esta batalha seria diferente de todas que ela havia enfrentado antes.
Uma voz, neutra e incorpórea, ressoava pelo espaço branco. “Para progredir, derrote a si mesma.”
Mira olhou para seu clone, sentindo sua prontidão para a batalha.
A atmosfera no quarto tornou-se elétrica, carregada com a energia combinada delas. Mira sentiu sua força primal aumentando, um torrente de poder que colidia com uma força idêntica emanando de seu clone. Era um impasse, um ponto morto que só poderia ser quebrado pela vontade de ir além dos seus limites.
Mira estreitou os olhos, puxando os lábios para trás e revelando dentes afiados. Seu clone a imitou, criando uma simetria arrepiante. Ambas soltaram um rosnado que ecoou pelo vácuo branco, um prelúdio para o inevitável choque.
Então, em uma explosão de energia que parecia distorcer o próprio tecido do quarto, elas avançaram uma contra a outra, presas à mostra e caudas girando como lâminas etéreas.
Bem quando suas formas colidiram em uma tempestade de energia primal e poder desencadeado, um clarão cegante de luz preencheu a sala. Um estrondo sônico ecoou por todo o quarto enquanto ambas eram jogadas para trás.