Herdeira Real: Casamento Relâmpago com o Tio do Ex-Namorado - Capítulo 353
- Home
- Herdeira Real: Casamento Relâmpago com o Tio do Ex-Namorado
- Capítulo 353 - 353 Não fale comigo 353 Não fale comigo Nora segurava seu
353: Não fale comigo 353: Não fale comigo Nora segurava seu copo, oferecendo um sorriso educado enquanto agradecia a seus colegas pela calorosa recepção.
Ela aceitou o brinde e deu um gole na bebida oferecida, sentindo a ardência do álcool descer pela sua garganta. Felizmente, ela conseguia lidar bem com álcool o suficiente para permanecer completamente ciente de seu entorno.
“Nora, se seu desempenho for bom, você pode ter a chance de se transferir para um dos hotéis da nossa empresa,” disse Brian, girando a bebida em seu copo. “O departamento de hospitalidade precisa de mais pessoal. Mas, claro, a competição é acirrada. Ter um diploma de uma faculdade prestigiosa ou algumas conexões sólidas ajudaria.”
“Ah, mas você já tem conexões, não tem, Nora?” Aurelia entrou na conversa, seu tom trazendo um indício de algo indecifrável. “Isso deve facilitar as coisas para você.”
Nora franziu a testa levemente. “Não, eu não tenho conexões,” ela refutou calmamente.
“Não minta, Nora,” Maya interrompeu, girando o garfo sobre o prato. “Você conhece o amigo do diretor da empresa e a presidente.”
“Sério? Quem?” Harris perguntou, seu interesse despertado.
“É o Demitri Velkazh,” Maya respondeu, lançando um olhar sabido para Nora.
“Eu pensei que ele estava no departamento de tecnologia,” Aurelia refletiu antes de voltar a Nora. “Aliás, de qual faculdade você se formou?”
“Ah… apenas uma faculdade regular,” Nora respondeu tranquilamente. “Eu completei meu curso por um programa de educação à distância por causa de alguns assuntos pessoais.”
Harris debochou, balançando a cabeça. “E ainda assim, você foi contratada aqui? Talvez sua amizade com Demitri tenha algo a ver com isso.”
Nora ficou um pouco tensa, seus dedos apertando o copo. “Não, isso não é verdade,” ela disse firmemente. “Eu nem sabia que Demitri trabalhava aqui.”
Mas pela maneira como eles trocaram olhares, ela podia dizer que eles não acreditavam nela. A conversa logo mudou, e eles se ocuparam com suas refeições, deixando-a se sentir como uma estranha à própria mesa onde fora acolhida momentos antes.
Finalmente, todos decidiram partir. Dividiram a conta, reuniram seus pertences e saíram do bar e restaurante. Enquanto o grupo se amontoava nos táxis que haviam reservado, Nora avançou, apenas para perceber que não havia mais lugar para ela.
“Nora, você deve pegar outro táxi,” Maya disse, baixando a janela enquanto olhava para ela.
Nora forçou um pequeno sorriso. “Sim. Minha casa é na direção oposta de qualquer forma,” ela mentiu, mantendo seu tom leve.
“Tudo bem, nos vemos amanhã então,” Maya respondeu antes de a janela se fechar. Momentos depois, o táxi partiu, deixando Nora sozinha na calçada mal iluminada.
Ela exalou silenciosamente, baixando a cabeça enquanto começava a caminhar pela via. O ar frio da noite acariciava sua pele.
Muitos pensamentos giravam em sua mente, mas ela os afastava, fingindo que estava tudo bem. Era mais fácil assim, mais fácil agir como se ser deixada para trás não a incomodasse, mais fácil convencer-se de que ela já estava acostumada com esse sentimento.
Sua vida sempre foi assim. Não importava onde ela fosse, ela nunca conseguia encontrar amigos que realmente se importassem com ela, amigos que ficariam genuinamente felizes por ela.
Nora chutou uma pequena pedra no chão, observando-a rolar antes de parar. A frustração borbulhava dentro dela enquanto ela murmurava em voz baixa, “Por que eu tinha que conhecer Demitri? Teria sido melhor se nunca tivéssemos nos encontrado.”
Mas quase imediatamente, outro pensamento cruzou sua mente. ‘Não é culpa dele. Não é culpa de ninguém.’ Nenhum deles esperava acabar trabalhando na mesma empresa, mas aqui estavam eles.
Uma estranha inquietação se instalou em seu estômago, fazendo-a se sentir mais pesada do que antes. Suspirando, ela caminhou até um banco próximo e sentou-se, enfiando as mãos nos bolsos de sua jaqueta quente.
Sem que ela soubesse, Demitri a seguia à distância, garantindo silenciosamente sua segurança. Ele tinha ouvido a conversa de seus colegas, que a acusavam de usar os recursos para entrar na empresa. Ele podia dizer que suas habilidades haviam sido injustamente julgadas, ofuscadas pelas suposições ligadas ao seu nome.
Mas como ele poderia explicar isso às pessoas? Eles sequer ouviriam?
Encostado no tronco de uma árvore sem folhas, Demitri observava Nora, que parecia perdida. Ele observava a forma como ela estava sentada ali, perdida em pensamentos, sua postura pesada por algo invisível.
‘Será que devo ir até ela e confortá-la… ou devo apenas deixá-la em paz?’
Encostado na árvore, ele olhou para o céu, mantendo suas mãos enluvadas dentro de sua jaqueta de couro. Ele abaixou os olhos e fixou o olhar em Nora antes de caminhar até ela.
Enquanto isso, Nora se levantou do banco, seus dedos navegando pelo telefone enquanto tentava reservar um táxi. Era horário de pico, e quase todos os táxis estavam ocupados ou indisponíveis. A frustração aumentava dentro dela enquanto ela continuava atualizando o aplicativo, distraída demais para notar o ciclista que se aproximava.
O som da campainha mal chegou aos seus ouvidos. Antes que ela pudesse reagir, um braço forte de repente a puxou para o lado. Ela cambaleou para a frente, seu rosto pousando contra um peito firme enquanto a bicicleta passava zumbindo por eles.
O cheiro familiar de colônia preencheu seus sentidos, e ela imediatamente soube quem era. Levantando a cabeça, ela se viu olhando nos olhos penetrantes de Demitri.
“Ou você usa seu telefone ou anda. Não faça as duas coisas ao mesmo tempo,” ele repreendeu.
Nora franziu a testa e rapidamente se afastou dele, emburrada enquanto se endireitava. “O que você está fazendo aqui?” ela exigiu. “Você me seguiu?”
Demitri ergueu uma sobrancelha. “Por que eu te seguiria?”
“Porque você gosta de mim, não é?” ela retrucou, cruzando os braços enquanto o encarava.
Um lampejo de diversão cruzou o rosto de Demitri, mas ele não respondeu imediatamente. Em vez disso, soltou uma risada simples.
“Não me siga. Não fale comigo. Eu não consigo fazer amigos por sua causa. Você deveria trabalhar de casa. Não venha ao escritório quando eu estiver lá,” Nora disse. Não era um discurso completamente lúcido, mais um desabafo embriagado alimentado por suas próprias inseguranças.
“Eu pensei que éramos amigos,” Demitri disse.