Herdeira Real: Casamento Relâmpago com o Tio do Ex-Namorado - Capítulo 369
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- Capítulo 369 - 369 O pequeno gatinho Coco 369 O pequeno gatinho Coco Aiden
369: O pequeno gatinho, Coco 369: O pequeno gatinho, Coco Aiden fechou o laptop quando terminou de preparar a lista das pessoas a serem convidadas para a próxima festa de Natal na empresa. “Assim que Layla voltar, vou mostrar a lista para ela ver se precisa adicionar mais alguém, apenas para aprovação,” ele murmurou e colocou o laptop em sua mesa.
No entanto, em vez de ir para a cama, Aiden colocou um casaco grosso e saiu para dar uma caminhada. Mesmo no tempo frio, muitos jovens podiam ser vistos caminhando pelas ruas, aproveitando a companhia uns dos outros.
Aiden parou em uma loja de conveniência e entrou para pegar uma bebida. Ele pagou por ela e se sentou nas cadeiras do balcão perto da janela. Enquanto bebia, olhava para o mundo lá fora.
Sua atenção foi atraída por uma pequena figura perto do vidro—um gatinho minúsculo, sentado no frio, com os olhos arregalados fixos nele.
Aiden franziu a testa ao olhar para a criaturinha, que tinha um delicado sino pendurado na coleira. No entanto, não havia sinal de um dono por perto. ‘Será que foi abandonado?’ O pensamento fez seu peito apertar.
Depois de terminar sua bebida, ele se levantou e saiu. O gatinho mal se moveu quando ele se agachou ao lado dele, seu pelo arrepiado contra o frio. Com delicadeza, ele o pegou nos braços.
“Miau.”
O som suave era quase de gratidão, e quando Aiden o segurou perto, podia sentir seu pequeno corpo esquentando contra ele. O sino ao redor do pescoço tilintou suavemente e um pequeno sorriso se formou em seus lábios.
Ao se virar, ele disse, “Parece que você foi abandonado pelo seu dono. Ficaria feliz em ir para a minha casa?” Aiden perguntou, seus dedos acariciando o rosto do gatinho, que se aconchegou ainda mais em seu calor.
“Com licença! Você viu um gatinho por aqui?”
Uma voz familiar chegou aos ouvidos de Aiden e ele se virou.
“Meu Coco!” Sylvia exclamou ao ver seu gatinho nos braços de Aiden enquanto ofegava.
“É seu?” perguntou Aiden.
“Sim. Comprei o Coco para mim de manhã,” Sylvia disse e pegou seu gatinho de volta dos braços de Aiden.
“Sinto muito. Pensei que tivesse sido abandonado,” Aiden respondeu.
“Tudo bem. Fico feliz que nada aconteceu com o Coco. Obrigada,” Sylvia disse, acariciando a cabeça do gatinho.
“O que você está fazendo por essa região?” Aiden perguntou a ela.
“Decidi mudar de apartamento, então vim ver alguns imóveis aqui,” Sylvia respondeu.
“Entendi. Há algum problema naquele complexo residencial?” Aiden perguntou, querendo saber se estava tudo bem.
“Hmm. Ele descobriu sobre mim,” Sylvia disse.
“Ele quem?” Aiden franziu a testa.
“É apenas um amigo da época da faculdade. Nada mais,” Sylvia disse. Ela não queria contar a ele toda a história de estar sendo seguida por um cara do tempo da faculdade. Criaria mais problemas do que nunca.
“Diga-me o nome. Mudar de lugares não vai te dar segurança,” Aiden disse, sentindo-se um pouco preocupado.
“Eu não quero,” Sylvia respondeu rudemente e se virou para ir embora.
Aiden a agarrou pelo braço e a parou. “Não seja tão teimosa, Sylvia. Não custa nada se você me disser o nome.”
“Por quê? Você vai eliminar esse homem como vocês todos costumam fazer o tempo todo?” Sylvia retrucou.
“Tudo bem. Vou descobrir. Pode ir,” Aiden disse, soltando a mão.
“Eu não quero nenhum envolvimento seu, ou de Roger, e Lucius. Por favor, me deixem viver em paz. Estou farta de toda essa história de receber proteção de vocês três. Deixem-me viver do meu jeito,” Sylvia disse friamente a ele.
“Sylvia, seja uma mulher madura,” Aiden disse.
“Miau!” A voz de Coco veio ao mesmo tempo, como se ela também concordasse com Aiden.
“Não, eu não quero,” Sylvia lhe respondeu com raiva e, após um momento, suspirou. “Fiz uma denúncia na delegacia. A partir de agora, não preciso de nenhuma proteção sua. Nunca quis isso. Todos vocês sempre usaram o nome de Matteo para me dar atenção apenas para me abandonar depois,” ela disse com raiva.
“Miau! Miau!”
Coco soltou novamente aqueles sons suaves, querendo que Sylvia não ficasse zangada.
Aiden entendeu sua frustração. “Onde está seu carro?” ele perguntou.
“Por quê?” Sylvia olhou para ele de forma estreita.
“Vou garantir que você chegue em segurança até o carro, não por causa de Matteo ou qualquer outra pessoa. Mas porque eu te conheço,” Aiden afirmou.
Sylvia não disse nada e começou a andar lentamente.
Aiden a seguiu em silêncio. “Você precisa controlar sua raiva, Sylvia. Eu sei que é frustrante estar sozinha, mas isso não significa que você deve se machucar depois de machucar os outros. Eu acho que você pensa muito depois de agir,” ele apontou.
Sylvia inclinou a cabeça ligeiramente, seu olhar perspicaz encontrou o dele por um momento antes de olhar para frente.
“Acho que você mora por aqui,” ela disse, mudando de assunto.
“Sim,” Aiden confirmou.
Um breve silêncio se estendeu entre eles antes de Sylvia de repente perguntar, “O Tsar implorou quando estava perto da morte?”
Aiden exalou lentamente, sentindo a mudança no tom dela. “Sim. Ele implorou a Lucius até o final,” ele admitiu. “Mas o Chefe não poupou ele ou o pai dele.”
Sylvia murmurou suavemente, como se ponderasse sobre suas palavras. “É frustrante que eu tenha sido deixada de fora desse plano,” ela murmurou. “Matteo era meu irmão, mas eu sabia tão pouco sobre no que ele realmente estava envolvido. Nunca tive a chance de fazer algo por ele. Eu só queria que ele tivesse me escolhido em vez de perseguir algum lunático.” Sua voz continha tanto amargura quanto tristeza. “Mas eu espero que ele esteja descansando em paz.”
Aiden a observou por um momento antes de colocar uma mão reconfortante em seu ombro. “Sylvia, você está sobrevivendo sozinha. Isso por si só já é suficiente. É a melhor coisa que você pode fazer por Matteo agora.”
“Espero poder viver em paz algum dia,” Sylvia murmurou. “Estou tentando mudar minha vida… para me tornar uma versão melhor de mim mesma.” Seu olhar brilhou com saudade e determinação, como se estivesse lutando contra o peso de seu passado enquanto buscava um futuro que não tinha certeza se merecia.