Herdeira Renascida: Reconquistando o que é Seu por Direito! - Capítulo 392
- Home
- Herdeira Renascida: Reconquistando o que é Seu por Direito!
- Capítulo 392 - 392 Ele Teve um Acidente 392 Ele Teve um Acidente Ella
392: Ele Teve um Acidente 392: Ele Teve um Acidente Ella franziu levemente as sobrancelhas. Eric estava certo — sua proximidade com Lucas era suficiente para manter a família Miller à distância. Eles não ousariam fazer um movimento contra ela.
No entanto, o inexplicável senso de pavor que a roía a deixava desesperada para partir.
“Eu só quero ir embora agora!” disse Ella, fazendo um leve bico. “Eric, por favor, reserve um voo imediatamente! Eu não quero mais ficar aqui!”
Vendo a urgência nos olhos de Ella, Eric suspirou resignado. “Tudo bem, vou pedir para alguém reservar nossas passagens imediatamente. Vamos ver se conseguimos um voo nas próximas duas horas.”
Eric se afastou para fazer a ligação, e enquanto Ella o observava, a tensão em seu peito aliviou levemente.
Não demorou muito até que Eric voltasse com boas notícias. Ele conseguiu garantir dois bilhetes cancelados para um voo que partia em uma hora.
Ella não perdeu tempo fazendo as malas, seus movimentos eram apressados e frenéticos, como se pudesse criar asas e voar ela mesma. Eric, observando-a correr, não pôde deixar de mergulhar em pensamentos profundos.
Havia algo estranho no comportamento de Ella. Seria apenas seu desejo de evitar Lucas?
Ou poderia ter algo a ver com… Luke?
O entendimento de Eric sobre Luke se limitava às informações que ele havia lido em relatórios. Luke, criado como filho adotivo de Lucas, cresceu sob a rigorosa orientação da família Anderson. Sua criação foi marcada por rigor, disciplina e um preparo estratégico, resultando em um homem de presença imponente e um ar de impiedade.
A reputação de Luke o precedia, há muito conhecido em certos círculos como uma figura com a qual se deveria contar.
Ainda assim, Eric se lembrou de que, embora Luke tivesse olhado para Ella algumas vezes durante seu breve encontro, seu olhar havia sido neutro — nada inadequado ou excessivamente interessado.
Quando Ella terminou de fazer as malas, ainda restavam quarenta minutos antes da partida. Seu rosto se iluminou com um leve sorriso, alívio evidente em sua postura. “Eric, estamos prontos. Vamos!”
Eric assentiu, pegou a mala e liderou o caminho para fora.
Lá fora, Mia já estava esperando, com as malas prontas. Ella ficou surpresa. “Mia, como você conseguiu fazer as malas tão rápido?”
Mia sorriu com arrogância. “Nós, guarda-costas, somos treinados para esse tipo de coisa. Vocês, pessoas normais, não conseguem nos acompanhar!”
Ella revirou os olhos.
Antes que Mia pudesse se gabar mais, Eric a silenciou com um olhar frio. Sem jeito, Mia moderou seu orgulho e seguiu atrás de Ella.
Internamente, porém, Mia estava fervendo. “Você, chefe tirânico! Se não fosse pelo salário, eu já teria ido embora há tempos. Hmph!”
Embora sua irritação com Eric fosse genuína, não era profunda o suficiente para importar. Mia simplesmente gostava da energia de Ella, razão pela qual havia retornado ansiosamente para trabalhar ao seu lado.
…
Vinte minutos depois, eles chegaram ao aeroporto.
De pé no terminal amplo e iluminado, Ella se encontrou refletindo sobre os eventos dos últimos dez dias. Uma onda de emoções emergiu dentro dela, misturando alívio com uma inquietação persistente.
“Ainda há tempo para mudar de ideia. Você tem certeza de que quer partir?” Eric perguntou, virando-se para ela, seus olhos brilhando com uma intensidade indecifrável.
Ella assentiu firmemente. Ela não tinha arrependimentos.
“Certo então. Em breve embarcaremos. Prepare-se,” disse Eric, seu tom quente e indulgente. Ele mandou Mia comprar alguns dos lanches e souvenirs favoritos de Ella para a viagem de volta.
Mia fez um bico, mas obedeceu, resmungando internamente sobre a indignidade de um guarda-costas ser enviado para buscar lanches.
Ella, enquanto isso, permanecia inquieta.
Com dez minutos restantes até o embarque, Mia retornou, os braços carregados de sacolas de lanches e tratamentos locais.
Foi então que o telefone de Ella tocou.
Ela olhou para a tela: um número desconhecido. Hesitante, ela não atendeu.
Mas as ligações continuaram, uma após a outra.
Um mau presságio se abateu sobre ela. Quando o telefone tocou pela quinta vez, ela finalmente atendeu.
“Alô?” Ella disse cautelosamente.
“Ella? Aqui é o Luke. Meu pai sofreu um acidente de carro e está na sala de emergência do Hospital B. Você deveria vir vê-lo,” disse Luke urgentemente.
“Espero que você consiga deixar seus sentimentos pessoais de lado por enquanto. Afinal, ele é seu pai. Sua condição é grave, e eu realmente espero que você venha.”
Ella ficou paralisada, seus lábios ligeiramente entreabertos enquanto uma dor surda começava a se espalhar em seu peito.
“Eu entendo,” ela disse suavemente, encerrando a ligação. Ela se inclinou fracamente contra o peito de Eric, sua força aparentemente drenada.
“Ele… ele sofreu um acidente de carro,” ela murmurou.
Um brilho frio piscou nos olhos de Eric. Que conveniente. Lucas deve estar disposto a arriscar tudo — até mesmo sua vida — para manter Ella aqui.
“Você quer ir vê-lo?” Eric perguntou gentilmente, afastando o cabelo solto dela com uma mão terna.
Ella fechou os olhos, seus pensamentos emaranhados e seu coração em tumulto. Ela havia prometido nunca reconhecer Lucas como seu pai, mas ouvir sobre seu acidente a deixara abalada.
Afinal, ele era o homem que sua mãe mais amava no mundo.
Por causa desse amor, Isabella a trouxera ao mundo.
Eric estudou seu rosto franzido e sentiu uma pontada de simpatia. Acariciando seu braço, ele disse suavemente, “Se você não quer ir, então não vá. No final das contas, sua conexão com ele é apenas de sangue. Se você escolher ignorá-la, é como se ela не existisse.”
Ella sentiu seu peito se apertar ainda mais, sua mão agarrando a manga de Eric em desespero.
Eric se inclinou, dando um beijo gentil em sua testa. “Qualquer que seja sua decisão, eu a apoiarei.”
Os olhos avermelhados de Ella se levantaram para encontrar os dele. “Meu coração… dói tanto. Eu não quero vê-lo, mas…”
Mas ele é a única pessoa no mundo que compartilha seu sangue.
Eric acariciou seu rosto levemente com o dele. “Tome dois minutos para se acalmar. Ouça seu coração, então tome sua decisão. Não se atormente mais.”
Ella assentiu, inspirando profundamente enquanto fechava os olhos para se concentrar.
Os segundos passaram, transformando-se em minutos.
O barulho movimentado do aeroporto e o fluxo ritmado dos viajantes desapareceram de sua consciência. Sua mente estava preenchida apenas com imagens do rosto marcado pelo tempo de Lucas, um semblante moldado por décadas de dificuldades e experiências.
Em sua juventude, ele havia sido esbelto e refinado, exalando um ar nobre tão forte que poderia intimidar os outros a se sentirem inferiores com apenas um olhar.
Dois minutos se passaram antes que a voz gentil de Eric quebrasse o silêncio. “Você quer vê-lo agora?”
Ella abriu os olhos, sua expressão conflituosa, mas resoluta enquanto ela assentia lentamente. Seu coração havia passado por um turbilhão emocional, mas sua resposta estava clara.
“Bom. Afinal, é apenas uma visita. Mesmo que você não queira reconhecer a conexão, não há nada que ele possa fazer para forçá-la,” disse Eric tranquilizadoramente.
Ele a ergueu em seus braços sem hesitação, ignorando os olhares dos transeuntes, e a carregou em direção à saída.
Mia, com os braços cheios de lanches e trinkets, soltou um suspiro exasperado e apressou-se em segui-los.
Ao chegarem ao carro, Ella não tinha mais energia para discutir. Eric a colocou no banco do passageiro, seus movimentos gentis e precisos, como se já tivessem feito isso mil vezes antes.
Uma vez dentro, Eric segurou sua mão fria firmemente com seu aperto caloroso, oferecendo silenciosamente conforto enquanto dirigiam para o hospital.