Herdeira Renascida: Reconquistando o que é Seu por Direito! - Capítulo 228
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- Capítulo 228 - 228 Despertando 228 Despertando Os olhos de Vitória estavam
228: Despertando 228: Despertando Os olhos de Vitória estavam cheios de desespero e tristeza. A luz neles desaparecia lentamente, ultrapassada pela finalidade da morte.
“Mamãe, não! Mamãe, acorda! Você prometeu me levar à praia no meu aniversário de oito anos… Mamãe… Mamãe, o que há de errado? Alguém ajude! Leve-a para o hospital, minha mãe está doente, ela está doente!”
O pequeno Eric, de sete anos, não conseguia compreender que Vitória havia saltado para a morte. Em sua mente, ela estava apenas doente — a queda, o sangue, tudo isso devia ter sido causado por ela estar mal.
Quando os paramédicos chegaram, Vitória já não tinha mais pulso. Eric desabou no lugar, arrasado demais até para chorar.
Um vento feroz soprou e, de repente, tudo desapareceu — os paramédicos, sua mãe — e então houve fogo, um incêndio que consumiu tudo.
“Ella… Ella! Onde você está? Onde você está?”
“Eric, estou aqui, bem aqui! Você está acordado? Meu amor!” A voz de Ella rompeu seu pesadelo, e Eric abriu os olhos abruptamente.
Sua visão estava embaçada no começo, mas aos poucos se clareou, e ele viu o rosto cheio de lágrimas de Ella, seus olhos brilhando com alívio e alegria.
Ela estava segurando sua mão firmemente, transferindo calor e conforto.
“Ella…” Eric percebeu que havia sobrevivido. Seus olhos se encheram de lágrimas ao processar o fato avassalador — ele não tinha morrido. Ele tinha passado por isso.
E agora, ele jurava que faria aqueles que o haviam machucado e Ella pagar por cada grama de dor que eles haviam causado.
“Eric, o médico disse que você superou o estágio crítico. Foque em se recuperar, eu estarei ao seu lado a cada passo do caminho.” Ella enxugou as lágrimas e beijou sua mão gentilmente. “Obrigada por me salvar de dormir com mil homens e de me tornar uma… bem, você sabe,” ela brincou, tentando aliviar o clima.
Chloe e Amelia, que estavam por perto, não conseguiram conter o riso. Se não fosse pelas bandagens cobrindo o corpo de Eric, o momento teria sido perfeitamente alegre.
A garganta de Eric estava ressecada, e naquele instante, uma enfermeira entrou para verificar como ele estava.
“Água…”
“O paciente precisa de água, rápido!” a enfermeira chamou.
Ella correu até o bebedouro e encheu um copo, cuidadosamente inserindo um canudo antes de trazê-lo aos lábios de Eric.
Apesar de seus ferimentos serem graves, a garganta de Eric estava poupada, então ele ainda conseguia beber confortavelmente. Após sorver metade do copo, ele finalmente sentiu a secura na garganta aliviar.
Enquanto Eric era levado para fora da sala VIP para mais exames, Ella seguia de perto, sem vontade de deixar seu lado nem por um momento.
Passo a passo, seu coração permanecia firme. Contanto que Eric não a abandonasse, ela ficaria ao lado dele pelo resto de suas vidas, acontecesse o que acontecesse.
Um dia se passou.
A condição de Eric melhorava ainda mais. Embora ainda estivesse numa dieta líquida, agora ele podia se mover na cama e até virar-se sozinho.
A ferida em seu peito estava cicatrizando lentamente, mas com segurança.
Por sete dias seguidos, Ella raramente deixava seu lado, exceto para tomar banho. Ela dormia no grande sofá na sala VIP dele, mantendo-o silenciosamente companhia.
No oitavo dia, Eric conseguiu sair da cama e se movimentar. Ella o ajudou a caminhar até a varanda.
A vista era linda, e o vento forte resfriava o ar, dissipando todo o calor opressivo.
As bandagens tinham sido removidas do corpo de Eric, e apesar de sua pele queimada ainda estar cicatrizando, começava a descascar e regenerar. A visão de sua pele nova e sensível ainda fazia o coração de Ella acelerar ansiosamente todas as vezes que ela a olhava.
Se Eric não tivesse lutado para sair daquela casa em chamas, teria ficado preso sob o teto desabando. Mesmo que o tivessem resgatado, não lhe restaria muita vida.
Ella manteve a cabeça baixa, descascando uma maçã cuidadosamente. “Ouvi dizer que o atirador ficou mentalmente instável, falando besteiras.”
Ela mencionou de forma casual, mas a expressão de Eric se tornou gelada. Ele sabia a verdade por trás de tudo.
“Sim, aparentemente ele surtou depois de ouvir que seus filhos foram mortos,” disse Eric com um riso frio e arrepiante. Mesmo depois de enfrentar a morte duas vezes, sua resiliência só havia aumentado, de um modo quase assustador.
“Deixe que Mark e os outros cuidem disso. Não precisa se preocupar,” disse Ella com um sorriso, entendendo que algumas coisas eram confidenciais, e Eric não podia compartilhar os detalhes.
“Preocupado? Não estou nem um pouco preocupado com isso. Estou mais preocupado com quando meu corpo vai se recuperar completamente… e quando nós podemos…” Eric sorriu maliciosamente, seu tom sugestivo.
Ella não se incomodou com sua provocação. Ela o havia visto em momentos de calma e vulnerabilidade, sabendo que durante esses tempos, ele havia caminhado na linha entre a vida e a morte.
“Sr. Nelson, senhora, alguém está aqui para vê-los. É alguém do Grupo Carter. Gostariam de encontrá-los?” Um guarda-costas entrou e perguntou baixinho.
Grupo Carter?
Leah? Aquela princesinha mimada não resistiu em vir até aqui para ver Eric agora?
“Você quer encontrá-los?” perguntou Eric com um sorriso brincalhão, como se as sombras de sua experiência de quase-morte estivessem completamente atrás dele.
Ella colocou uma fatia de maçã em sua boca. “Claro, por que não? Se eu recusar, não vou parecer o tipo ciumento?”
Eric assentiu e virou-se para o guarda-costas. “Deixe-os entrar.”
O guarda-costas saiu, e um momento depois, Leah entrou, com o braço enlaçado ao de Sean. Ela carregava uma cesta de frutas na outra mão, cheia de uma variedade de frutas.
Ella franziu a testa levemente, mas rapidamente se recompôs. Leah nunca perdia uma oportunidade de desfilar com Sean, exibindo sua posição como a neta preferida dele.
“Sr. Nelson, Ella, como estão ambos?” Leah os saudou com um doce sorriso, embora por dentro estivesse fervendo de ciúmes. *Por que aquele incêndio não matou aquela vagabunda? Ou ao menos a desfigurou! Vamos ver se o Sr. Nelson ainda gostaria dela então!*
Sean lançou um olhar para Eric, notando sua tez saudável e quão rapidamente parecia estar se recuperando. Seu rosto bonito, intocado pelo fogo, só parecia ter se acentuado com a experiência, exalando ainda mais de seu carisma natural.
“Estamos bem, obrigado pela preocupação, Srta. Carter,” Eric respondeu friamente, seu tom distante.
Ella sorriu educadamente. “É raro o velho Sr. Carter tirar tempo de sua agenda lotada para nos visitar. Nós apreciamos.”
A expressão de Sean escureceu. “Você está insinuando que viemos tarde demais?”
Ella reprimiu um sorriso. A audácia! Como se ela estivesse esperando ansiosamente pela visita deles.
“Claro que não, Ella,” Leah interveio rapidamente, seu sorriso nunca vacilando. “O avô e eu estivemos muito ocupados nesses últimos dias e não queríamos incomodá-los enquanto o Sr. Nelson ainda estava se recuperando.”
Leah colocou a cesta de frutas de lado e ajudou Sean a se sentar.
“O velho Sr. Carter provavelmente está aqui para ver se o incêndio se livrou de mim e de Ella,” disse Eric sorrindo, claramente não estava com humor para amenidades.
“Sr. Nelson, você sabe como brincar,” Sean respondeu com uma risada fria. “Alguém tão brilhante quanto você? Os céus não te deixariam partir tão facilmente.” Apesar da tentativa de humor, o ressentimento de Sean fervilhava por baixo da superfície. A manobra anterior de Eric e Ella havia lhe custado quase dez milhões, e ele ainda estava amargo com a perda.