Herdeira Renascida: Reconquistando o que é Seu por Direito! - Capítulo 697
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Capítulo 697: 113
O velho Sr. Langston lançou um olhar desdenhoso para Aurora.
Com seus sorrisos bajuladores, sua lisonja cautelosa —
Aurora ficou ali, com as costas eretas e firme, como um orgulhoso bambu na neve.
Calma.
Inflexível.
“Tobias,” o velho Sr. Langston latiu,
“venha aqui.
Acompanhe a Srta. Wilson para ver o jovem mestre.”
A mensagem fez ele perceber—
que não podia mais se dar ao luxo de ser teimoso.
Talvez essa garota realmente pudesse ajudar.
Talvez fosse por isso que Everett se apaixonou por ela.
O velho Sr. Langston de repente sentiu um fio de esperança — e curiosidade.
Ele queria ver até onde Aurora iria.
Se ela se provasse agora, talvez, só talvez, ele não se oporia a eles.
⸻
Aurora exalou silenciosamente, o nó apertado em seu peito se soltando ligeiramente.
Ela recuperou seu telefone da mesa onde o velho Sr. Langston o tinha deixado cair.
Os dedos dela tremiam ligeiramente enquanto ela abria a mensagem novamente.
“Srta. Aurora, seu namorado Everett ingeriu uma droga especial que eu criei.
Ele permanecerá adormecido indefinidamente.
Se você obedecer minhas instruções, eu lhe darei o antídoto.”
O coração de Aurora apertou.
Ela se esforçou para pensar.
Será que algum dia ela tinha prejudicado alguém tão perigoso?
Não.
Ela não tinha inimigos assim.
O que significava—
isso tinha que ser sobre rancores antigos.
Talvez ligados à família, talvez ligados a Everett.
Mas por que envolver ela?
A mente de Aurora girava em tumulto.
O que o remetente realmente queria dela?
Era seu corpo?
Ela teria que se sacrificar para salvar Everett?
Se ela fizesse isso—
Everett nunca a perdoaria.
Mas se ela não fizesse…
Ela simplesmente o deixaria dormir para sempre?
Ela não podia.
Ela não seria tão cruel.
⸻
O velho Sr. Langston, fervendo de raiva, subiu as escadas sem dizer mais uma palavra.
Tobias chegou rapidamente para acompanhar Aurora ao hospital.
O coma de Everett ainda não havia sido divulgado publicamente.
O Hospital Central da Cidade Y tinha laços estreitos com a Família Adams—
nenhum médico ou enfermeiro se atreveria a arriscar sua carreira vazando a informação.
Qualquer um tolo o bastante para traí-los seria arruinado.
⸻
Aurora seguiu Tobias para dentro do hospital.
Eles subiram no elevador VIP, e o coração de Aurora batia forte em seu peito.
Se Tobias estava levando-a ao hospital…
então aquela mensagem era verdadeira.
Everett realmente estava inconsciente.
Aurora permaneceu em silêncio.
Ainda não era o momento de fazer perguntas.
Ela esperaria até chegarem ao quarto privado.
⸻
Os corredores estavam preenchidos com um leve cheiro de desinfetante.
Tudo era brilhante e impecavelmente limpo — os pisos, as paredes, até mesmo as enfermeiras de rosto severo que passavam.
O coração de Aurora disparou furiosamente à medida que se aproximavam do quarto de Everett.
⸻
Quando finalmente entraram —
O quarto estava claro e impecável.
As salas VIP tinham camas maiores e mais confortáveis, projetadas para oferecer aos pacientes o melhor descanso possível.
E ali, deitado imóvel na cama —
Estava Everett.
A aparência de Everett parecia normal,
a respiração dele estável, seu peito subia e descia suavemente a cada respiração.
Suas feições bonitas permaneciam tão deslumbrantes como sempre,
e ainda assim, para Aurora, o ar parecia sufocante.
⸻
“O jovem mestre está inconsciente desde que desmaiou cinco dias atrás,” Tobias disse baixinho.
“Foi Gianna quem o drogou.
Ela estava com ciúmes de você.
Ela amava secretamente o jovem mestre — e ela não suportava deixá-lo voltar para o País S para ver você.”
As sobrancelhas de Aurora se franziram.
Ela xingou baixo, furiosa.
“Que estupidez! Mesmo sem mim, Everett nunca teria olhado para ela!”
“Você está absolutamente certa,” Tobias concordou.
“O jovem mestre sempre a desprezou — na verdade, ele a odiava.
Nenhum de nós esperava que ela chegasse ao ponto de envenená-lo…
A pessoa que enviou a Gianna a droga disse a ela que Everett apenas dormiria por sete dias.
Mas agora…”
A voz de Tobias ficou mais grave.
“Não conseguimos encontrar mais aquele remetente misterioso.
É como se ele tivesse desaparecido no ar.”
Aurora levantou seu telefone.
“Alguém acabou de me enviar uma mensagem.
Talvez você possa rastrear?”
Tobias pegou o telefone e saiu para investigar.
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Deixada sozinha, Aurora sentou-se quietamente ao lado da cama de Everett.
O quarto estava tão silencioso,
tão imóvel,
que ela podia ouvir seu próprio coração ecoar em seus ouvidos.
Ela olhou fixamente para o rosto de Everett, imóvel,
então lentamente estendeu uma mão trêmula e tocou suas feições esculpidas.
⸻
“Everett,” ela sussurrou, sua voz rachando ligeiramente,
“eu estou aqui.
Você pode abrir seus olhos e olhar para mim?”
Ele estava ali, quieto e silencioso, como um homem perdido em um sonho interminável.
A visão de Aurora se turvou com lágrimas.
⸻
“Quando você não me ligou,” ela murmurou,
“eu soube que algo tinha acontecido.
Porque você… você nunca simplesmente me daria o gelo.”
Os dedos dela apertaram em torno da mão dele, grande e ligeiramente quente.
Comparado à dela, a mão dele era quase um terço maior.
Baixando a cabeça, Aurora beijou suavemente o dorso de sua mão.
⸻
“Você sempre quis que eu ficasse ao seu lado,
sempre desejou que eu te amasse…
Bem, estou aqui agora.
Você pode lutar um pouco mais?
Você pode tentar — apenas tentar — acordar?”
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Seus longos cílios tremeram enquanto ela se inclinava sobre ele.
Algumas lágrimas reluzentes caíram sobre a mão dele,
deslizando lentamente pela encosta de sua pele.
Aurora se agarrava à visão de seu rosto lindo.
Mas os olhos de Everett permaneceram firmemente fechados, não movidos por suas súplicas.
⸻
Seu coração se contorceu com uma dor insuportável.
Ela pensou naquela cena que ele havia filmado uma vez — a do acidente de carro.
Aquilo havia sido um terrível presságio?
Era esse destino zombando deles?
Justo quando ela finalmente percebeu seus verdadeiros sentimentos por ele —
ele escorregou para esse sono eterno.
Por quê?
Por que agora?
O céu estava pregando uma peça cruel nela?
⸻
Aurora respirou fundo, trêmula.
Então ela se inclinou —
e pressionou suavemente os lábios contra os dele.
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Os lábios dele estavam frios.
Inerente.
Ela lhe deu a única coisa que ela sabia que ele mais desejava —
e ainda assim ele não acordou.
Porque isso não era um conto de fadas.
Isso era a vida real.
E a vida real não funcionava como mágica.
Talvez ela realmente tivesse que seguir as exigências daquele estranho para conseguir o antídoto — para salvá-lo.
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Assim que Aurora estava prestes a se afastar,
a porta subitamente rangeu ao abrir.
Assustada, ela se endireitou, seu rosto corando de um rosa vivo.
⸻
Tobias estava na porta, momentaneamente surpreso.
Ele quase riu —