Herdeira Real: Casamento Relâmpago com o Tio do Ex-Namorado - Capítulo 350
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- Capítulo 350 - 350 Amar ela foi um erro 350 Amar ela foi um erro Roger
350: Amar ela foi um erro 350: Amar ela foi um erro Roger desligou o computador e recolheu seus pertences, pronto para ir embora por hoje. Colocando a bolsa do escritório sobre o ombro, entrou no elevador, observando as portas se fecharem.
Quando chegou ao estacionamento, o cheiro familiar de asfalto se misturava com o leve frio do ar da noite. Enquanto caminhava em direção ao seu carro, uma voz o chamou.
Era Sylvia.
Ele se virou, sua expressão endurecendo enquanto seu olhar encontrava o dela. Seu maxilar se tensionou antes de falar, irritação colorindo seu tom. “O que você quer de mim? Eu disse para ficar longe.”
Os olhos de Sylvia ardiam com frustração e traição. “Por que Lucius não me falou sobre Tsar e Vladimir Romanov?” ela exigiu com uma voz trêmula. “Eles foram os que mataram meu irmão, não foram?”
Roger permaneceu em silêncio, suas sobrancelhas se unindo, mas Sylvia continuou enquanto sua fúria aumentava.
“Vocês são todos iguais,” ela continuou amargamente. “Matteo nunca me contou nada. Ele me fez acreditar que estava seguro, enquanto ele estava lá fora guardando segredos de mim. E agora você, Lucius, e todos. Vocês se perguntam por que eu me tornei assim. É porque todos vocês me fizeram de tola!” Sua voz estremeceu, suas mãos tremendo ao seu lado. “Mesmo que eu esteja morrendo, não se incomode. Passe essa mensagem para Lucius e os demais!”
Ela girou sobre os calcanhares, caminhando em direção ao seu carro, mas Roger ainda não tinha terminado.
“Sylvia, todos nós tentamos te entender!” ele a chamou, sua voz mais alta desta vez.
Antes que ela pudesse entrar no banco do motorista, ele avançou e empurrou a porta com força, bloqueando sua saída.
Sylvia virou bruscamente, seus olhos cheios de lágrimas encontrando os dele. “Vocês são todos mentirosos,” ela cuspiu. “Sabe por que eu te odeio mais, Roger? Porque você afirmou se importar comigo. Me fez acreditar nisso, só para virar as costas e mentir para mim. E por quê? Porque Matteo mandou? Porque Lucius pediu?” Ela soltou um suspiro trêmulo, sua voz carregada de dor. “Algum de vocês já parou para pensar no que eu sentia? No que eu merecia saber?”
Seus lábios se curvaram em um sorriso amargo enquanto sussurrava, “Lucius me traiu primeiro, e eu nunca vou perdoá-lo por isso. Mas você… você é igual.”
“Lucius nunca te traiu. Você não entende o que significa amar alguém?” Sua voz estava afiada, marcada pela dor que ele guardou por muito tempo.
“Eu te amei com tudo que eu tinha, Sylvia. Mas você—você foi a que me lembrou do meu lugar. Você me disse para não sonhar alto, que eu não era nada mais que um servo para o seu irmão.” Seu peito subia e descia pesadamente enquanto ele dava um passo mais perto. “Se alguém já tentou te entender, esse alguém fui eu.”
Sylvia soltou uma risada vazia, balançando a cabeça. “É isso que você se diz?” ela perguntou amargamente. “Porque no dia antes de você confessar seu amor por mim, eu ouvi você dizendo ao meu irmão que nunca revelaria nada para mim sobre o trabalho que vocês todos fazem.” Seus olhos ardiam com acusação. “Você escolheu me excluir, Roger. Assim como todos eles.”
Roger soltou uma risada amarga, balançando a cabeça em descrença. “Eu não entendo como isso foi errado?” Sua voz carregava frustração, incapaz de entender por que Sylvia sempre se apegava àquela afirmação, usando-a para humilhá-lo repetidamente.
A expressão de Sylvia endureceu. “Porque eu também perdi minha família, Roger.” Sua voz vacilou desta vez. “Eu me tornei órfã, e meu irmão, ele se jogou na perseguição daqueles que os tiraram de nós. E ainda assim, até isso foi escondido de mim.” Seus olhos ardiam com memórias há muito enterradas, feridas que nunca cicatrizaram completamente. “À medida que cresci, ouvi todo tipo de boato sobre Matteo—sussurros, especulações, todos de pessoas que sabiam mais sobre sua vida do que eu.”
Ela exalou bruscamente, seu olhar trespassando-o. “Ele mandava você me buscar, e você mentia por ele, encobrindo seus rastros toda vez. E você fica aqui dizendo que me entendeu?” Ela soltou uma risada curta e sem humor, repleta apenas de ressentimento. “Você nunca entendeu, Roger. Nem uma vez.”
O olhar de Roger se suavizou ao ouvir isso.
“E o que mais me incomoda é que houve um tempo em que eu quase me entreguei a você.”
Uma lágrima escorreu por sua bochecha, mas ela foi rápida em enxugá-la, recusando-se a mostrar fraqueza. Sem dizer mais nada, ela segurou a maçaneta do carro e ordenou, “Saia.”
Roger recuou, deixando Sylvia ir. Ele já não se importava mais com o que ela sentia, pelo menos, era o que ele dizia a si mesmo. Ele observou enquanto o carro dela desaparecia. Com um suspiro cansado, virou-se e caminhou até seu próprio veículo.
Entrando, ele se recostou no encosto de cabeça, fechando os olhos por um momento. A tensão em sua cabeça era implacável, uma dor surda pressionando contra suas têmporas. Ele levantou uma mão e as massageou, exalando lentamente.
“Eu acho que Varya contou a ela sobre os Romanovs,” ele murmurou para si mesmo. “Eu esqueci de dizer a ela para não mencioná-los na frente de Sylvia.”
Um toque firme contra a janela o tirou de seus pensamentos. Ele abaixou a mão e virou a cabeça. Aiden estava do lado de fora enquanto gesticulava para Roger destrancar a porta.
Sem hesitação, Roger alcançou os controles, destrancando o lado do passageiro. Aiden não perdeu tempo deslizando para o banco ao lado dele.
Aiden se acomodou no assento, colocando sua bolsa do escritório atrás antes de virar para Roger com um olhar curioso. “O que foi isso?” ele perguntou. “Vocês dois estavam apaixonados?”
Roger soltou uma risada seca, balançando a cabeça. “Nem me pergunte. Amar ela foi um erro,” ele declarou.
Aiden suspirou, recostando-se. “Ela passou por muito, tanto como criança quanto como adulta. É por isso que ela acabou assim.”
Roger debochou. “Todos sofreram, Aiden. Ela não é a única. A diferença é que ela nunca aprendeu como lidar com isso.” Sua voz estava carregada de exaustão. “E honestamente, eu nem quero mais pensar no passado. Só me dá dor de cabeça.”
Sem esperar por uma resposta, ele deu partida no motor enquanto saía do estacionamento, seguindo primeiro para a casa de Aiden.