Herdeira Renascida: Reconquistando o que é Seu por Direito! - Capítulo 264
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264: Raiva Incontrolável 264: Raiva Incontrolável “James, por que você voltou? Esqueceu alguma coisa?” perguntou Grace, surpresa, completamente alheia à tempestade que estava prestes a chegar.
James olhou para ela, parada ali em um elegante vestido de seda roxo que acentuava sua silhueta perfeita. Mesmo que Grace estivesse na casa dos quarenta, seu corpo e rosto estavam impecavelmente mantidos, fazendo com que parecesse estar apenas no início dos trinta. Ela ainda era o tipo de mulher que homens de meia-idade achavam atraente.
Mas tudo o que James sentia era uma vontade esmagadora de esbofeteá-la. Ele se conteve, no entanto, determinado a ver como Grace se sairia dessa.
Por dentro, uma tempestade de fúria e vergonha estava fervendo, mas por fora, James se manteve calmo. Afinal, ele era um ator habilidoso.
“Me diga, quem é aquele homem?” perguntou James friamente. Embora não explodisse de raiva, o frio glacial que emanava dele fez o coração de Grace dar um salto. Será que…? Sua traição foi descoberta?
Impossível!
Ela tinha sido tão cuidadosa, encontrando-se com o homem no salão de beleza onde até o astuto Eric não suspeitou de nada.
Grace rapidamente mascarou seu medo com uma expressão de surpresa inocente, colocando seu copo de leite de lado. “James, do que você está falando? Que homem?”
As veias na têmpora de James pulsavam com raiva. Sua raiva estava chegando ao ponto de ebulição, ameaçando consumi-lo completamente.
“Ainda fingindo?” James zombou. “Você realmente é uma atriz fantástica. Não acredito que fui enganado por você por mais de vinte anos!”
O rosto de Grace ficou pálido. “Amor, o que você está dizendo? Eu não entendo uma única palavra,” ela respondeu, fingindo confusão. Ela representou perfeitamente a parte da vítima inocente, seus olhos grandes e como de uma gazela brilhando com lágrimas não derramadas, praticamente implorando por simpatia.
James, tremendo de raiva, irrompeu em risadas — amargas, dolorosas. “Você não entende? Você… você devia morrer!”
Incapaz de conter sua fúria por mais tempo, a imagem do rosto inocente de Grace contrastava acentuadamente com a Grace sedutora e ardilosa da gravação. A mesma Grace que conspirou com outro homem para matar Eric e ele próprio.
Era muito a suportar — as mentiras, a traição, a humilhação.
James ergueu a mão e, antes que Grace pudesse reagir, deu-lhe um tapa forte no rosto. Depois, sem hesitação, bateu nela novamente. O som ecoou pela sala, enquanto Grace, com os olhos arregalados de choque, ficou paralisada em sua cadeira.
“Você prostituta! Achou que eu não descobriria? Você me enganou por mais de vinte anos e agora acha que pode simplesmente mentir para sair dessa?” rugiu James, o peito se movendo com raiva. “Você subiu na vida de amante e conquistou o título de Sra. Nelson para si mesma — isso não a fazia se sentir poderosa e orgulhosa?”
James finalmente liberou toda a raiva e vergonha que vinha se acumulando dentro dele por anos. Ser enganado por tanto tempo — que homem não se sentiria humilhado?
Era como uma grande e flagrante traição pairando sobre sua cabeça.
Grace estava atônita. Ela sentou na cadeira de jantar, o rosto ardendo com os golpes, olhando para James, que havia se transformado em um homem consumido pela fúria. Ela nunca o tinha visto tão enfurecido.
“Marido… por que… por que você me bateu?” Os olhos de Grace se encheram de lágrimas enquanto ela pressionava as mãos contra suas bochechas ardentes, sua voz tremendo. Suas lágrimas começaram a cair, transformando-a em uma imagem de inocência lamentável.
Mas James estava além da razão. Ele não aguentava mais o teatro dela. Ele avançou em direção a ela, agarrando-a pelos cabelos, puxando tão forte que parecia que o couro cabeludo dela poderia rasgar.
“Sua vadia! Ainda fingindo? A gravação de você e aquele bastardo foi exposta! Você é verdadeiramente malvada, tramando para matar Eric repetidas vezes. E o que é pior, você usou seu corpo para fazer isso! Quão suja você é, Grace? Por que você simplesmente não morre logo?”
James a esbofeteou novamente, e novamente, até o rosto de Grace, antes bonito, inchar com marcas vermelhas. As feições antes imaculadas e delicadas estavam agora distorcidas por hematomas e inchaço.
As empregadas ficaram paralisadas de choque. Ambas haviam trabalhado em residências abastadas antes, mas nunca tinham testemunhado uma briga tão brutal entre o patrão e a patroa.
Grace gritou de dor, seus soluços abafados enquanto ela respirava com dificuldade. Medo e choque a dominaram — James havia enlouquecido, e parecia que o seu e o “dele” segredo haviam sido totalmente expostos.
Maldição!
Quem teve a precisão de vazar todo o caso, sem deixar rastros de seu envolvimento? Foi Eric?
As lágrimas de Grace escorriam pelo seu rosto incontrolavelmente. “Por favor… pare… Amor, eu errei, me desculpe!” ela soluçava, desesperadamente implorando por misericórdia.
A essa altura, o que ela poderia negar? James sempre confiou nela; ele não estaria batendo nela dessa forma se as evidências não fossem irrefutáveis.
Os olhos de James estavam injetados, e ele havia perdido todo o senso de razão. Ele continuou sua brutal agressão a Grace, chutando-a impiedosamente.
Ela caiu no chão, agarrando o estômago com agonia enquanto James a chutava novamente, forçando-a a se encolher em uma bola, chorando pela dor intensa.
“O seu amante lhe deu felicidade? Ou você pagou a aquele bastardo com o seu corpo? Ele treinou um esquadrão de ataque para você! Não é incrível — como num filme de ficção científica, Grace! Vocês dois até queriam se livrar de mim? Sua prostituta imunda!” James cuspiu.
Foi então que Henry irrompeu na casa, horrorizado ao ver James chutando Grace violentamente. Ele correu e rapidamente o afastou.
James, ofegante, já havia esgotado grande parte de sua força com a surra, então Henry teve pouco trabalho em segurá-lo.
“Papai, pare! Não bata mais na mamãe… você precisa se acalmar! Agora, a prioridade não é essa — é descobrir como lidar com a crise no Grupo Nelson!” Os olhos de Henry estavam selvagens com a urgência. Ele não podia acreditar como Eric tinha vazado a gravação na internet tão rapidamente!
E havia mais — ele nem mesmo havia ouvido alguns dos detalhes na gravação. Eles haviam conspirado para matar James!
Essa revelação obviamente empurrou James para além do limite. Henry sabia o quanto seu pai confiava em Grace…
James, superado pela dor e raiva, deixou escapar uma risada amarga e vazia. “Eu pensei que tinha encontrado a mulher perfeita do mundo. Acreditei que ela estava em casa, cuidando diligentemente de nossos filhos e tratando seu enteado como se fosse seu. Ela nunca teve um caso amoroso, nenhum vício ruim. O máximo que ela fazia era visitar o salão de beleza… Como fui cego. Como fui absolutamente estúpido!”
“Papai, por favor, se acalme!” Henry implorou, tentando segurar James enquanto ele se preparava para atacar novamente.
James riu amargamente, seu rosto torcido pela dor. Ele refletiu sobre como tinha sido tão cruel com seu filho biológico, Eric, ainda que tivesse sido tão generoso e confiante com Grace — a mulher que o tinha traído e até planejado sua morte.
E Henry? Ele poderia ter certeza de que Henry era realmente seu filho? A absurdidade de tudo era avassaladora.
“Eu fui cego, enganado pela minha própria estupidez!” James rugiu, empurrando Henry para longe e saindo da casa.
A surra havia liberado parte de sua fúria acumulada, mas como Henry havia apontado, agora eles tinham que lidar com as consequências — como lidar com a crise iminente no Grupo Nelson.
Recentemente, devido aos escândalos anteriores de Grace, as ações da empresa haviam despencado. E agora, com essa gravação secreta vazada, o dano à reputação do Grupo Nelson seria catastrófico. Grace era, afinal, a esposa do vice-presidente da empresa.
Henry olhou para Grace, agora caída no chão. Seu rosto estava tão inchado e machucado que era impossível reconhecer suas feições antes belas.