Herdeira Renascida: Reconquistando o que é Seu por Direito! - Capítulo 466
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466: Dor Abdominal Súbita 466: Dor Abdominal Súbita Ao ver Ella parar e segurar sua barriga com uma carranca, Eric a apoiou rapidamente. “O que está errando? Os dois pequenos comilões estão causando estrago de novo?”
Ella franziu a testa mas conseguiu sorrir. “Provavelmente… Está doendo um pouco, embora mais que o normal desta vez.”
Ao ouvir isso, Eric ficou alarmado. Imediatamente pegou Ella no colo e a colocou cuidadosamente num banco próximo. “Mia, vá chamar a Dr. Robinson imediatamente!”
Para garantir a segurança de Ella, Eric tinha contratado uma médica profissional quando ela completou sete meses de gravidez, só por precaução.
Deitada no banco, o rosto de Ella se contraía levemente. Os dois pequenos dentro dela estavam particularmente inquietos. Estariam eles brigando em sua barriga?
Ela se lembrou de ter lido em alguns livros sobre paternidade que gêmeos às vezes “brigam” no útero, embora geralmente seja leve e inofensivo. O único ponto negativo era que isso poderia ocasionalmente causar desconforto à mãe.
A Dr. Robinson chegou apressada e, vendo Ella deitada no banco, colocou a mão na barriga de Ella. “Como você está se sentindo agora? Sente alguma pressão para baixo ou dor?”
Ella balançou a cabeça. “Ainda não…”
A Dr. Robinson observou os movimentos visivelmente agitados de sua barriga e sorriu levemente. “São apenas os pequenos causando problema. Você vai ter que suportar isso. Você só está com oito meses e meio de gravidez — é cedo demais para dar à luz.”
Ella respirou aliviada silenciosamente, sabendo que bebês nascidos com oito meses e meio são considerados prematuros. Muitos acreditam que bebês prematuros são mais frágeis que os de termo completo, então ela esperava levá-los até o fim da gravidez.
“Que tal irmos ao hospital só por precaução?” Eric sugeriu, franzindo a testa. A casa não estava equipada com instalações médicas adequadas, e ele queria garantir a segurança tanto de Ella quanto dos bebês.
“Deixe-me verificar primeiro…” A Dr. Robinson fez uma série de perguntas para Ella e confirmou que não havia dor significativa. Uma vez que os bebês se acalmaram, o desconforto diminuiu.
“Não há pressa. Vamos esperar mais uma semana antes de ir para o hospital. O ar aqui é muito melhor que no hospital. Não há benefício em ficar lá antes da hora,” disse a Dr. Robinson com um sorriso tranquilizador.
Ella concordou com a cabeça, achando as palavras da Dr. Robinson razoáveis.
Pela próxima semana, Ella ficou em casa, seguindo sua rotina usual.
Naquela noite, Eric pediu a Sra. Harris para arrumar as coisas de Ella para que ela pudesse se mudar para o hospital no dia seguinte.
Depois do jantar, Ella deu uma curta caminhada fora de casa, acompanhada por Mia, enquanto Eric ficou em seu escritório para tratar de alguns negócios. Na verdade, ele estava de olho atento para potenciais ameaças. Embora vários meses tenham se passado desde o bilhete misterioso, nada tinha acontecido.
Eric começou a suspeitar que o bilhete poderia ter sido um blefe, escrito por alguém incapaz de prejudicar ele ou Ella, mas com o objetivo de assustá-los.
Ainda cauteloso, Eric pegou o telefone e ligou para Michael. “Michael, você não fez nenhum progresso com a investigação do bilhete?”
“Desculpe, chefe. Estamos num beco sem saída. A última pessoa a manusear o bilhete, um homem idoso, disse que um homem o entregou a ele no meio da noite e o instruiu a entregá-lo ao destinatário pretendido.”
Eric franziu a testa. “Você está dizendo que o rosto do homem não era visível?”
“Sim, senhor. A noite estava muito escura, e as câmeras de vigilância não conseguiram capturar muita coisa. Além disso, várias câmeras da área estavam fora de ordem, tornando a investigação muito difícil.”
“Certo. Mantenha-me atualizado se surgir algo novo,” disse Eric, com um tom pesado enquanto desligava o telefone.
Encostado na cadeira, ele olhou friamente para a lua que lentamente subia sobre o mar. O oceano distante cintilava com ondas prateadas, uma visão deslumbrante.
No entanto, Eric não sentia paz de espírito. Ainda assim, ele acreditava que Ella estava segura — afinal, sua equipe era capaz e não falharia em proteger uma única mulher.
Naquele momento, Ella tinha passeado pelo jardim de trás, mas de repente se lembrou de algo. Rapidamente virou-se e voltou para a sala de estar com Mia. “Mia, vá ao meu quarto e traga aquele suéter azul.”
Ella, tendo tido muito tempo livre recentemente, havia aperfeiçoado rapidamente suas habilidades de tricô. Ela até tinha feito suéteres para Lucas e Eric.
Mia acenou com a cabeça e subiu as escadas. Na sala de estar, apenas Luke assistia TV em silêncio. Ella se aproximou, segurando sua barriga, que agora quase ocultava seus pés. “Grande irmão, onde está o Papai?”
Luke olhou para ela com indiferença. “Ele acabou de sair. Disse que tinha um encontro com um amigo em um hotel.”
“O clima de primavera ainda pode ser imprevisível. Você poderia levar a ele este suéter mais tarde? É adequado para usar fora,” disse Ella, preocupada que Lucas pudesse pegar um resfriado.
Suas preocupações não eram infundadas — Lucas estava frequentemente tão absorto em seu trabalho que negligenciava sua própria saúde. Após passar um inverno e parte da primavera no País S, Lucas já tinha pegado seis resfriados, um fato que Ella mal podia acreditar.
Ela mesma raramente ficava resfriada, talvez uma vez por ano no máximo.
“Certo,” Luke respondeu secamente.
Mia logo retornou com o suéter. Ella pegou e entregou a Luke. “Aliás, eu também tenho dois ingressos para o cinema. É para uma comédia romântica quente e engraçada que Chloe me deu, mas eu não estou em condições de ir. Talvez você ache mais adequado.”
Luke olhou para os ingressos em sua mão. “Não, obrigado. Não preciso ir sozinho.”
Ella piscou. “Então, por que você não leva Mia com você?”
O rosto de Mia ficou vermelho brilhante. Desde que se tornou a guarda-costas de Ella, ela tinha visto Luke com mais frequência. No início, ela era indiferente ao romance, mas quanto mais encontrava Luke, mais o achava atraente com seu comportamento distante.
Depois de perceber seus sentimentos crescentes por Luke, Mia muitas vezes tentou discretamente perguntar a Ella sobre suas preferências — um sentimento que Ella naturalmente percebeu.
Agora Ella estava bancando a cupido de novo!
Luke finalmente deu a Ella e Mia um olhar apropriado, seus olhos frios enquanto erguia uma sobrancelha. “Não preciso. Não tenho interesse em ir ao cinema com uma estranha.”
O rosto de Mia ficou pálido. Ela imediatamente baixou a cabeça, muito envergonhada para dizer qualquer coisa. Ela sabia que seu humilde passado — uma órfã resgatada pelo pessoal de Eric — significava que ela não tinha chance com alguém como Luke.
“Grande irmão, você pode não gostar da ideia, mas tinha que ser tão rude? Se você não está interessado, devolva os ingressos!” Ella disse, irritada, estendendo a mão para pegar os ingressos dele.
Nos últimos meses, Luke se manteve frio e distante em relação a ela, como se propositadamente a mantivesse à distância. Ella supôs que era apenas sua maneira de manter os limites, talvez até se proteger de suas próprias emoções.
Mas seu comentário anterior tinha ido longe demais — era simplesmente muito rude!
Luke puxou os ingressos para fora de seu alcance e sorriu friamente. “Uma vez que você dá algo, não pode pegar de volta. Sonhe.”
“Luke!” Ella franziu a testa, a raiva aumentando. Mas antes que pudesse discutir mais, uma contração aguda ondulou pela sua barriga, fazendo-a soltar um grito de dor.
Ella congelou, segurando o estômago enquanto a dor se intensificava.