Herdeira Renascida: Reconquistando o que é Seu por Direito! - Capítulo 468
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- Capítulo 468 - 468 Dois Filhos 468 Dois Filhos Quando o médico aplicou
468: Dois Filhos 468: Dois Filhos Quando o médico aplicou pressão firme no abdômen de Ella, ela sentiu uma leve e surda dor. Seus ombros se tensionaram enquanto o nervosismo a dominava.
“Está quase acabando. Não fique tão tensa—relaxe um pouco. O bebê está indo muito bem!”
Uma parteira próxima gentilmente confortou Ella, segurando sua mão e dando um tapinha tranquilizador.
Ella respirou fundo, mas seu coração continuou acelerado. Ela podia sentir o médico alcançando o bebê—seu filho estava prestes a nascer!
Um suor frio surgiu em sua testa. A parteira, atenciosa como de costume conforme as instruções de Eric, enxugou o suor.
Naquele momento, Ella sentiu o bebê ser entregue.
“10h30 da manhã, um menino! Ainda tem mais um!” um médico anunciou, segurando o recém-nascido para Ella ver. O pequenino soltou um choro alto, sua voz forte e penetrante.
“Sra. Nelson, dê uma olhada—consegue dizer se é menino ou menina?”
Ella abriu os olhos e viu o bebê coberto de sangue. Sua visão embaçada com lágrimas. “É um menino!” ela disse, com a voz tremendo de emoção.
“Ainda falta mais um—aguente firme, só mais um pouco!”
A parteira notou as lágrimas de Ella e rapidamente as enxugou.
Ella ficou ali, suas emoções à flor da pele. Ela só tinha conseguido dar uma rápida olhada em seu filho chorando, cujo rostinho enrugado era impossível de distinguir claramente.
Os médicos trabalharam com eficiência e logo entregaram o segundo bebê.
“Sra. Nelson, aqui está seu pequeno. Veja como ele é adorável!” disse o médico com um sorriso, segurando outro recém-nascido coberto de sangue que chorou tão alto quanto o primeiro.
“Este… este é meu filho mais novo,” Ella disse, lágrimas de alegria escorrendo por seu rosto.
O médico anunciou, “10h35 da manhã, um menino, pesando 2,3 quilos!”
“O primogênito pesa 2,4 quilos e mede 53 centímetros.”
“Certo, vamos começar o processo de sutura,” um dos médicos instruiu.
As vozes da equipe médica ficaram distantes para Ella. Desde o momento em que foi admitida no hospital até seus bebês nascerem, ela estava extremamente tensa, com toda a energia focada. Agora, sabendo que ambos os bebês estavam seguros e saudáveis, finalmente soltou toda a sua tensão.
O som do choro forte os tranquilizava—seus pequenos estavam perfeitamente bem.
Com esse pensamento, o corpo de Ella relaxou completamente. Embora os médicos trabalhassem em suturá-la, ela se sentiu completamente exausta e fraca.
Muito cansada para falar, a exaustão a dominou em ondas, e ela adormeceu profundamente.
…
Enquanto isso, mais de uma hora havia se passado do lado de fora da sala de operações.
Eric se levantou inquieto mais uma vez, caminhando até a porta e olhando para a luz brilhante acima dela. A ansiedade o invadiu, um suor frio surgindo em sua testa.
“Por que está demorando tanto? Já passou mais de uma hora, e ela ainda não saiu!” Luke murmurou frustrado. “Papai, você tem certeza de que os médicos daqui são competentes?”
Lucas lançou-lhe um olhar severo. “Minha filha está lá dentro. Você acha que eu deixaria eles operarem se não fossem à altura?”
Luke ficou em silêncio, baixando a cabeça.
Lucas olhou para Eric, que estava com os lábios firmemente pressionados, seu rosto tenso de preocupação. “Não se preocupe. Tudo vai ficar bem. São obstetras experientes, com décadas de experiência,” ele disse num tom calmo, mas firme.
No entanto, Eric permaneceu visivelmente inquieto.
Por perto, Mia estava casualmente jogando em seu telefone, alheia à tensão na sala. Luke, irritado, caminhou até ela e arrancou o telefone de suas mãos. “Você pode pelo menos abaixar o volume?”
Mia corou levemente. “Ah… Vou desligar agora!”
“Você é tão insensível. Como pode ficar tão calma num momento desses?” Luke a repreendeu, lançando-lhe um olhar de desaprovação.
O rosto de Mia ficou vermelho ainda mais forte enquanto ela desligava irritadamente seu jogo. “Como sou insensível? Você acha que eu jogo porque não estou nervosa? É para me distrair! Talvez eu não seja irmã de Ella, mas a vejo como família!”
“Pare de tentar se fazer de nobre!” Luke respondeu com um resmungo frio, sentindo uma pontada de frustração.
Lucas deu-lhe um olhar calmo, mas desaprovador. “E você ainda tem energia para discutir com Mia agora?”
Luke virou a cabeça, sem mais olhar para Mia.
Eric ficou em silêncio com as mãos enterradas nos bolsos profundos do casaco. Seus punhos estavam apertados lá dentro, e as veias em suas têmporas pulsavam com tensão.
Sua mulher estava lá dentro, dando à luz, e tudo o que ele podia fazer era ficar aqui impotente, preocupado.
Por um momento fugaz, Eric odiou o fato de ser homem.
E se algo desse errado lá dentro? Sua mente girava com todos os piores cenários que ele havia lido, e seu peito apertava.
Normalmente, um cirurgião experiente poderia realizar uma cesariana em 40 minutos a uma hora. Ele até tinha ouvido falar de casos onde o processo foi tão suave que a mãe estava fora da sala de operações em meia hora.
Mas Ella estava lá dentro por uma hora e meia!
Se algo tivesse acontecido a ela, seria culpa dele. Se ela não tivesse engravidado, não teria que enfrentar os riscos do parto.
Quanto mais Eric pensava, pior se sentia. Cada segundo se arrastava em agonia.
Gotas de suor frio corriam em sua testa, seus nervos esticados ao máximo. Ele estava à beira de invadir a sala de operações para descobrir o que estava acontecendo.
Finalmente, justo quando a ansiedade de Eric atingia seu pico, a porta da sala de operações se abriu.
A luz acima da porta apagou, e todos correram para frente.
“Parabéns, Sr. Nelson! Parabéns, Sr. Anderson! A Sra. Nelson deu à luz gêmeos—tanto a mãe quanto os bebês estão saudáveis!” o cirurgião-chefe anunciou com um sorriso alegre.
Eric rapidamente expressou sua gratidão, seu coração se enchendo de alívio. Quando ele viu Ella sendo conduzida para fora, seus olhos vermelhos e seu nariz formigando de emoção. Para um homem que tinha suportado ferimentos de bala e experiências de quase morte, ele nunca havia sentido uma vontade tão esmagadora de chorar.
Luke olhou para o rosto pálido de Ella enquanto ela era levada para fora, depois virou a cabeça em silêncio, incapaz de suportar um segundo olhar.
“Doutor, minha esposa…?”
“A Sra. Nelson adormeceu de exaustão. Ela deve acordar logo,” a enfermeira respondeu com um sorriso tranquilizador.
Ella estava deitada na cama, seus cabelos ligeiramente desalinhados. Atrás dela, duas enfermeiras conduziram os gêmeos para fora.
Os dois pequeninos estavam em seus berços, de olhos bem abertos e olhando ao redor com curiosidade.
Lucas e os outros se aproximaram, seus rostos se iluminando de alegria ao verem bebês tão delicados e bonitos.
Eric, no entanto, apenas lançou um rápido olhar para os gêmeos, seu coração cheio de uma felicidade silenciosa. Embora esperasse um menino e uma menina, ele sabia o quão raro era isso.
Dois filhos não eram nada mal. Pensar na vila outrora vazia agora cheia com o riso das crianças fez Eric sentir um profundo senso de realização.
Assim que chegaram na sala de recuperação VIP, os gêmeos foram levados para a sala de observação neonatal para verificações de rotina. Supondo que não houvessem problemas, eles ficariam lá por sete dias antes de serem trazidos para Ella.
Eric sentou-se ao lado da cama de Ella, segurando sua mão firmemente. Sua mão estava gelada ao toque, o que o fez franzir a testa.
“Ella…” Eric murmurou preocupado, olhando para a enfermeira. “Por que a mão dela está tão fria?”
“Ela acabou de passar por uma cirurgia; é normal,” a enfermeira explicou rapidamente com um sorriso educado, embora não pudesse deixar de notar o desagrado de Eric.