Herdeira Renascida: Reconquistando o que é Seu por Direito! - Capítulo 242
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242: Desvendando o Verdadeiro Rosto 242: Desvendando o Verdadeiro Rosto Justo quando Henry estava perdido nos pensamentos de sua paixão secreta, ele de repente ouviu o som de um carro parando do lado de fora.
Grace está saindo!
Henry não se alarmou particularmente. Grace frequentemente comparecia a eventos à noite — bailes beneficentes, festas com suas amigas e diversos encontros sociais. Nos últimos dias, ela não havia demonstrado nenhum comportamento incomum.
Mas então, cerca de dez minutos depois, ele ouviu o som distinto de saltos altos clicando ritmicamente no chão.
Da da da. O som era agudo e constante, dando a impressão de uma mulher graciosa e elegante se aproximando.
Uma leve sensação de inquietação se infiltrou na mente de Henry.
“Ah, Senhora Nelson, a senhora está aqui de novo?”
“Sim, o de sempre. Quarto 606,” a voz suave de Grace respondeu.
“Desde que você começou a vir ao nosso Salão de Beleza L, você tem parecido mais jovem a cada dia!” Uma mulher próxima disse com uma risada flertante.
“Ah, você está só me zoando, Gerente. Estou envelhecendo a cada ano, ai…” Grace respondeu com uma risada leve.
As duas mulheres conversaram brevemente antes de Henry ouvir a porta abrir, seguida pelos sons típicos de tratamentos de beleza.
Henry considerou desligar o dispositivo de escuta — afinal, era a última noite — mas decidiu aguentar só mais um pouco.
Cerca de meia hora se passou, e as coisas pareciam se acalmar.
“Senhorita, está se sentindo cansada? Que tal descansar um pouco?” uma voz perguntou.
“Senhorita?” a voz de Grace respondeu, com um tom de investigação.
Henry franziu a testa, confuso. Por que a esteticista estava de repente se sentindo sonolenta? Afinal, o Salão de Beleza L era um dos salões mais rigorosos e prestigiados da Cidade S!
De repente, Henry se levantou da cadeira.
Por que a esteticista se sentiria sonolenta de repente? Algo estava errado — esse não era um salão comum.
E então, Henry ouviu o som inconfundível de uma porta trancando.
Thud.
Depois que a porta trancou… houve uma batida?
A porta se abriu, e a voz de um homem se fez ouvir. “Pare de usar essa tática. Toda vez que a esteticista fica sonolenta, vai levantar suspeitas. Se continuarmos nos encontrando assim, alguém vai notar. De agora em diante, mande as esteticistas embora e finja descansar aqui sozinha.”
“Eu entendo,” Grace respondeu em um tom indiferente.
Henry sentiu como se um raio o tivesse atingido, deixando sua mente completamente em branco.
Cada músculo do seu corpo se tensionou, seus nervos pressionados sob o peso do que ele estava ouvindo. Ele não conseguia acreditar. Grace, sua suposta mãe amável e carinhosa, estava secretamente se encontrando com alguém em particular. Isso só poderia significar uma coisa — nada de bom.
Esse homem era o amante dela?
“Eu te disse que precisamos nos encontrar com menos frequência, mas você parece não ouvir,” o homem sussurrou, um traço de tristeza em sua voz.
A risada de Grace, incomumente flertante, preencheu o ar. “Ah, você! Já chegamos tão longe — o que mais você quer que eu finja?”
“Fazem sete dias… Eu senti sua falta,” disse o homem suavemente, baixando a voz, enquanto Grace respondia provocante, “Não me apresse!”
“Quando vamos agir?”
“A polícia está observando de perto agora. Você não viu os oficiais por toda a Cidade S? Ainda não podemos agir. Vamos esperar até a situação esfriar, até que Eric baixe a guarda.”
A menção de *Eric* fez o coração de Henry acelerar.
Seus olhos se arregalaram, e ele cerrou os punhos com força, seu corpo todo tremendo. Ele não conseguia acreditar no que estava ouvindo — Grace, a mulher que sempre fora tão doce e amorosa, estava envolvida em algo assim.
Grace o criou para ser bondoso, para ser caridoso, para ser honrado. Ela sempre o ensinou a ser generoso e correto.
Mas agora… sua verdadeira natureza foi exposta, revelando um lado hipócrita e sinistro que ele nunca havia visto antes. Poderia realmente ser a mesma mulher que o havia cuidado tão profundamente a ele e a Eric?
“Obrigada pelo seu duro trabalho, querido,” Grace riu baixinho.
“Se você está tão agradecida, não deveria fazer algo por mim?” o homem provocou.
“Não, para!”
“Grace, eu te amei por tantos anos e nunca te forcei. Eu fiz tanto por você… você nunca se sentiu comovida?”
Neste ponto, Henry não aguentava mais. Ele arrancou o fone de ouvido e começou a pisar nele furiosamente. “Não… isso não pode ser! Essa pessoa não é minha mãe! Ela não é minha mãe!”
Seu rosto ficou pálido como cinzas. A traição avassaladora e a vergonha fizeram com que Henry sentisse como se seu coração estivesse sendo rasgado ao meio. Seu peito se apertou, e sua respiração se tornou difícil enquanto a raiva subia dentro dele.
“Não é verdade… ela não é minha mãe… ela não pode ser!”
Henry perdeu o controle, seus olhos vermelhos de fúria enquanto ele socava o chão onde o dispositivo de escuta havia caído. Ele entrou em frenesi, destruindo tudo no escritório — exceto pelo seu computador, que ainda exibia fotos de Ella.
Um servo passando pelo escritório ouviu a agitação e, apavorado, chamou James e Grace para informá-los da situação.
Quando o surto de Henry finalmente diminuiu, ele desabou fracamente na cadeira em sua mesa, seu corpo tremendo. Seus olhos estavam cheios de raiva e dor, e enquanto olhava para a tela mostrando a foto de Ella, ele esmurrou, deixando um buraco gigantesco no monitor.
Como ele poderia ter uma mãe assim?
Não é de se admirar que Eric sempre olhasse para ele com desdém, e não é de se admirar que Ella nunca lhe mostrasse nenhum carinho. Eles provavelmente achavam que ele, Henry, não era diferente de Grace.
Ódio, vergonha e agonia fervilhavam dentro dele, e sua respiração era ofegante enquanto suas lágrimas vermelhas de lágrimas.
Por anos, Henry nunca duvidou de Grace. Ele sempre pensou que era uma rixa pessoal de Eric — enraizada na morte de Victoria — que o levava a desprezar Grace.
Mas a aposta que ele fez com Eric agora voltou da maneira mais cruel possível. Ele tinha certeza de que ganharia, tão certo de que Eric seria o perdedor… Mas a realidade lhe deu uma bofetada na cara.
“Henry, o que está acontecendo? A senhora Wilson disse que você estava quebrando coisas aqui…” James correu para a sala, tendo acabado de deixar uma festa após ouvir que algo estava errado com Henry.
Quando ele abriu a porta do escritório, encontrou Henry sentado imóvel na mesa, com os olhos vazios e desfocados.
Grace chegou momentos depois, ofegante enquanto se apressava para entrar. “Henry, o que aconteceu? Você está bem?” ela perguntou, correndo em sua direção, um profundo sentimento de inquietação a roendo por dentro.
Henry olhou para ela, seus olhos encontrando os dela. Grace estava impecável como sempre, suas roupas perfeitamente arrumadas, sua maquiagem impecável e sua expressão cheia de genuína preocupação.
A verdade o queimava — sua mãe era uma mulher enganadora e maliciosa. Mas o amor dela por ele, isso era real. Afinal, ele era seu filho biológico.
Suprimindo toda sua dor e fúria, Henry forçou um sorriso tenso. “Não é nada… Eu só estava de mau humor, então precisei desabafar.”