Herdeira Real: Casamento Relâmpago com o Tio do Ex-Namorado - Capítulo 398
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Capítulo 398: Não é o primeiro amor de todos
Nora olhou para o relógio. Já havia passado do horário de trabalho. Soltando um pequeno suspiro, ela pegou sua bolsa e saiu apressada do prédio do escritório.
Ao pisar do lado de fora, ouviu uma voz familiar chamá-la.
“Nora!”
Ela virou a cabeça na direção da voz e viu Demitri parado ao lado de seu carro branco. Instintivamente, ela olhou ao redor, escaneando a área em busca de colegas que pudessem estar por perto, antes de se apressar em direção a ele.
“O que você está fazendo aqui?” ela perguntou surpresa.
Demitri não respondeu imediatamente. Em vez disso, ele alcançou a porta do carro e a abriu. “Entre.”
Nora hesitou por um breve momento, mas logo deslizou para o banco do passageiro. Ela sabia que era melhor não questioná-lo ali, diante da empresa, onde olhos curiosos poderiam estar observando.
Demitri deu a volta, entrou pelo lado do motorista e ligou o motor. Ele dirigiu o carro para fora das instalações da empresa e entrou na rodovia principal.
“Por que estava me esperando?” Nora finalmente perguntou. “E se alguém nos visse juntos?”
Um sorriso irônico se formou nos lábios de Demitri. “Você é tão insegura sobre esse relacionamento, não é?”
O coração dela falhou uma batida. “Não, isso não é verdade,” ela disse rapidamente, baixando o olhar.
Os dedos de Demitri apertaram levemente o volante. “Então o que é? É porque você é apenas uma recepcionista enquanto eu ocupo uma posição muito mais alta?”
O carro diminuiu a velocidade ao se aproximar de um sinal vermelho. Demitri virou-se para olhá-la. O tráfego ao redor era intenso, mas naquele momento, parecia que eles eram as únicas duas pessoas no mundo.
Nora enlaçou os dedos em torno de sua bolsa, apertando o grip enquanto mordia o lábio inferior. Um nó formou-se em sua garganta, mas ela forçou-se a falar.
“Eu realmente sinto que não te mereço,” ela admitiu, sua voz mal passando de um sussurro. “Quero dizer… Ainda me pergunto por que você me chamou para sair. Eu não tenho nada. Não tenho amigos, e não sou bem de vida.”
Demitri inspirou profundamente, fixando o olhar na estrada à frente. Por um momento, ele não disse nada.
“Eu te convidei para sair porque acreditei que você me entenderia,” ele disse. “Você nunca se intromete no meu trabalho ou faz perguntas desnecessárias. Isso significa algo para mim.” Seus dedos tamborilaram levemente no volante antes de continuar. “Se meu status é o que está te fazendo sentir assim, então você precisa entender algo—se continuar me olhando como alguém acima de você, você sempre vai se sentir insegura. Em vez disso, olhe para mim, não para a minha posição.”
Nora permaneceu em silêncio, absorvendo suas palavras.
“Eu já te disse antes,” ele acrescentou. “O trabalho de uma recepcionista é tão importante quanto o de uma secretária de alto escalão. Você deveria se orgulhar do que faz, Nora. Nunca compare o seu trabalho com o meu ou o de mais ninguém.”
No entanto, ao mesmo tempo, ele entendia por que ela se sentia daquela maneira. Soltando um suspiro, ele a olhou novamente.
“Eu preciso dizer, você sempre esteve cercada de pessoas que te menosprezam,” ele comentou. “Você viu como a riqueza pode influenciar tudo, como pessoas poderosas podem ser egoístas.” Ele fez uma pausa por um momento, e então continuou, “Mas nem todo mundo é assim, Nora.”
Ele segurou a mão dela e a apertou gentilmente. “E eu acho que não devemos nos preocupar com os outros. Estamos namorando, e não há nada de errado nisso,” disse Demitri com um sorriso caloroso.
Nora se sentiu melhor ao ouvir aquelas palavras. “Desculpa. Ninguém nunca esperou por mim,” ela sussurrou.
“Então, você vai continuar me vendo esperando por você,” Demitri respondeu.
Nora resmungou baixinho. “Os carros estão se movendo,” ela apontou.
Demitri piscou, voltando ao presente, e focou na estrada. Com um movimento suave do volante, ele manobrou o carro pelo trânsito.
Após uma hora e meia, ele freou o veículo em frente à Casa da Nora, olhando para fora antes de voltar sua atenção para ela.
“Você mencionou que estava procurando um apartamento. Achou algum?” ele perguntou, seu olhar pousando sobre ela.
“Ainda não,” Nora admitiu. “Preciso de algo dentro do meu orçamento.”
Demitri inclinou-se um pouco para trás, seus dedos tamborilando contra o volante. “Mude para minha casa,” ele sugeriu.
Os olhos de Nora se arregalaram. “O quê?”
“Você pode cobrir as compras até encontrar um lugar que te agrade,” ele explicou. “Minha casa é grande, e eu só uso um quarto. Você pode ficar com o próximo à escada.”
Nora hesitou, apertando mais o grip na bolsa. “Eu vou pagar aluguel também. Só assim me mudarei.”
Demitri balançou a cabeça. “Isso me faria sentir mal. Eu sabia que você não concordaria tão facilmente—por isso sugeri as compras em vez do aluguel. Eu só não gosto da ideia de você viajar tão longe todos os dias. E, para ser honesto…” Sua expressão escureceu levemente enquanto dava uma olhada nos arredores mal iluminados. “Não me sinto seguro te deixando aqui toda noite. Esse lugar não me parece seguro.”
Havia uma preocupação genuína em sua voz, o que fez Nora morder os lábios. Ela nunca esperou que ele se preocupasse com ela daquela maneira.
“E estamos em um relacionamento. Não há nada de errado em morarmos juntos, certo?” Demitri perguntou, observando-a atentamente.
Nora hesitou antes de balançar a cabeça. “Não, não há. Mas… Eu só não quero invadir o seu espaço pessoal.”
Demitri soltou uma risada suave. “Bom, eu tenho certeza de que, mesmo se você se mudar, não vai invadir.”
Ela estudou sua expressão por um momento, então suspirou. “Hmm… então, vou me mudar para sua casa.”
Um sorriso satisfeito surgiu em seus lábios. “Ótimo! Agora vá pegar uma bolsa com algumas roupas. Não vou deixar você ficar aqui esta noite.”
Nora piscou para ele, incrédula. “Você está realmente falando sério sobre isso, né?”
“Sim,” Demitri respondeu sem hesitar.
Ela suspirou antes de acenar com a cabeça. “Já volto,” disse Nora antes de sair do carro.
Demitri a observou enquanto ela se apressava para dentro, tamborilando os dedos contra o volante enquanto esperava. Dez minutos depois, ela voltou com uma bolsa de viagem pendurada no ombro. Sem dizer uma palavra, Demitri estendeu a mão, pegou a bolsa e a jogou sem esforço no banco traseiro.
“Então, vamos,” ele disse, ligando o motor.
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“Chefe, este drink é para você oficialmente entrar em uma nova fase da sua vida,” Roger disse, erguendo seu copo de álcool.
Aiden e Zayne fizeram o mesmo, levantando seus copos com sorrisos de aprovação. Lucius segurou seu próprio copo, um sorriso suave surgindo em seus lábios enquanto os observava.
Eles brindaram antes de tomar um gole.
Lucius colocou o copo sobre a mesa, exalando suavemente. “Já sinto falta da Layla,” ele murmurou. “Mas como ela não passava um tempo com a melhor amiga há tempos, não pude recusar quando ela pediu para passar a noite com a Ruby.”
Mais cedo naquele dia, depois que Lucius e Layla almoçaram na casa de Ruby, Ruby insistiu para que ele deixasse Layla ficar. Até mesmo Layla insistiu, implorando até que ele finalmente cedeu.
“Layla está a menos de uma hora de distância de você, Chefe,” Aiden comentou, servindo outro copo para Lucius.
“Sim,” Lucius assentiu, embora ainda sentisse sua ausência. Enquanto ele alcançava seu drink, seu olhar pousou em Zayne, que bebia mais do que o habitual. Sua testa franziu ligeiramente.
“O que há com você? Ainda está chateado?” Lucius perguntou, estudando Zayne.
“Hã?” Zayne piscou, momentaneamente desconcertado pela pergunta repentina. Ele hesitou antes de tomar mais um gole de sua bebida, como se tentasse esconder o que estava sentindo.
“Zayne, você amava muito a June, certo?” Lucius perguntou.
Tanto Aiden quanto Roger voltaram sua atenção para Zayne.
“Sim, eu amava,” Zayne admitiu, notando os olhares preocupados. Ele nunca foi bom em esconder suas emoções. Baixando os olhos para o copo em suas mãos, ele continuou, “Eu queria me casar com ela, Chefe. Imaginei uma vida toda para nós.”
“Nem todo o primeiro amor se realiza,” Roger disse, seu tom carregando a dor de sua própria experiência. Ninguém sabia melhor do que ele como era ser traído pela pessoa que amou primeiro.
Zayne franziu a testa e olhou para ele. “Você também teve um primeiro amor?”
Lucius e Aiden trocaram olhares, imaginando se Roger realmente falaria sobre isso.
Roger soltou uma risada seca. “Sylvia. Eu a amei. Ela foi meu primeiro amor,” ele admitiu antes de balançar a cabeça com um sorriso amargo. “Devo estar bêbado. Essa é a única razão para eu estar falando sobre isso.”
Zayne o encarou, chocado, antes de desviar o olhar para Lucius, como se buscasse confirmação.
Lucius recostou-se levemente.
“É difícil lidar com a perda do primeiro amor, mas se não for digno de você, você precisa deixar isso ir o quanto antes. Não cometa o mesmo erro que eu. Não se deixe ficar preso às memórias de alguém que nunca foi destinado a ser seu,” Roger aconselhou. “June não tinha sentimentos reais por você, Zayne. E mais do que isso… ela não teria hesitado em te matar por sua missão.”
Zayne apertou o copo com força. A verdade era dolorosa, mas no fundo, ele sabia que Roger estava absolutamente certo.