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Imortal Imperatriz do Gelo: Caminho para a Vingança - Capítulo 713

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  3. Capítulo 713 - 713 Suave 713 Suave Ao adentrar Vorandis a energia da cidade
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713: Suave 713: Suave Ao adentrar Vorandis, a energia da cidade era quase palpável. O ambiente estava animado, mas havia uma tensão inconfundível no ar que dava vida à cidade de uma maneira que Hana nunca tinha experimentado. Ela se agarrava a Mira, com os olhos arregalados e cheios de admiração, tentando absorver tudo de uma vez.

Mira, por outro lado, permanecia impassível. Ela caminhava para frente com confiança, seus olhos avaliando os edifícios, as pessoas e os arredores. Havia um destino claro e inconfundível em sua mente, e ela pretendia chegar lá o mais rápido possível.

Apesar de sua entrada surpreendente, a maioria das pessoas na cidade parecia não se incomodar com a presença de Mira depois de alguns minutos. Mira era apenas mais uma indivíduo poderosa que tinha vindo buscar refúgio, fama, fortuna ou poder dentro dos muros de Vorandis. A cidade estava acostumada a tais demonstrações de força; isso fazia parte de seu sangue.

No entanto, aqueles que a tinham visto antes ou ouvido rumores sobre ela pensavam diferente.

“Ei. Não é a Mira da Seita das Donzelas de Batalha?”

“Acho que sim, mas o que ela está fazendo aqui?”

“Ela não sabe que este é um território neutro? Ela não pode simplesmente entrar aqui como se fosse a dona do lugar!”

“Tsk. Deixa ela pra lá. Esses discípulos das grandes Seitas são sempre tão arrogantes quando chegam aqui pela primeira vez. Ela vai aprender logo que as coisas funcionam um pouco diferente aqui.”

“Eu-Eu não sei não. Eu ouvi rumores de que ela poderia derrubar um exército sozinha. Acho que seria do interesse de todos se a deixássemos em paz.”

“Tch. Covarde.”

“Filho da puta. Nem pense em fazer negócios comigo no futuro.”

“Eu também!”

Mira sentia centenas de olhos cravando nela como uma tempestade de espadas, mas isso não a incomodava. Contanto que mantivessem distância, ela não tomaria nenhuma atitude.

Infelizmente, nem todos pensavam com a cabeça de cima.

À medida que os murmúrios se intensificavam, um grupo de homens, visivelmente maiores e mais intimidadores que os outros, emergia de uma taverna da esquina.

Eram os guardas da cidade encarregados de manter a paz e a ordem na cidade, especialmente contra estrangeiros perturbadores.

No entanto, na maioria das vezes eram vistos como um bando de valentões que abusavam de seu poder. Eles diferiam de guardas da cidade reais pelo fato de serem menos disciplinados e mais fora da lei.

O líder do grupo, um homem corpulento com uma cicatriz descendo pelo rosto, lambeu os lábios e chamou Mira, “Você, pare aí mesmo!”

Mira parou em seu caminho, virando lentamente seu olhar em direção a eles.

Hana, que ainda se agarrava a Mira, não pôde deixar de se sentir nervosa. Aqueles homens pareciam bastante fortes. Embora soubesse que Mira não era fraca, se uma luta realmente se desenrolasse entre eles, ela não morreria na hora?

O homem sorriu novamente, “Qual é a pressa, mocinha? Tentando mostrar sua força fazendo uma grande entrada, hein?”

Mira deu de ombros despreocupadamente, “Apenas de passagem.”

O líder bufou, “De passagem ou não, você precisa aprender alguns modos. Isso é Vorandis. Nós não toleramos absurdos de estrangeiros aqui.”

Inabalável pelas palavras dele, os olhos de Mira se voltaram para o centro da cidade. “É mesmo?” ela disse, seu tom carregando um traço de irritação. O anel de obsidiana a puxava para uma direção específica, e ela não queria perder mais tempo aqui. Seu Qi começou a circular, preparando-se para acabar com esse inseto para que ela pudesse seguir seu caminho.

Vendo seu desprezo, o rosto do guarda escureceu, e ele estava prestes a retrucar quando uma voz ecoou pela multidão, interrompendo o impasse.

“Chega, Norrick,” disse a voz com autoridade, atraindo todos os olhares ao redor. Um homem saiu da multidão, vestido com uma capa com o emblema da cidade de Vorandis bordado nela. Era Eldric, um subordinado de confiança do governante deste Distrito.

Norrick, o líder dos guardas da cidade, zombou ao ver Eldric. “Você está interferindo de novo, capacho,” ele disse com uma voz rouca.

Eldric, no entanto, permanecia imperturbável. Ele deu de ombros despreocupadamente, dizendo, “Prefiro chamar isso de ‘manter a paz.’ Não precisamos de uma briga no meio da cidade, Norrick.”

Mira observou a interação entre os dois homens, suas sobrancelhas levemente franzidas. Era evidente que havia uma luta pelo poder em Vorandis, e não era algo em que ela queria se envolver.

Norrick resmungou em resposta, mas não disse mais nada. Eldric então se voltou para Mira, com um sorriso educado no rosto. “Bem-vinda a Vorandis, Senhorita…?”

“Mira,” ela respondeu, seu olhar avaliando o Prefeito. “Eu estou apenas de visita.”

“Entendo,” disse Eldric, seus olhos brilhando de curiosidade. “Bom, espero que você encontre o que está procurando, Mira. Mas lembre-se, aqui em Vorandis, nós respeitamos uns aos outros apesar das nossas diferenças e ambições. Se você puder seguir isso, será bem-vinda para ficar.”

“Eu não tenho intenção de ficar,” Mira respondeu, seu olhar se estreitando. Ela estava começando a se irritar de verdade com as pessoas se metendo em seu caminho. Agora, esse homem queria que ela começasse a ‘respeitar’ essas pessoas? Vai se foder!

Os olhos de Eldric escureceram e suas bochechas tremeram, mas ele manteve um sorriso forçado no rosto.

“Apenas de passagem, então? Muito bem,” Eldric disse, forçando um aceno de cabeça educado. “Não vamos atrapalhar seu caminho, contanto que você mantenha a paz em nossa cidade.”

Mira apenas resmungou em resposta, então se voltou para Hana, que estava tremendo ao lado dela. Ela a tranquilizou com uma voz mais suave, “Não se preocupe, logo vamos embora daqui.”

Hana assentiu, ainda se agarrando a Mira, e elas começaram a mover-se novamente.

Enquanto se afastavam, Norrick cuspiu para o lado e encarou Eldric. “Você está deixando ela sair fácil demais. Os forasteiros devem ser ensinados a respeitar.”

Eldric apenas balançou a cabeça, deixando escapar um suspiro cansado. “Seu idiota! Você não percebe que acabei de salvar a vida de você, dos seus homens e da maioria das pessoas que estavam assistindo?!”

Norrick sorriu com desdém e encarou Eldric, cheio de desprezo, “Você? O que você fez além de baixar a cabeça e deixá-la ir embora sem punição?!”

“Haaa…” Eldric suspirou novamente, “Eu deveria ter deixado você morrer.” Então, virou-se, ignorando o sorriso que crescia no rosto de Norrick.

“Tsk. Safado sem-vergonha.” Norrick clicou a língua antes de voltar sua atenção para a direção em que Mira havia seguido.

Aquele rosto como o de uma deusa, corpo definido e aura inacessível estavam gravados em sua mente. Ele lambeu os lábios em antecipação, imaginando a cena daquela mulher sob ele, gritando de prazer doloroso.

‘Você não pode escapar das minhas garras, senhora. Não nesta cidade.’
***
De volta à multidão, os sussurros haviam começado novamente. Não era todo dia que eles viam um forasteiro, muito menos alguém poderoso como Mira, desafiando abertamente os homens fortes locais. Alguns estavam admirados, outros com medo e alguns até com um senso de admiração.

Entre a multidão, uma jovem mulher observava a cena desenrolar-se, seus olhos arregalados de curiosidade. Seu nome era Lirael, e muitos a conheciam como a Sussurro da Cidade – uma coletora de histórias e segredos. E hoje, ela havia encontrado seu novo assunto.

Em suas mãos, ela segurava um caderno desgastado e uma pena de tinta, pronta para capturar essa nova história – a história de Mira, uma discípula da Seita das Donzelas de Batalha que chegou a Vorandis, uma cidade que não conhecia paz.

Enquanto isso, Mira e Hana continuavam sua jornada pela cidade, os altos prédios lançando longas sombras sobre as ruas enquanto o sol começava a se pôr. Mira ainda podia sentir os olhares sobre ela, mas não lhes dava atenção. Seu foco estava no anel de obsidiana pulsando em seu dedo.

À medida que Mira e Hana adentravam mais na cidade, percebiam uma mudança nos arredores. O centro da cidade, ao contrário do movimentado mercado que haviam atravessado antes, era muito mais tranquilo. Grandes mansões erguiam-se imponentes de ambos os lados da rua de paralelepípedos, todas com um design semelhante.

O anel de obsidiana guiou Mira até uma mansão que se erguia acima das demais. Sua arquitetura requintada, com entalhes intrincados e paredes cobertas de hera, era um testemunho do gosto de seu proprietário. Uma placa de madeira estava pendurada acima da entrada ornamentada, gravada com letras douradas que soletravam ‘O Sanctum’.

Mira sentiu uma onda súbita de emoção; ela finalmente havia chegado.

Ela olhou para o anel de obsidiana. Agora ele estava pulsando em ritmo com as batidas do seu próprio coração. Foi ali que ela encontrou Maria.

Surpreendentemente, a área ao redor do prédio estava quase vazia, com poucas pessoas ainda por perto. No entanto, Mira não achou nada de estranho nisso e caminhou diretamente até a mansão.

Pelo canto do olho, ela notou alguns rostos familiares atuando como guardas, o que confirmou ainda mais que Maria estava ali, viva e bem.

“Hana, espere aqui,” Mira disse suavemente. Ela viu a confusão no rosto da garota, mas precisava fazer isso sozinha.

Antes que Hana pudesse protestar, Mira já estava se dirigindo à entrada, deixando a criança sozinha com Rhydian. A porta se abriu enquanto ela se aproximava, revelando um interior amplo e iluminado. O ar cheirava a ervas exóticas e incenso, e a visão que a recebia fez seu fôlego falhar.

Ela instintivamente caminhou na direção da aura familiar sem ninguém bloquear seu caminho.

Alguns segundos depois, no centro da sala estava Maria, cuidando de um canteiro de Lírios-da-noite florescendo. Seu cabelo, que brilhava como uma cascata de ouro derretido, estava elegantemente preso, com alguns fios soltos dançando ao redor de seu rosto. Ela usava um simples vestido branco que a fazia parecer etérea.

O coração de Mira batia forte no peito. Parecia que séculos haviam passado desde a última vez que ela viu Maria, embora não tivessem sequer sido alguns anos.

Maria pareceu sentir sua presença e devagar virou-se, seus olhos brilhando de surpresa. Por um momento, ela apenas ficou lá, absorvendo a visão de Mira.

“Mira,” ela disse suavemente, sua voz uma melodia calmante que Mira havia sentido tanta falta. Seus olhos se encheram de lágrimas, e ela correu para frente, jogando os braços ao redor de Mira.

“Mira,” ela repetiu, sua voz abafada pelo ombro de Mira. “Você está aqui…”

Mira a abraçou fortemente, saboreando o calor reconfortante enquanto o corpo de Maria pressionava contra o dela. Inalando profundamente, ela se entregou à fragrância delicada que emanava de Maria, lembrando a suave lavanda.

“Maria,” Mira exalou, sua voz rouca com o peso das emoções. Parecia que o tempo havia cessado de existir, e era apenas elas naquele momento, envolvidas no abraço uma da outra. Ela não pensava que se sentiria assim apenas por ver Maria novamente, mas de alguma forma, permitiu-se ser levada pelo momento.

‘Primeiro Dominique, e agora Maria… Porra! Será que estou me amolecendo?’ Ela pensou no fundo de sua mente, mas seu foco permaneceu na mulher diante dela.

“Mira,” Maria repetiu, se afastando um pouco para olhar para Mira. Seus olhos azul-safira brilhavam com lágrimas. “Eu senti sua falta.”

O coração de Mira apertou com a visão, mas externamente, sua expressão quase não mudou. Ela gentilmente secou as lágrimas nas bochechas de Maria com seu polegar. “Eu também senti sua falta,” ela disse, sua voz mal acima de um sussurro.

Elas ficaram ali por uma eternidade aparente, perdendo-se nos olhos uma da outra, sem nenhuma querendo quebrar o momento. Eventualmente, Maria deu um passo para trás, ainda segurando nas mãos de Mira.

“Vem,” ela disse suavemente, seus olhos brilhando com um novo senso de determinação. “Vamos conversar.”

***
[A/N: Vocês querem algum ‘Mira x Maria’ picante? Se bastante gente realmente quiser, talvez eu faça um como um capítulo bônus.]

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