Herdeira Renascida: Reconquistando o que é Seu por Direito! - Capítulo 247
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- Capítulo 247 - 247 Um Novo Truque 247 Um Novo Truque Eric soltou uma risada
247: Um Novo Truque 247: Um Novo Truque Eric soltou uma risada maligna, seus olhos repletos de escárnio. “Se você não fez nada vergonhoso, por que tem medo que alguém possa causar problemas?”
“Você…” James estava furioso, mas antes que pudesse reagir, Grace rapidamente agarrou seu braço. “Deixe pra lá. É um grande dia, não gaste sua energia com ele.”
James bufou com raiva. “Criança ingrata, você nunca foi uma fonte de paz!”
O sorriso de Eric ficou ainda mais desafiante. “Você não disse que eu não sou seu filho? Como posso ser ingrato se nem sequer sou seu?”
James estava prestes a explodir de fúria, mas Grace o segurou novamente, sussurrando, “Os convidados estão aqui.”
Relutantemente, James afastou-se de Eric e, com um sorriso forçado, juntou-se a Grace para cumprimentar os convidados que chegavam.
Ella levantou a sobrancelha, observando James com desprezo. O quão desatento poderia ser esse homem, permitindo que Grace o enganasse por tantos anos? Ela se perguntava que tipo de expressão ele faria quando finalmente descobrisse a verdade.
“Vamos entrar,” disse Eric em tom baixo, um brilho obscuro em seus olhos. A noite estava animada, mas esse era o palco perfeito para o drama cuidadosamente planejado deles.
Ao entrarem, os olhos de Ella pousaram rapidamente na família Carter—Sean, Frank, Leah, Max—todos reunidos em um sofá, conversando alegremente com alguns oficiais de alta patente.
Ella deixou um sorriso discreto surgir em seus lábios. O Grupo Carter não lhe havia causado problemas recentemente, ou então não estariam sentados lá tão confortavelmente.
Tanto Sean quanto Leah tinham se tornado muito mais cautelosos, não fazendo mais comentários maldosos sobre ela. No momento em que Leah viu Ella e Eric, ela se levantou rapidamente, tentando parecer graciosos.
“Ella, Sr. Nelson, vocês chegaram! Venham, sentem-se conosco,” chamou Leah, soando como se fosse a própria anfitriã.
Ella deu um aceno curto com a cabeça, seu tom educado, mas distante. “Srta. Carter, você é muito acolhedora, mas o Sr. Nelson e eu temos algumas coisas para resolver. Vamos recusar por agora.”
Os dois políticos sentados com Leah, embora influentes, não podiam se dar ao luxo de demonstrar arrogância diante de Eric. Após trocarem cumprimentos, eles assistiram respeitosamente Ella e Eric se afastarem.
Eric conduziu Ella para um local mais privado dentro da vila, onde um sofá suntuoso estava convenientemente vazio, oferecendo-lhes um espaço para conversar sem interrupções.
Sentaram-se enquanto um garçom trazia bebidas e petiscos.
“Esta vila… que extravagância,” comentou Ella, seu olhar varrendo o enorme candelabro de cristal pendurado do teto, sua deslumbrante luz branca iluminando todos os cantos do grande salão. A opulência era evidente em cada detalhe, das paredes de mármore branco-jade aos detalhes dourados incrustados nos ornamentos das luzes.
A peça central do salão, uma escultura de jade de um dragão enrolado, esculpida de jade Xiuyan puro, exalava uma aura de majestade e luxo.
“Não importa quão luxuosa ou linda seja a casa, é um desperdício quando as pessoas que vivem dentro dela não têm coração,” disse Eric, um sorriso sangrento brincando em seus lábios.
Ella estava prestes a responder quando algo chamou sua atenção. “Espere, é a Rachel? De todos os lugares… por que ela está aqui?” Ela franziu a testa, observando Rachel com um vestido justo, trocando olhares com Leah.
Esse tipo de olhar, casual e familiar, sugeria uma conexão mais profunda entre elas.
Ella levantou a sobrancelha. “Então Leah tem trabalhado com a Rachel todo esse tempo. Não é à toa que Rachel tem me perseguido sem motivo.”
Eric deu um sorriso malicioso, lançando um breve olhar na direção de Rachel. “Pessoas boas não vivem muito, mas os perversos parecem sobreviver para sempre. Suponho que seja porque são tão astutos, sempre fugindo dos problemas. Mas… tenho a sensação de que esta noite vai ser um verdadeiro espetáculo.”
Ella acenou com a cabeça, de olho em Rachel. Ela sabia que Rachel havia recuado ultimamente, o que só significava que ela estava tramando algum novo plano. E se ela estava colaborando com Leah, então as coisas prometiam ficar interessantes.
Eric inclinou-se e sussurrou algo no ouvido de Ella, chamando sua atenção para Rachel, que agora estava de pé com um jovem de terno cinza. O homem era incrivelmente belo, segurando uma taça de vinho tinto, com um sorriso tênue e o olhar ocasionalmente desviando em direção a eles.
Ella olhou para os dois, seus lábios esboçando um sorriso discreto. “O novo amante da Rachel?”
“Ele não estaria interessado nela,” disse Eric com um traço de desdém em seus olhos. Ella sorriu suavemente mas não disse mais nada. Eric se desculpou para atender uma ligação do lado de fora, onde estava mais silencioso. A sala estava cheia de conversa e risadas, tornando impossível ouvir qualquer coisa claramente.
Rachel e o jovem se aproximaram, sentando-se felizes ao lado de Ella. “Ella, este é o meu amigo, Connor Perez. Ele é um cidadão do País Y mas tem raízes no País S.”
Ella cumprimentou educadamente o homem. “Olá, sou a Ella.”
Connor sorriu elegantemente, seus olhos não revelando nada. “Sou o Connor. Prazer em conhecê-la.”
Ella voltou sua atenção para Rachel, sua voz direta. “Por que você está aqui? Qual é a sua conexão com a família Nelson?”
Rachel ficou paralisada por um momento, surpresa com a diretidade de Ella. Ela balançou a cabeça suavemente. “Ah, eu não tenho nenhuma conexão com a família Nelson. Eu estava entediada e meu primo estava vindo, então eu vim junto.”
Ella deu um gole em seu suco, desinteressada. Ela esperava que Rachel escondesse sua conexão com Leah. Rachel era a espiã de Leah—que conveniente, Ella pensou consigo mesma.
Rachel, transbordando de emoção, tirou um colar de sua pequena bolsa. O pingente era um grande círculo, feito de um material incomum—não jade, nem prata—mas seu brilho suave emanava um efeito estranhamente calmante, quase hipnótico.
“Ella, olha este colar! Connor me deu. Ele diz que se você olhar por tempo suficiente, pode ver o próprio rosto refletido na luz. Eu não consegui descobrir, porém. Connor, por que você não deixa ela tentar?” disse Rachel, seu sorriso aparentemente inocente.
Connor entregou o colar a Ella, sua expressão calma e amável. Ella piscou, com a curiosidade aguçada. “Verdade? Você pode ver o próprio rosto na luz? É a primeira vez que ouço falar de uma coisa dessas.”
“Sim, o mundo é cheio de maravilhas estranhas. Você deveria tentar!” respondeu Rachel, seu entusiasmo mascarado por uma casualidade ensaiada.
Ella olhou para Connor, que sorriu serenamente e balançou gentilmente o colar para frente e para trás. “Senhorita Davis, você gostaria de tentar?”
“Claro, por que não?” disse Ella, fingindo curiosidade. Ela encarou o círculo, o suave brilho do pingente dando-lhe uma sensação estranhamente tranquilizadora.
“Ótimo. Apenas relaxe, não fique tensa,” a voz de Connor era suave e calmante, induzindo uma sensação de facilidade.
Ella tentou relaxar, sua respiração desacelerando enquanto ela se concentrava no pingente.
“Agora, foque lentamente no círculo. Pense em algo bonito, algo que a faça feliz,” continuou Connor, sua voz tão suave quanto veludo.
A mente de Ella viajou. “Algo bonito… estar com minha mãe…” ela murmurou, seus pensamentos voltando-se para a mãe que mal se lembrava. Sua imaginação preencheu as lacunas, criando uma versão idealizada de uma mãe perfeita e amorosa—uma da qual ela não tinha memórias, tendo-a perdido aos três anos de idade.