Herdeira Renascida: Reconquistando o que é Seu por Direito! - Capítulo 761
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Capítulo 761: 5
Nerida assentiu silenciosamente, e Dominic também não se opôs. Depois que Aurora e Dominic escaparam pela porta lateral nos fundos, Aurora recebeu uma ligação de Eleanor.
“Tenha cuidado,” Eleanor alertou, “uma amiga me disse que há um monte de repórteres reunidos nas entradas da frente e de trás do Hospital Central!”
Aurora respondeu com um murmúrio. Ela tinha a sensação de que isso poderia acontecer—afinal, Kennedy nunca gostou dela, e não seria surpreendente se ele usasse essa chance para se vingar.
Embora não fosse tão malicioso quanto alguém como Outono, o tipo de vingança de Kennedy ainda irritava Aurora.
Ela e Dominic mantiveram as cabeças baixas enquanto saíam pelo portão lateral. Mas, depois de apenas alguns passos, Aurora quase esbarrou em alguém.
Quando ela olhou para cima, seu olhar pousou em um rosto tenso de raiva.
Aurora congelou. Ela não esperava que ele a seguisse até ali, e por um momento, ficou totalmente sem palavras.
Dominic estava visivelmente apavorado com o homem parado à sua frente—olhos cheios de fúria, irradiando um frio arrepiante. Ele puxou a manga de Aurora, sua voz tremendo enquanto balbuciava, “É… Everett!”
Everett ficou firmemente à frente de Aurora, seu olhar escuro fixo nela. Desde a noite passada até agora, ele não conseguia dormir. O rosto dela continuava surgindo em sua mente, atormentando-o com uma tempestade de emoções que ele não conseguia afastar.
“O que há de errado? Você não quer me ver?” Everett perguntou friamente, arqueando a sobrancelha ao notar como Aurora baixava a cabeça em silêncio.
“Olha! Aquele é Everett!”
“Aurora está com ele!”
“Rápido! Se não formos agora, será tarde demais!”
Não muito longe, um bando de repórteres começou a se reunir, mas Everett estava preparado—com guardas suficientes para mantê-los à distância, apenas capazes de tirar fotos de longe.
Nerida encostou o carro, franzindo a testa para Everett, cujo rosto estava tão escuro quanto uma nuvem de tempestade.
“Srta. Wilson…” Nerida chamou. Aurora levantou a cabeça. “Espere por mim um momento—eu preciso falar com Everett.”
Suas palavras deixaram claro que Nerida não precisava sair do carro.
Dominic, ainda pálido pela presença intensa de Everett, murmurou, “E-Eu vou esperar no carro…”
Aurora assentiu. Uma vez que Dominic saiu, ela levantou o olhar para o homem parado ali, todo o corpo tenso de tensão.
Com as câmeras dos repórteres apontadas em sua direção, Aurora hesitou—incerta se deveria falar com ele ali ou ir para algum lugar mais privado. Mas Everett não esperou que ela decidisse. Ele estendeu a mão, agarrou a dela e a levou em direção ao seu Maybach.
Aurora não resistiu. Pelo menos, ela poderia salvar a cara para ele na frente da imprensa.
Uma vez dentro, as portas se fecharam e as janelas subiram, cortando todas as vistas de fora. Ninguém podia vê-los agora.
A atmosfera dentro do carro era sufocantemente tensa. Aurora se encostou desconfortavelmente no assento e quebrou o silêncio.
“Everett, eu já te disse—eu não quero que você venha me procurar mais. Eu não vou ficar com você.”
A raiva brilhou nos olhos de Everett. Ele de repente agarrou a mão de Aurora com força. “Tudo bem! Aurora, você é uma covarde! Você me ama, mas está fugindo! Eu te disse—não tenho medo de morrer—”
“Mas eu tenho!” A voz de Aurora disparou antes que ela rapidamente a baixasse novamente, lembrando-se dos repórteres do lado de fora. Seu tom esfriou. “Everett, eu tenho medo. É tão difícil de entender? Se eu estiver com você, aquele velho lunático vai te direcionar. E quando ele fizer isso, eu também serei pega no fogo cruzado!”
Ela não tinha uma desculpa melhor—nenhuma razão real para dar. Então ela recorreu a essa mentira desajeitada e desesperada.
O maxilar de Everett se apertou enquanto ele a olhava fixamente. “Não diga coisas que você não quer dizer, Aurora! Isso não é o que você realmente sente!”
“Ah, o quê, você agora consegue ler meus pensamentos? Você sabe exatamente o que eu estou pensando?” O rosto de Aurora ficou vermelho enquanto ela tentava ferozmente puxar a mão para longe.
Mas Everett era muito forte. Sua febre tinha passado, e embora ele não estivesse completamente recuperado, dominar Aurora não era difícil.
Quanto mais ela lutava, mais ele apertava. Com uma pegada firme, ele a pressionou contra o assento—e a beijou, feroz e sem hesitação.
“Por que essa maldita mulher sempre é tão desatenta?”
Everett não se deu ao trabalho de desperdiçar mais palavras. Ele esmagou seus lábios contra os dela, roubando sua calma e indiferença. O corpo de Aurora ficou fraco, e para sua surpresa, ela sentiu um surto de desejo emergindo de dentro dela.
Não!
Ela mordeu forte, rompendo o lábio dele. O gosto metálico do sangue—doce e salgado—espalhou-se em sua boca.
Everett fez uma careta e a soltou, encarando-a friamente.
“Aurora, mesmo que você me rejeite, não vou desistir de você! Onde quer que você vá, eu vou seguir!”
Aurora não tinha palavras.
“Agora, provavelmente todos pensam que estamos namorando,” ele acrescentou com arrogância.
Everett parecia bastante satisfeito consigo mesmo.
“Você está destinada a ser minha.”
Aurora estava sem fôlego, seu rosto corado, um leve brilho de lágrimas em seus olhos.
Por que ele não simplesmente a deixava em paz?
Avançando direto para o perigo mesmo sabendo dos riscos—ele não temia se arrepender?
“Vou te rejeitar no Twitter!” ela ameaçou.
“Vá em frente,” Everett respondeu despreocupadamente. Seu coração havia se tornado resiliente.
Ele passou a noite inteira pensando nisso, e finalmente tomou uma decisão. Ele não a forçaria—mas também não desistiria. Não importava o que Aurora fizesse, ele tentaria entender.
Porque no fundo, ele sabia: não importava o quanto ela o evitasse ou fingisse desprezá-lo, era sempre para a segurança dele.
Ele tinha que entender. Ele não podia se irritar.
Aurora olhou para cima, chocada, vendo o rosto de Everett com um leve sorriso—apesar do sangue no canto de seus lábios. Ele estava realmente… feliz? Ele não estava furioso pelo que ela acabara de fazer?
Será que sua inteligência emocional… finalmente estava melhorando?
Aurora o empurrou friamente.
“Não me toque!”
“Certo!” ele respondeu alegremente.
Aurora quase cuspiu sangue de frustração.
⸻
No terceiro dia, Aurora finalmente teve que deixar a vila e ir para a empresa. Ela estava se preparando para gravar um novo videoclipe com a equipe.
Desta vez, era para o videoclipe (MV) de “Love You.”
Escolheram locais locais para a filmagem, já que o cenário ao redor da Cidade S era bonito o suficiente.
“Aurora, o carro do Everett está nos seguindo de novo,” Dominic disse com inveja na voz.
“Ele está totalmente obcecado por você. Se fosse eu, diria sim sem hesitar!”
Nos últimos dias, só de ouvir o nome de Aurora já era o suficiente para provocar inveja e admiração em inúmeras mulheres.