Herdeira Renascida: Reconquistando o que é Seu por Direito! - Capítulo 767
- Home
- Herdeira Renascida: Reconquistando o que é Seu por Direito!
- Capítulo 767 - Capítulo 767: 44
Capítulo 767: 44
Embora não fosse tão maldoso como alguém como Outono, o tipo de vingança de Kennedy ainda irritava Aurora.
Ela e Dominic mantiveram a cabeça baixa enquanto saíam pelo portão lateral. Mas depois de apenas alguns passos, Aurora quase trombou em alguém.
Quando ela olhou para cima, seu olhar pousou em um rosto tenso de raiva.
Aurora congelou. Ela não esperava que ele a perseguisse até ali, e por um momento, ficou completamente sem palavras.
Dominic estava visivelmente apavorado pelo homem que estava diante deles—olhos cheios de fúria, irradiando um frio de arrepiar os ossos. Ele puxou a manga de Aurora, sua voz tremendo enquanto gaguejava, “É… Everett!”
Everett estava firmemente de frente para Aurora, seu olhar escuro fixo nela. Desde a noite passada até agora, ele não conseguia dormir. O rosto dela continuava passando por sua mente, atormentando-o com uma tempestade de emoções que ele não conseguia afastar.
“Qual é o problema? Você não quer me ver?” Everett perguntou friamente, sua sobrancelha arqueando-se ao perceber como Aurora abaixou a cabeça em silêncio.
“Olhe! Aquele é Everett!”
“Aurora está com ele!”
“Rápido! Se não formos agora, será tarde demais!”
Não muito longe dali, uma multidão de repórteres começou a se reunir, mas Everett veio preparado—com guarda-costas suficientes para mantê-los à distância, apenas capazes de tirar fotos de longe.
Nerida encostou o carro, franzindo a testa para Everett, cujo rosto estava tão sombrio quanto uma nuvem de tempestade.
“Srta. Wilson…” Nerida chamou. Aurora levantou a cabeça. “Espere por mim um momento—eu preciso falar com Everett.”
Suas palavras deixaram claro que Nerida não precisava sair do carro.
Dominic, ainda pálido pela presença intensa de Everett, murmurou, “E-eu vou esperar no carro…”
Aurora assentiu. Uma vez que Dominic saiu, ela olhou para o homem parado ali, todo o seu corpo retesado de tensão.
Com as câmeras dos repórteres apontadas em sua direção, Aurora hesitou—incerta se deveria falar com ele ali ou em algum lugar mais privado. Mas Everett não esperou que ela decidisse. Ele estendeu a mão, agarrou sua mão e a levou em direção ao seu Maybach.
Aurora não resistiu. Pelo menos, ela poderia salvá-lo das aparências diante da imprensa.
Uma vez dentro, as portas se fecharam e as janelas subiram, cortando todas as vistas externas. Ninguém podia vê-los agora.
A atmosfera dentro do carro era sufocantemente tensa. Aurora se encostou desconfortavelmente contra o assento e quebrou o silêncio.
“Everett, eu te disse—não quero que você venha me procurar mais. Eu não vou ficar com você.”
A raiva brilhou nos olhos de Everett. Ele de repente agarrou a mão de Aurora com força. “Tudo bem! Aurora, você é uma covarde! Você me ama, mas está fugindo! Eu te disse—não tenho medo de morrer—”
“Mas eu tenho!” A voz de Aurora se elevou antes que ela rapidamente a baixasse novamente, lembrando-se dos repórteres lá fora. Seu tom esfriou. “Everett, eu tenho medo. É tão difícil de entender? Se eu ficar com você, aquele velho lunático vai te mirar. E quando ele fizer isso, eu também vou me ver envolvida!”
Ela não tinha uma desculpa melhor—nenhum motivo real para dar. Então ela recorreu a essa mentira desajeitada e desesperada.
O maxilar de Everett se contraiu enquanto ele a encarava. “Não diga coisas que você não sente, Aurora! Não é assim que você realmente se sente!”
“Ah, o quê, agora você pode ler minha mente? Você sabe exatamente o que eu penso?” O rosto de Aurora ficou vermelho enquanto ela tentava intensamente puxar sua mão de volta.
Mas Everett era muito forte. Sua febre havia baixado, e embora ele não estivesse em plena força, dominar Aurora não era difícil.
Quanto mais ela lutava, mais ele segurava firme. Com um aperto forte, ele a prendeu contra o assento—e a beijou, ferozmente e sem hesitação.
“Por que essa maldita mulher é sempre tão sem noção?”
Everett não se incomodou em desperdiçar mais palavras. Ele esmagou seus lábios contra os dela, roubando sua calma e indiferença. O corpo de Aurora se enfraqueceu, e para seu horror, ela sentiu uma onda de desejo surgindo de dentro dela.
Não!
Ela mordeu com força, rachando o lábio dele. O gosto metálico do sangue — doce e salgado — se espalhou por toda a sua boca.
Everett fez uma careta e a soltou, olhando friamente.
“Aurora, mesmo que você me rejeite, eu não vou desistir de você! Para onde quer que você vá, eu vou te seguir!”
Aurora não tinha palavras.
“Agora, todos provavelmente pensam que estamos namorando”, ele acrescentou com arrogância.
Everett parecia bastante satisfeito consigo mesmo.
“Você está destinada a ser minha.”
Aurora estava sem fôlego, seu rosto corado, um leve brilho de lágrimas nos olhos.
Por que ele simplesmente não a deixava pra lá?
Se lançando diretamente ao perigo, mesmo conhecendo os riscos — ele não temia o arrependimento?
“Eu vou te rejeitar no Twitter!” ela ameaçou.
“Vá em frente”, Everett respondeu despreocupadamente. Seu coração havia se tornado resiliente.
Ele passou a noite inteira refletindo, e finalmente tomou uma decisão. Ele não a forçaria — mas também não desistiria. Não importa o que Aurora fizesse, ele tentaria entender.
Porque, no fundo, ele sabia: por mais que ela evitasse ele ou fingisse desprezá-lo, era sempre para a segurança dele.
Ele tinha que entender. Não podia se irritar.
Aurora olhou para cima em choque, vendo o rosto de Everett com um leve sorriso — apesar do sangue no canto de seus lábios. Ele estava realmente… feliz? Ele não estava furioso com o que ela acabara de fazer?
Seria sua inteligência emocional… finalmente melhorando?
Aurora friamente o empurrou.
“Não me toque!”
“Ok!” ele respondeu alegremente.
Aurora quase cuspiu sangue de frustração.
Everett, você não pode ser tão adorável desse jeito?
Ele nem perdeu a calma. Embora a raiva ainda brilhasse em seus olhos, ele estava segurando bem — mantendo-se composto.
Everett a soltou.
“Se você quiser ir embora, tudo bem. Mas onde quer que você vá gravar seu próximo videoclipe, estarei lá também.”
Ele era Everett. Descobrir sua agenda era brincadeira de criança.
Aurora estava secretamente alarmada. Everett estava olhando para ela intensamente — como se pudesse devorá-la a qualquer momento. Ela rapidamente abriu a porta do carro e correu em direção ao seu próprio veículo como se sua vida dependesse disso.
“Srta. Wilson! Você e Everett estão namorando?”
“Srta. Wilson! Por que você ainda não respondeu à confissão de Everett? Seu coração já tem dono?”
“Everett—!”
Tho