Imortal Imperatriz do Gelo: Caminho para a Vingança - Capítulo 738
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738: O que Você está Fazendo? 738: O que Você está Fazendo? A fumaça da batalha ainda estava espessa no ar, o cheiro de carne queimada pesado enquanto Mira observava das laterais. Ela deu um leve aceno de aprovação pelo desempenho impressionante de Nova. A ardente Donzela da Batalha tinha feito sua parte, agora era a hora da raposa entrar em cena.
“Rhydian,” ela chamou em voz baixa, seu tom firme. Uma silhueta surgiu das sombras e, em breve, uma figura alta e robusta de uma mulher vestida com trajes escuros apareceu diante dela.
Ela ainda estava vestindo roupas esfarrapadas, já que Mira ainda não tinha comprado algo para ela da FLDIL. Ou, mais precisamente, não se incomodou em fazer isso. A situação das roupas de Rhydian era a menor das preocupações de ambas.
“…Caçar?” Rhydian inclinou a cabeça e perguntou, olhando para o horizonte.
“Nós caçamos,” Mira concordou com um sorriso sinistro nos lábios.
Juntas, elas se afastaram do campo de batalha e se aventuraram na selva. Seu alvo? As feras restantes que tinham conseguido escapar do contra-ataque da Seita das Donzelas de Batalha.
Elas se moviam em sincronia perfeita, um par de predadores mortais na busca de sua presa. Seus olhos brilhavam na escuridão, um ouro feroz e um carmesim ameaçador, enquanto começavam sua caçada implacável.
A vegetação rasteira se abria silenciosamente enquanto Mira e Rhydian teciam seu caminho através da floresta rochosa, seus sentidos atentos às perturbações sutis no Qi ao seu redor. Mesmo o mais leve farfalhar, o mais suave pisar, a menor perturbação no fluxo do vento, elas detectavam com precisão aguçada.
Logo, sua persistência foi recompensada.
Um rosnado baixo ecoou à distância, as ondas sonoras perturbando sutilmente o Qi ao redor delas. Mira e Rhydian trocaram um olhar, e sem uma palavra, se dirigiram na direção do som.
Ao se aproximarem da fonte, encontraram-se à beira de uma clareira, onde avistaram sua primeira presa. Uma besta corpulenta com chifres nodosos e olhos injetados de sangue erguia-se contra o pano de fundo iluminado pela lua, suas respirações pesadas e irregulares da fuga anterior.
“Perfeito,” Mira murmurou, seus olhos brilhando sob o brilho pálido da lua.
Rhydian respondeu com um aceno estoico, suas garras se estendendo.
“…Matar?”
Mira deu um leve aceno e fez um gesto para Rhydian avançar.
Num piscar de olhos, Rhydian entrou em ação. Sua forma era um borrão de movimento.
A besta, pega de surpresa pelo ataque rápido, soltou um rugido assustado, mas já era tarde. As garras de Rhydian desceram com força bruta, deixando um rastro de vermelho à sua passagem. Era um ataque direto, frontal – sem sutileza, sem truques, apenas força bruta e velocidade.
Enquanto isso, Mira apertava mais a foice, seus olhos nunca se desviando do campo de batalha. Ela observava o assalto de Rhydian com uma expressão fria, um contraste marcante com a destruição ardente deixada por Nova.
Conforme Rhydian avançava para a próxima besta, outra saía das sombras, seus olhos selvagens fixos em Mira. Um rosnado baixo ressoava em sua garganta enquanto a circulava, pronta para atacar ao menor sinal de fraqueza. Mas Mira estava longe de ser fraca.
“Vamos lá então,” Mira provocou, girando sua foice com uma facilidade enganosa. A arma, uma extensão de sua própria vontade, dançava à luz da lua, seu arco deslizando em harmonia mortal com seus movimentos. “Vamos dançar.”
A besta avançou, dentes à mostra e garras estendidas. Mas Mira era mais rápida. Com um movimento ágil, ela desviou do ataque, a lâmina de sua foice encontrando o flanco da besta. Um estrondo doentio seguiu enquanto o ímpeto da besta a carregava para frente, caindo no chão antes de se partir ao meio.
Até agora, Rhydian tinha limpado a área desses… fraquinhos. Ela virou seus olhos para Mira justamente a tempo de vê-la despachar seu oponente com facilidade.
“Rhydian, comigo,” Mira comandou, sua voz ecoando pela clareira. Rhydian assentiu, fechando rapidamente a distância entre elas.
Seus próximos adversários eram um bando de feras ágeis e rápidas. Mira e Rhydian as enfrentaram de frente.
Mira, com sua foice cortando o ar, e Rhydian, suas poderosas garras rasgando carne e osso, eram uma força da natureza. Juntas, elas massacraram as feras já assustadas como se fossem feitas de papel, seus movimentos ecoando na selva silenciosa.
Sua caçada as levou mais fundo na floresta montanhosa, a lua lançando sombras longas e sinistras no chão. A cada passo que davam, a cada fera que abatiam, sua presença na floresta tornava-se mais dominante, mais ameaçadora.
Entretanto, sua vitória foi breve. Mira sentiu uma sensação familiar de formigamento na nuca. Seus sentidos aguçados, ela captou o mais leve farfalhar da vegetação rasteira, a perturbação quase imperceptível no Qi ao seu redor. Elas não estavam sozinhas.
“Rhydian,” ela murmurou, sem tirar os olhos das sombras.
“…Eu sei,” veio a resposta curta, os olhos dourados de sua companheira também examinando os arredores.
Mira usou seu Sentido da Alma para ver se conseguia encontrar algo, mas ainda assim, nada.
“Algo não está certo,” Mira murmurou, seu olhar nunca deixando as sombras enquanto assumia uma posição defensiva.
Rhydian resmungou em concordância, sua estrutura muscular enrolada e pronta para entrar em ação. O silêncio sinistro era apenas pontuado por suas próprias respirações, que elas mantinham rasas e medidas.
Então, a floresta explodiu em caos.
Uma horda de bestas de Rank 8 de Estágio de Pico, suas escamas brilhando no luar etéreo, emergiu das sombras. Seus olhos ardentes, transbordando de intenção maliciosa, enviaram um calafrio pela espinha de Mira. Não de medo, mas de excitação. Essas não eram bestas comuns – sua energia era diferente, seus motivos ainda mais.
Essas feras não estavam aqui pelo elixir, um fato ainda mais confirmado pela ausência de seu odor distintivo. E enquanto sua aparência selvagem sugeria que eram movidas por sede de sangue, a estranha determinação em seus olhares sugeria algo mais.
Pegas de surpresa, Mira e Rhydian ficaram momentaneamente abaladas. Mas logo se posicionaram prontas para a batalha, suas expressões se endurecendo enquanto enfrentavam o ataque.
“Bem, isso é novidade,” Mira disse, seu tom seco enquanto se posicionava contra as criaturas.
Conforme as feras se aproximavam, as duas se preparavam para um ataque, mas mesmo após uma dúzia de segundos, nada aconteceu.
As feras reptilianas simplesmente as cercaram, seus olhos fixados em suas figuras, certificando-se de não perder um único movimento.
Eventualmente, uma maior, com uma aura muito mais forte que as demais, fez seu caminho através da horda em direção a elas. Eventualmente, ficou diante delas, olhando para baixo como se fosse um gigante diante de uma formiga.
Mira sentiu vontade de arrancar os olhos dela por ousar olhá-la dessa forma, mas se conteve, curiosa quanto ao motivo de terem aparecido assim.
“O que você está fazendo, raposa?” Ela ouviu uma voz profunda transmitida em sua mente.
“O que você quer dizer?” Mira inclinou a cabeça, agindo como se não soubesse, mas o pequeno sorriso em seu rosto contava uma história diferente.
“Por que você está nos matando? Por que você e seus… mestres humanos… estão desequilibrando? Causando caos?”
O sorriso de Mira se transformou em um franzido profundo ao ouvir as palavras “mestres humanos”. Sua mão apertou a foice, e um indício de intenção de matar vazou de seus olhos enquanto olhava para a fera diante dela.
‘Esse desgraçado… ele não é comum.’ Mira concluiu. As palavras que ele usou não eram coisas que uma besta normal diria.
‘Ele deve ter sido enviado para investigar o conflito crescente entre os humanos e as feras.’ Pensou Mira. Ela não sabia se estava certa, mas essas eram claramente um grupo elite comparado aos outros rebotalhos.
Sem falar que ele estava falando. Normalmente, eles apenas morriam sem nunca dizer uma palavra, mas esse soava… preocupado?
Mira se divertiu com o pensamento.
“Por que eu não posso te matar? Os fortes devoram os fracos, certo? Essa é a regra pela qual vivemos. Se eles não querem morrer, talvez devessem ficar mais fortes. Ou, pelo menos, se tornarem mais espertos para saber que não deveriam cruzar caminhos comigo ou com minha Seita.” Mira provocou. Ela queria ver o que esse desgraçado ia fazer a respeito.
‘Se eu matá-los, talvez eu consiga fazer alguns testes na linhagem de Zehir!’ Apenas o pensamento disso trouxe um sorriso horripilante ao seu rosto.
As feras ao redor sentiram um arrepio na espinha ao ver isso, algumas até recuando alguns passos.
Entretanto, o grandalhão apenas a encarou por um tempo antes de acenar com a cabeça. “Eu vejo… Então, é verdade que você não sabe nada de suas raízes bestiais. Você não sabe nada da Convergência.”
‘Convergência?’
Ele então encarou diretamente nos olhos dela e abriu sua boca, pronunciando em uma voz áspera, “Se-us mestres humanos te domesticaram bem, Raposa.”
*BOOOOM!*
Ele abaixou sua perna maciça na posição dela e de Rhydian. No entanto, ambas haviam sentido o perigo antes que qualquer coisa acontecesse e rapidamente saíram do caminho, deixando a fera gigante acertar nada além do ar.
“É u-~ma pena, realmente. Você te~ria sido uma ó-tima candidata.” Ele disse com voz rouca, virando sua cabeça na direção de Mira antes de desaparecer.
‘O quê?!’ Mira começou, já que ela não conseguia mais sentir a fera, mas antes que pudesse procurar mais, uma cauda maciça a acertou nas costas, enviando-a ao chão.
“Eu-~Eu vou cumprir meu de~ver e te abater, cão.”