Imortal Imperatriz do Gelo: Caminho para a Vingança - Capítulo 782
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782: Competição de Discípulo Primário: Escadaria Dupla Parte 3 782: Competição de Discípulo Primário: Escadaria Dupla Parte 3 Como se para provar que ela era a verdadeira Maria, ela mostrou o anel dourado em seu dedo — o mesmo que Mira lhe deu antes de partir em viagem. “Se eu não sou real, então e isto? É falso?”
Mira pausou e olhou para o anel de obsidiana em seu dedo. Enviando um pulso de energia para dentro dele, brilhou com um lustre opaco.
Instantaneamente, ela sentiu um puxão em uma certa direção. Quando levantou a cabeça para olhar, estava olhando diretamente para Maria.
Mira abriu a boca para dizer algo, mas nenhuma palavra saiu. Ela queria acreditar que isso era falso. Tinha que ser.
No entanto, aqueles anéis estavam diretamente conectados um ao outro. Todas as provas apontavam para que a pessoa diante dela fosse real.
Mas a dúvida a atormentava. Os Passos do Tormento Abissal eram conhecidos por seus testes insidiosos que exploravam qualquer vulnerabilidade. Maria estar aqui era conveniente demais, perfeito demais.
À medida que os dois se olhavam, uma tensão palpável permeava o ar. O abismo ao redor deles parecia mais profundo, mais frio, mais implacável.
Sua mão apertou a foice, cujo metal frio servia como um lembrete concreto de onde ela estava.
“Mira,” Maria sussurrou, com a voz trêmula. “Sou eu mesma. Não sei como cheguei aqui, mas estou tão assustada e confusa quanto você.”
O olhar de Maria era firme, fixo em Mira, buscando um sinal de reconhecimento, uma semelhança do laço que compartilhavam. Lágrimas se acumulavam em seus olhos, turvando a linha entre ilusão e realidade.
“Eu não entendo,” Mira murmurou, dividida entre a lógica fria do teste e o calor das emoções que turbilhonavam dentro dela. “Você não deveria estar aqui.”
“Eu… Eu não sei. A última coisa que lembro foi de ter adormecido,” Maria admitiu, com os dedos acariciando distraída o anel dourado, “e então, de repente, eu estava nesse vazio, na sua frente.”
Mira respirou fundo, tentando encontrar clareza no meio do turbilhão de emoções, mas com os Passos do Tormento Abissal sugando todas as emoções positivas, era difícil. Ainda assim, graças ao que quer que sua Alma Nascente estivesse fazendo, ela podia fazer julgamentos um tanto racionais.
“Cada passo deste teste foi uma batalha contra as memórias que prezo tanto. Por que eles te trariam até aqui a menos que…”
A realização a atingiu como uma onda. Este poderia ser o teste final, mais desafiador — enfrentar uma manifestação de suas emoções e derrubá-las ela mesma.
Se os Passos do Tormento Abissal pudessem criar a réplica perfeita de Maria, até mesmo nas emoções, seria o teste mais cruel até agora.
Ainda assim, algo roía Mira, uma dúvida persistente que a impedia de aceitar completamente a figura diante dela como uma mera ilusão. Os anéis, a ressonância, o vínculo inegável que as unia, isso não poderiam ser meros truques, poderiam?
Tudo parecia real demais.
Enquanto Mira contemplava o que fazer, ela deu um passo à frente na tentativa de descer, mas bateu em uma parede ilusória em vez disso.
“!!!”
Choque e medo apareceram nos olhos de Mira por um momento enquanto seu olhar se voltava para Maria. O fato de que ela não conseguia descer só podia significar uma coisa.
Ela ainda não havia superado o teste.
“DROGA!” Mira socou a barreira com o punho, mas isso nem sequer causou uma ondulação.
Ela se virou na tentativa de voltar para cima mas foi bloqueada novamente.
“Droga! Quem diabos teve essa ideia?!” Seu corpo tremia de raiva. Ela queria mais do que tudo rasgar as paredes deste túnel, mas sabia que não importava o que fizesse, não causaria nenhum dano.
Tudo sobre a Maria parada diante dela parecia e era real. Sua aura, linhagem, força, personalidade, tudo. Ela não conseguia encontrar nenhuma diferença.
Para piorar as coisas, ela não podia negar a possibilidade de que a FLDIL realmente a teleportaria para cá. Mostrou feitos inúmeras vezes maiores do que isso antes. Teletransporte é quase risível em comparação.
Ela tentou tudo que podia para sair desse lugar. Contatou o Guardião, mas não recebeu resposta. Tentou controlar o Firmamento, mas isso não fez nada. Até entrou em sua forma de Progenitor na tentativa de atravessar as barreiras, mas nada funcionou.
Até sua Alma Nascente, que ocasionalmente enviava uma aura calmante ou dizia algo encorajador, estava se desculpando, repetindo ‘não sabia’.
Os olhos de Mira percorreram as barreiras de ambos os lados, seu conflito interno evidente em seu olhar. Maria, percebendo as implicações, parecia que havia levado um tapa.
“Mira,” Maria começou, com a voz trêmula, “você realmente tem que…?”
Mira respirou fundo, mas ainda assim acenou com a cabeça. “…Parece que é o caso, não é?”
O rosto de Maria desmoronou, mas ela acenou com a cabeça. “Se de fato sou uma ilusão, então ao me derrubar, você superará este teste. Mas se eu for real… então eu realmente morreria.”
O silêncio desceu sobre as duas, o peso de suas emoções pressionando como uma montanha.
Mira sabia o que tinha que fazer, mas não conseguia fazê-lo. Ela se apegara bastante àquela garotinha tola que conheceu tantos anos atrás. As duas eram bastante opostas, mas foi isso que as aproximou.
‘…Eu também não posso deixar todos aqueles anos de treinamento irem para o lixo.’ Mira pensou em uma tentativa de superar seus sentimentos verdadeiros.
De repente, Maria deu um sorriso relaxado e tranquilo. Era um sorriso que só alguém que sabia que estava prestes a morrer poderia dar.
“Está tudo bem, Mira.” Ela disse com a voz mais suave que pôde. “Faça o que você precisa fazer. Há tantos anos, você me avisou que estar com você seria perigoso. No entanto, não me arrependo de nada. Acho que isso é apenas o nosso destino.”
‘Destino… Destino… Destino…’ Essa palavra ecoava na mente de Mira.
Desde sua primeira vida, ela passou a maior parte do tempo sob o controle de outras pessoas. Agora, Deus não só estava manipulando ela, mas o universo estava direcionando seu futuro?! Quando ela poderia ter controle sobre sua própria vida?!
Ficando ali parada, Mira chegou a uma única conclusão, fazendo com que sua expressão se suavizasse. ‘Eu odeio tanto este mundo.’
Agarrando sua foice tão forte que os nós de seus dedos ficaram brancos, ela se virou para Maria.
“…Desculpe, Maria.” Ela disse sem expressão alguma.
“Tudo bem,” Maria apenas sorriu como sempre fazia, “Eu entendo. Que nos encontremos novamente na minha próxima vida.”
A calmaria dos Passos do Tormento Abissal os envolvia, como um cobertor grosso que ameaçava sufocá-las.
Mira ali estava, sua figura emanando uma aura de tristeza e determinação entrelaçadas. Sua alma clamava contra o ato que estava prestes a cometer, enquanto a lógica gritava que era a única maneira.
Maria, por outro lado, parecia ter aceitado seu fim em potencial. Ela fechou os olhos, respirando fundo uma última vez, como se quisesse memorizar a sensação do ar abissal ao redor delas.
Mas quando Mira ergueu a foice, preparando-se para o golpe, um sussurro suave escapou dos lábios de Maria: “Lembre de mim.”
O tempo parecia desacelerar. Cada movimento, cada respiração era dolorosamente prolongada. A foice começou a descer.
Sua lâmina fria e dura logo perfurou a pele de Maria, e Mira sentiu-a rasgando carne, músculo e osso. Ela observava com olhos mortos e frios, mas sentia como se seu coração estivesse se partindo em mil pedaços.
Em menos de um segundo, o corpo de Maria foi cortado ao meio e caiu no chão com um baque. O sangue se espalhou por todo o chão, escorrendo pelos degraus abaixo.
Mira encarou o corpo, esperando — esperando que ele desaparecesse.
No entanto, após vários minutos longos, nada aconteceu além do cheiro de sangue impregnar o ar.
As mãos de Mira tremeram. Ela fechou os punhos, mas isso só piorou as coisas.
Guardando sua foice, Mira se virou. Ela estendeu o braço à sua frente e percebeu que a barreira que a bloqueava havia desaparecido.
Dando passos lentos e hesitantes, Mira desceu mais fundo no abismo, o peso de suas ações recaía pesadamente sobre seus ombros.
Ela podia sentir todas as emoções positivas sendo drenadas dela a cada passo, mas ela não se importava. Se ele quisesse levá-las, que as levasse.
Ela apenas queria deixar esse lugar.
Conforme caminhava, o corpo sem vida de Maria lentamente desaparecia de sua visão, mas era uma visão que ela nunca esqueceria.
À medida que Mira se aprofundava cada vez mais, a escuridão intensificava-se. Cada passo que dava parecia uma eternidade, e o vazio que ecoava ao seu redor parecia resonar com a dor e o arrependimento que ela estava sentindo. Mesmo assim, ela continuou andando, como um robô programado para fazê-lo.
Ela estava em um estado de negação agora, ainda sem acreditar que matou a verdadeira Maria. Que isso era tudo apenas truques do FLDIL jogados contra ela.
Como se impulsionada por esse pensamento, seus passos se aceleraram. Era difícil dizer se ela estava fugindo ou em busca de algo.