Herdeira Renascida: Reconquistando o que é Seu por Direito! - Capítulo 446
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- Capítulo 446 - 446 Câncer Confirmado 446 Câncer Confirmado Esses dias
446: Câncer Confirmado 446: Câncer Confirmado Esses dias pacíficos e felizes eram os favoritos de Ella, embora ela não pudesse deixar de se perguntar… haveria mais tempestades pela frente?
Na manhã seguinte, acompanhada por Eric e Lucas, Ella foi ao Hospital P para fazer o ultrassom.
Deitada na sala de exames, apesar de suas afirmações anteriores de estar calma, Ella não conseguia impedir seu coração de acelerar. Eric sentou ao lado dela, segurando sua mão com firmeza, enquanto observavam o médico mover o aparelho de ultrassom sobre sua barriga. O gel frio em sua pele aumentava seu nervosismo.
“Doutor, o… o meu bebê está bem?” perguntou Ella cautelosamente.
O médico sorriu levemente. “Não se preocupe, senhora Nelson. Até agora, tudo parece bom com seu bebê. E… são gêmeos!”
O quê?
Os olhos de Ella e Eric se arregalaram em descrença enquanto encaravam o médico.
“Aos três meses, tudo parece bem. Quando você estiver entre 22 e 25 semanas, precisará voltar para um ultrassom Doppler colorido mais detalhado para uma verificação abrangente”, explicou o médico com um sorriso.
Ella demorou um momento para processar a notícia, seus olhos brilhando com lágrimas. “Gêmeos… não posso acreditar que estou carregando gêmeos!”
Eric apertou a mão de Ella com firmeza. Enquanto estava muito feliz, não conseguia deixar de sentir uma pontada de preocupação — cuidar de gêmeos era frequentemente mais desafiador do que uma gravidez única.
“Doutor, há precauções especiais que precisamos tomar para gêmeos?” perguntou Eric.
“Sim, gestações gemelares têm riscos maiores do que singulares, então há coisas extras a serem observadas. Vou pedir para alguém lhes dar diretrizes detalhadas para manter uma gravidez saudável, incluindo cuidados específicos para gêmeos”, garantiu-lhes o médico.
Ella agradeceu ao médico empolgadamente. Depois de terminar o ultrassom, Eric ajudou-a a sair da sala.
“Como foi?” Lucas, que tinha ficado esperando do lado de fora, perguntou ansiosamente.
Vendo o sorriso radiante e a expressão relaxada de Ella, ele sentiu uma onda de alívio. “Está tudo bem?”
“Está tudo bem, Papai. E… estou tendo gêmeos!” Ella anunciou felizmente.
Lucas ficou exultante. “Gêmeos! Que notícia maravilhosa! Dois pequeninos para fazerem companhia um ao outro — que perfeito!”
Sempre composto, Lucas agora se encontrava levemente desorientado com a excitação. Ella sorriu docemente enquanto ela e Eric esperavam pelo relatório do ultrassom.
Enquanto isso, no andar de baixo, no departamento de oncologia…
Júlia estava sentada diante do especialista, seu rosto pálido e cheio de descrença. “O… o que você disse? Eu tenho câncer de fígado? Em estágio avançado?”
Leah, sentada ao seu lado, encarava o médico em choque, incapaz de acreditar no que estava ouvindo.
Júlia vinha se queixando de dores abdominais persistentes por dias. Quando palpitou seu abdômen, notou um nódulo duro. A dor se tornou insuportável, então ela e Leah foram ao hospital para uma consulta.
O médico imediatamente solicitou uma tomografia computadorizada e diversos outros exames.
Após uma longa manhã de espera, finalmente receberam os resultados. Mas ouvir que era cáncer de fígado em estágio avançado…
Júlia havia parado de fazer exames regulares quatro anos atrás. Quando era uma socialite abastada, ela fazia exames anuais, mas sua saúde sempre estava boa, então ela parou de se preocupar.
E ainda assim, em apenas quatro anos, ela desenvolveu câncer de fígado terminal.
Terminal. Isso significava que não havia cura.
“Doutor, você tem certeza de que não há engano?” perguntou Júlia cautelosamente, apegando-se a um resquício de esperança.
O médico lhe deu um olhar calmo e medido. Ele tinha visto casos como o dela inúmeras vezes. A doença hepática muitas vezes passava despercebida até que fosse tarde demais, e quando os sintomas apareciam, já estava além do tratamento.
“Eu temo que não haja engano”, respondeu o médico gentilmente. “Sinto muito.”
O mundo de Júlia girava enquanto ela sentava ali, congelada em descrença.
“Não estou enganado. Se você duvida dos resultados, pode visitar outros hospitais e fazer os mesmos exames”, disse o médico com pesar. “A doença hepática é difícil de detectar em seus estágios iniciais, e é por isso que sempre recomendamos exames regulares anuais. Infelizmente, a maioria das pessoas não leva nosso conselho a sério.”
“Então… doutor, há alguma chance de recuperação, mesmo neste estágio avançado?” Leah perguntou cautelosamente, segurando um vislumbre de esperança.
Júlia era uma pessoa muito amada na família, e Leah não suportava a ideia de algo acontecer a ela.
“Neste estágio, não há cirurgia ou tratamento que possa reverter isso”, respondeu o médico com simpatia.
Os olhos de Júlia estavam vazios enquanto ela saía do consultório médico, mal consciente de como chegou ao saguão do hospital. Leah segurava-a, ajudando-a a sentar no corredor.
“Vovó, você vai ficar bem. Que tal descansar um pouco aqui antes de irmos para casa?” Leah disse suavemente, seus olhos avermelhados enquanto notava como os passos de Júlia tinham se tornado instáveis.
Júlia, que sempre manteve uma postura de graça e dignidade em público, de repente agarrou a mão de Leah em desespero.
“Leah, aquele médico deve ser cego! Como eu poderia possivelmente ter câncer? É impossível! Se alguém merece estar doente, é aquela maldita Ella!”
Leah sentiu um aperto de tristeza. A tomografia computadorizada e outros relatórios não deixavam espaço para erro.
Mas ao ver sua avó em um estado tão frágil, ela não conseguia dizer a verdade.
“Sim, sim, vovó. O médico deve ter cometido um erro. Vamos a outro hospital buscar uma segunda opinião”, disse Leah suavemente, embora seus olhos brilhassem com lágrimas não derramadas.
Júlia ofegou por ar, sua voz cheia de amargura. “Você está certa. Os médicos aqui são incompetentes — loucos, até!”
“Vovó, por favor, acalme-se e descanse”, Leah pediu suavemente.
“O que eu fiz para merecer isso? Por que os céus me puniriam assim? Não, não é verdade — é um erro de diagnóstico! Vou processar esse médico! Ninguém em nossa família já teve câncer. Apenas aquela maldita Ava e seus descendentes deveriam sofrer tal destino!”
A memória de Júlia já havia começado a falhar há muito tempo. Ela nem sequer conseguia lembrar de seu próprio papel na troca de Bobby e de seu filho. Ela foi a mentora, e Sean foi seu cúmplice.
“Sim, sim, Ella, essa desgraçada…” Leah começou a responder, mas parou no meio da frase quando um arrepio percorreu sua espinha.
Várias figuras estavam por perto.
Os olhos de Eric estavam frios e assassinos, olhando para ela como se quisesse esfolá-la viva.
Ella estava ao lado dele, sua expressão uma mistura de desprezo e zombaria. “Quem diria? Até aqui eu encontraria uma companhia tão vil. Amaldiçoar os outros tão abertamente… você não ouviu o ditado que diz que maldições muitas vezes voltam para quem as profere? O veneno que você deseja aos outros muitas vezes volta para assombrá-lo.”
Júlia encarou em choque Ella, cuja compleição estava radiante de saúde. Ela tinha duvidado dos relatórios que diziam que Ella estava bem, mas vendo-a aqui agora, Júlia percebeu quão ingênua tinha sido.
Ella não estava doente — ela estava prosperando.
“Feche sua boca, sua garota miserável! Eu sou sua mais velha, e você não tem o direito de me dar lições!” Júlia gritou.
Lucas, que estava por perto, soltou uma risada fria. “Então essa é a educação refinada da senhora Carter? Minha filha está simplesmente dizendo a verdade, e ainda assim você continua a amaldiçoá-la?”
Tanto Lucas quanto Eric fixaram Júlia com olhares frios e desdenhosos. O desprezo em seus olhos fazia Júlia tremer incontrolavelmente.